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Piratas do Caribe 3 - Onde Jack Perdeu as Botas
Dois fatos: o filme é muito longo. Mas também é o exemplo máximo de cinema entretenimento – são quase três horas onde você é transportado pra um outro mundo extremamente convincente, onde a mais absurda das cenas funciona como se você estivesse lá. Sabe aquela magia de ver um Indiana Jones ou os Star Wars originais? Piratas do Caribe é uma das raras trilogias onde o fator diversão grita mais alto que qualquer coisa.
Comentando primeiro a parte chata, dava pra cortar uns 20 minutos ou mais tranquilamente. A Tia Dalma toma uma importância indevida e o tal capitão chinês que aparece no trailer tem pouca função, que poderia ser muito bem desempenhada pelo Barbossa ou por alguém que não ocupasse tanto tempo em cena. Em certo ponto na metade da história, o filme entra quase em animação suspensa, com o desenrolar da trama final tomando mais tempo ainda – em conseqüência quase direta dos personagens apresentados no começo do filme. Se o roteiro se limitasse aos personagens do filme anterior ( que neste, lembrando, já estão acrescidos do Barbossa e da Tia Dalma, pra não dizer que não tem novidades ), talvez tudo fluísse melhor. Tanto que os personagens novos não parecem ter começo, meio e fim como os atuais, estão ali como mero excesso de engrenagens.
Ficou faltando também uma entrada triunfal do Jack Sparrow, como nos dois primeiros capítulos. Aqui a estratégia parece ser “mais Jack”, já que ele parece estar em toda parte do filme até quando está sozinho em cena ( vocês vão entender quando virem ). Ainda assim, Johnny Depp continua impecável no personagem da sua vida. O retorno dele, na primeira hora do filme, ainda que simplório tem um aspecto lúdico muito legal.
Apesar disso tudo: Piratas 3 é definitivamente um deslumbre para os olhos, com uma direção de arte e fotografia primorosas – uma cena em que o Pérola Negra parece estar navegando entre as estrelas é linda de morrer. Mesmo com tanta coisa acontecendo ( mas ainda com menos subtramas do que Homem-Aranha 3 ), dá pra seguir tranquilamente a história, que poderia apenas ser mais enxuta. Entre os atores, se a novela Will e Elizabeth tem um final bem digno, dando razão para os dois personagens existirem, e a tal participação do Keith Richards é ok, quem acaba roubando o show ( ou pelo menos, a sobra do Depp ) é o Geoffrey Rush: o Capitão Barbossa, ainda que aparentemente bonzinho demais, está genial como o clássico pirata malvadão.
E o final vale por toda e qualquer reclamação. A câmera apresenta uma seqüência única e excelente de toda a ação rolando na batalha entre o Pérola Negra e o Holandês Voador, onde vemos quase todos os personagens em ação debaixo de uma chuva torrencial. Existe uma porta aberta para uma seqüência, mas o bacana é ver o destino do Capitão Jack Sparrow.
Enfim, vai saber por que o Gore Verbinksi tomou certas decisões nesta terceira parte ( criatividade mal aproveitada ou demanda do estúdio ) que poderiam muito bem ficar para um quatro filme, mas ainda assim esse Piratas 3 é um belíssimo produto do cinema moderno. Vale ficar até a cena após os créditos, que só atesta o óbvio mas é bonitinha.
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Eu concordo com tudo isso, mas acho que me diverti menos do que você, e que dava para cortar mais do que 20 minutos. Se bobear, uns 30. Toda essa história de Calypso foi tirada do nariz, e é um exemplo didático de world building repentino...sabe como é, aquelas coisas que caem do céu de uma hora para outra e são tratadas como se fizessem parte desde o início do universo da história mas não encaixam muito bem.
De longe, o pior filme da série. AINDA é bacana, e a partir da reunião da Confraria fica realmente divertido, mas até chegar lá...um monte de piadinhas sem graça, do tipo Trapalhões (a única coisa engraçada é o macaco Jack), vários personagens se atropelando e nõs meio que sem saber para onde eles querem ir, tudo num ritmo arrastadíssimo apesar de afobado. Muitas das críticas que foram feitas ao segundo filme da série e eu discordei, acho procedentes em relação ao terceiro: trama desnecessariamente confusa (ainda que fique clara no final) e duração excessiva. Mas...mesmo assim provavelmente é um dos cinco filmes hollywoodianos que vão valer a pena este ano, no meio de um mar de pura merda (agüentei uns trailers atrozes antes de Piratas...destaque para Georgia Rule, me senti violentado durante aqueles 2 minutos)
Uma coisa que eu raramente comento, entretanto, mas que sinto a necessidade de comentar em relação a esse filme, é o nível dos efeitos especiais. Uma coisa espantosa de tão perfeita (a cena da morte do Cutler é espetacular). Pena que a criatividade e energia das cenas de ação, tão bem boladas e coreografadas no primeiro e, particularmente, segundo filme, estejam ausentes no terceiro. Tudo bem, tem redemoinho, luta de espada em cima das velas do navio, coisas explodindo a cada dois segundos...mas falta espírito.
O que acontece depois dos créditos, por sinal?
Keyra ou não keyra, é o pior da série. (Perdão pelo trocadilho)
Talvez o grande problema desse foi ter vindo depois do Baú da Morte, que é um dos melhores filmes de ação da década. Eu tava com a expectativa no céu.
Vcs soltaram um spoiler maldito, mas realmente, essa cena do cara morrendo com tudo explodindo em câmera lenta é belíssima, tão iconográfica quanto a do Kraken partindo o navio no segundo filme. Falando em Kraken... patético o que aconteceu com ele.
Mas a coisa que mais me deixou chocado foi ver que o Keith Richards não usou maquiagem e ficou mais feio que o Barbossa.
Nota: 7,51
Breguete: 9 (Só Deus sabe como odiei aqueles mini sparrow’s, e o que foi aquele começo com o povo cantando? Ridículo, eu mandaria enforcar aquela multidão só pra eles calarem a boca.)
Nota Punha: 2 (A cena do pirata caolho olhando a xereca da Keyra me fez imaginar altas sacanagens, tipo Pirates: http://www.piratesxxx.com/)
É verdade, os mini Sparrows me deram vergonha alheia pelos roteiristas, ficou horrível aquilo lá. Os Sparrows grandes também foram uma má idéia, e aquela cena do Jack no pós-vida à la Malkovich também (fora que a seqüência inteira é longa demais).
Finalmente assisti um filme no cinema(deve ser a primeira vez que to postando nessa area do forum)! Tive um tempo sobrando ontem e fui lá ver.
FIlme show de bola! Gostei do filme, gostei dos efeitos especiais, gostei da historia, gostei do Jonny Deep, gostei do macaco/papagaio/anão, gostei da luta final, gostei até da trilha sonora que em alguma partes pareceu Titanic mas que deu aquela emoção.
Nao lembro o que eu estava fazendo quando o Kraken apareceu morto (o,o).. eu apenas nao entendi o porque dele morto o resto valeu a pena ter assistido!
Mostra a Elizabeth e o filho em uma costa esperando pelo Will, dez anos depois. Surge um clarão de luz verde ( o mesmo que aparece quando o Jack e os outros voltam do mundo dos mortos no começo do filme ) e o Will aparece no comando do Holandês Voador. O pai dele diz que ele tem que ir atrás dela e que ele cuidará do navio, ou algo assim. Pelo que eu entendi, à partir deste momento o Will ficou livre e a maldição acabou pois a Elizabeth estava esperando por ele - ao contrário do que houve com o Davy Jones e a Calypso.
Nao lembro o que eu estava fazendo quando o Kraken apareceu morto (o,o).. eu apenas nao entendi o porque dele morto o resto valeu a pena ter assistido!
Em uma cena, o Cutler diz para o Davy Jones que ele deve obedecê-lo, da mesma forma que obedeceu quando mandou o Jones matar o bichinho dele ( o Kraken ). E em outra outra cena, o Jack chega numa ilha e vê o Kraken morto ( apenas parte do bicho aparece ).
Algo que eu senti falta foi uma explicação decente para o retorno do Barbossa. Fica subentendido que a Tia Dalma trouxe dele de volta dos mortos por ele fazer parte da confraria ( que a transformaria em Calypso ), mas não diz como isso aconteceu. Outra: por que ela não fez o mesmo com o Capitão Jack ( apesar de ter ajudado com aquela mágica dos caranguejos )?
Nao lembro o que eu estava fazendo quando o Kraken apareceu morto (o,o).. eu apenas nao entendi o porque dele morto o resto valeu a pena ter assistido!
Algo que eu senti falta foi uma explicação decente para o retorno do Barbossa. Fica subentendido que a Tia Dalma trouxe dele de volta dos mortos por ele fazer parte da confraria ( que a transformaria em Calypso ), mas não diz como isso aconteceu. Outra: por que ela não fez o mesmo com o Capitão Jack ( apesar de ter ajudado com aquela mágica dos caranguejos )?
Ahhhhhhhhh é verdade.. acho que nãoo consegui assimilar os fatos.. Realmente a morte dele foi bem mal bolada, mas entendo que eles tinham que acabar com o Kraken senao ficaria muito parecido com o segundo filme, "só fungindo".
Acho que o Gordim, amigo do Caolho pergunta para Tia Dalma porque não trazer o Jack igual o Barbossa, ai ela fala que Jack não está morto por isso não pode traze-lo da terra dos mortos. Acho que foi mais ou menos isso, ou nao?
Lembro que ela disse isso, mas não lembro de referência ao Barbossa. Mas é, tá certo... o Jack não morreu, tava no limbo ou algo assim.
Como o Helm falou, a Tia Dalma não fez a mesma coisa com o Jack porque ele não tinha apenas morrido como o Barbossa, mas tinha sido preso no "locker" do Davy Jones como punição.
Não faz muito sentido, mas é mais coerente que o final de Heroes.
Mizukami, eu pensei que vc gostaria dos mini sparrow's, afinal, eles são tão fofos, tão WII´s. Pareciam até com um MII.
Hahahahaha! Mas falando sério, os Miis são legais. É bacana quando o seu aparece do nada em um jogo. No Wii Play dá até para você masturbar seu Mii.
Não faz muito sentido, mas é mais coerente que o final de Heroes.
Grande vantagem...
Diante dos comentários de vocês, acho que nem vou perder meu tempo. Adorei o primeiro filme, mas morri de sono no segundo. Sendo este o pior, vou gastar meu tempo e dinheiro em outro filme.
--------Falta de Esculhambação
Se você morreu de sono no segundo, acho que pode pular o filme novo, que é na mesma linha do segundo, só que bem pior.
Eu gostei dessa crítica do Mestre Rubens.
Os Piratas do Caribe No Fim do Mundo
Rubens Ewald Filho
Ninguém gostou muito do Segundo Capitulo de Os Piratas do Caribe, mas mesmo assim ele foi mega - sucesso (1 bilhão de dólares de renda) em todo o mundo, chegando mesmo a revitalizar os cofres da empresa Disney (até porque faz propaganda direta de um dos brinquedos do parque). Portanto, qualquer critica parece inútil. Mas vale como referencia. O começo do filme me pareceu aborrecido e confuso, até porque nem todos guardamos o que sucedeu no capitulo do ano passado (fora o fato de que o capitão Jack Sparrow foi levado para o fim do mundo). Johnny Depp só irá aparecer depois de meia hora de projeção e ainda assim está mais contido do que costume. Novamente talvez seja o problema de excesso de personagens, mas neste final da primeira trilogia (porque obviamente outras virão) o trio central tem pouco a fazer. Jack ( Depp ) controla muito mais seus trejeitos e apesar dos esforços do roteiro em fazer gracinhas verbais, falta justamente o humor visual, o pastelão que agradava tanto antes.
Depp chega a contracenar com cinco ou seis sósias, em cenas de delírio destinadas a mostrar diversas caras dele. Mas isso passa batido assim como a cena onde reencontra o pai (falou-se muito nessa ponta do roqueiro Keith Richards , do Rolling Stones, que alias rouba a cena com seu rosto muito marcado). Keira vestida de oriental por desígnios não muito lógicos acaba virando a rainha dos piratas e Orlando Bloom , tem um destino bem romântico (embora continue achando ele uma coisa nenhuma, feioso e inexpressivo).
Confesso que tive certa dificuldade para entrar no universo do filme o que só fui conseguir na metade final quando as cenas de ação se tornam mais espetaculares, com um redemoinho, a feiticeira Calypso e Davy Jones se reencontrando (este continua com sua marcante mascara de tentáculos de polvo) e uma enorme batalha naval (com duelos espetaculares, justificando os 200 milhões de dólares de orçamento). Ou seja, não decepciona neste aspecto. Mas para mim o filme é menos divertido, menos “ fun ”. Até porque ficou com cara de festa de Halloween , adotou um tom dark , meio trágico, onde proliferam as cenas escuras, os personagens grotescos, detalhes de violência (mais do que os anteriores, o que é péssimo sinal, deveriam era endereçar o filme para crianças).
HAHAHAHAHAHA!
"Mas para mim o filme é menos divertido, menos 'fun'".
Lindo, isso.
Eu só sei de uma coisa, vou ter que ver todos so 3 filmes de novo pra entender o que eles quiseram passar com os 3 filmes =/
Pra entender de forma plena, alem de ver os 3 filmes, vc vai ter que zerar o jogo, comprar o boneco e andar duas vezes no brinquedo que tem na Disney.
Contrariando as sugestões, fui ver o filme.
Realmente, muito arrastado. Quiseram inventar do nada uma mitologia para o filme, quando na verdade o que eu gostei do primeiro foi justamente a diversão despretensiosa. Tudo era mais simples, os personagens tinham seus objetivos definidos e era um bom filme para você assistir sem maiores ilações.
Não tinha necessidade de muita coisa nesse terceiro filme, sobretudo da quantidade de personagens. Além dos três principais, tinha o núcleo do Barbossa, o núcleo do Davy Jones, o núcleo do Cutler, o núcleo do Sao Feng... enfim, a história acaba ficando desencessariamente confusa.
As cenas de ação realmente são muito boas, mas não sustentam o filme por si só. Fora isso, a cena do casamento me foi dolorosa de assistir, e o simples fato de Quase Nada não tê-la incluído na sua análise da breguice do filme me ofende profundamente.
--------Falta de Esculhambação
Tem cena de casamento nesse filme? Putz, já me esqueci de quase tudo.
A Cena do casamento é MUITO mais brega que os mini-sparows. Filme arrastado demais. Divertido mas totalmente esquecível. Eu ia até comentar alguma coisa mas nem lembro de detalhes. Enfim, tem grandes méritos por não ter fodido com a série. Menos mau.
Só pra contrariar todo mundo, eu gostei muito do filme, é o pior dos três mas achei quase do nível dos outros dois. Concordo que sofre de um problema sério de overwriting, o roteirista quis inventar muita moda ao mesmo, mas não achei particularmente confuso (talvez por que tenha revisto o 1 e o 2 recentemente), e não me incomodei com os mini-sparrows/multi-sparrows, e no final das contas é o fator diversão (que nesse filme é elevado a enésima) que conta.
Aqui todo mundo gostou, o problema é a inferioridade em relação aos outros.
como bixar ar quivos?
Aqui.
Cara,
Como criador de pássaros, essa foto doeu no coração. Mesmo.
Saudações
Ray Jackson
Saudações
Ray Jackson
=(
Cara, essa foto deve ser montagem, mas ficou engraçada. Mas continuo triste pois estou longe do Bradock, minha calopsita. (Sou nerd até pra dar nome pros pássaros).
Saudações
Ray Jackson
Saudações
Ray Jackson
Dizem que é montagem, sim. Mas continua sendo triste =(
Love is over!