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1994 o ano que morri por dentro
Parece que foi ontem que eu cheguei da escola (tava na 7ª série) e recebi a trágica notícia que Kurt se suicidou. Liguei na MTV e tava o Thunderbird apresentando um especial de clipes ja era noite.
Não conseguia acreditar, ao lado do meu som estava In Utero novinho que tinha acabado de comprar junto com Nevermind eram os unicos cds que eu tinha. Nirvana foi o simbolo daquela era 1992, 1993, 1994 um novo comportamento uma nova atitude de ver o mundo. Faltei aula no dia seguinte passei o dia ouvindo os CDs e pensando o que seria do futuro meu Deus?
Mas dentro de poucos dias aquele tempo me revelaria outra perda, uma ainda maior dolorosa e fatal, a morte de Ayrton Senna. Já faz 15 anos que o trágico 1994 assombrou toda uma geração.
Parte de mim ficou lá naquele ano, se quebrou, perdeu, minha identidade tudo o que os anos 90 representava pra mim morreu e não foi mais o mesmo, nunca tive aquilo de volta minha adolescência terminou cedo, fiquei sem identidade, o mundo perdeu a graça. A partir daí tive que mudar pra me adaptar aos novos tempos sabendo que nada daquilo iria voltar e vi apenas o resto dos anos 90 passar, nada que preste e se iguale o que foi seu início. Quando os anos 2000 chegaram eu mudei pra sempre e deixei parte de mim pra trás para sempre.
Adeus 1994, adeus anos 90. O mundo foi cruel com minha geração e talvez seja por isso que nada mais preste ao ouvidos daqueles que presenciaram uma revolução musical e comportamental. Hoje resta apenas a memória de um tempo que eu vivi, um tempo que não volta e não se iguala jamais.

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Ah, grunge é chato demais. Foi uma modinha sonsa e nego acha que foi um movimento expressivo como o punk, por exemplo...
Tem uma cena no the wrestler que resume bem o que o cobain fez pelo rock:
Randy 'The Ram' Robinson: Goddamn they don't make em' like they used to.
Cassidy: Fuckin' 80's man, best shit ever !
Randy 'The Ram' Robinson: Bet'chr ass man, Guns N' Roses! Rules.
Cassidy: Crue!
Randy 'The Ram' Robinson: Yeah!
Cassidy: Def Lep!
Randy 'The Ram' Robinson: Then that Cobain pussy had to come around & ruin it all.
Cassidy: Like theres something wrong with just wanting to have a good time?
Randy 'The Ram' Robinson: I'll tell you somethin', I hate the fuckin' 90's.
Cassidy: Fuckin' 90's sucked.
Randy 'The Ram' Robinson: Fuckin' 90's sucked.
este dialogo no boteco é memoravel mesmo, li.
concordo contigo, djapa, foi um lance totalmente arquitetado, tipo mclaren quando lancou os pistols (enquanto otimas bandas autenticas ainda estavam obscuras!)
quanto a criatividade, originalidade e anseios de fanboy que o pringles falou, eu recomendo assistir ao documentario 'the seven ages of rock and roll', da bbc. o capitulo 6 é sobre o grunge, e o cara que arquitetou tudo, e criou o estilo comercial.
enfim, mais um dia no showbizz!
só faltou ele citar o Renato Russo!!!
um conselho: arruma uma mulher!!!
Kurt Cobain , Ayrton Senna todos fabricados pela midia!
Bom, se o Metallica ainda tem fãs por ai mesmo sem lançar nada que preste há 18 anos...
Bom, se o Metallica ainda tem fãs por ai mesmo sem lançar nada que preste há 18 anos...
eu decididamente gostei do death magnetic
Vcs são um bando de desalmados extremistas. Não se menospreza NADA que mude o rumo da indústria. Gostando ou não, o melhor é sempre tentar entender. Dizer que algo é "fabricado pela mídia" parece discurso de adolescente que acabou de ler Marx.
Na verdade nem sei o que é pior....Ignorar a influência (pro bem e pro mal) q o Nirvana teve na música ou alimentar o discurso saudosista de que "o melhor ficou pra trás e nunca mais volta".
E o diálogo de O Lutador é foda, mas é foda pq é triste. É até irônico citarem o diálogo como algo positivo, já que é o retrato perfeito de um dos personagens mais desgraçados do cinema dos últimos anos.
www.myspace.com/cellardoorbr
Toda geração passa por esse sentimento de desamparo diante das mudanças. Nos anos 60, com o aparecimento de Beatles, Rita Pavone, Roberto Carlos e similares, os pais torciam os ouvidos, crendo que era onda passageira. Não era. O mundo nunca mais foi o mesmo. A música era apenas a ponta do iceberg de profundas mudanças.
Mas não há como deixar de reparar que, a partir de algum momento, entre os anos 80/90, o mundo mudou para a atual versão: praticamente acabaram-se a Literatura, o Teatro, as Artes Plásticas, a Música, o Cinema e, o que é pior, a Ética nas relações humanas.
Pior: acho que não há retorno.
http://planeta.terra.com.br/noticias/outraspalavras
Mas não há como deixar de reparar que, a partir de algum momento, entre os anos 80/90, o mundo mudou para a atual versão: praticamente acabaram-se a Literatura, o Teatro, as Artes Plásticas, a Música, o Cinema e, o que é pior, a Ética nas relações humanas.
Pior: acho que não há retorno.
HAHAHAHAHAHAH
Eu DUVIDO que você consiga defender essa 'tese' com argumentos coerentes.
Esse papo de que a "arte está degenerando" é conversa de quem não confia muito no próprio gosto e depende de outras pessoas para dizerem o que supostamente é bom, o que não é etc. As pessoas que dizem isso geralmente são aquelas que dizem que só lêem gente que já morreu. Eles são incapazes de dizer se um livro atual vai se tornar um clássico ou vai ser esquecido com o tempo etc. Acontece sempre, em todas as épocas.
Mas que festival de asneiras, Stryder!
Obviamente você está falando de sua própria condição, certo?
Livro atual se tornar um clássico? A qual dos de Paulo Coelho você conferiria tal honra? Pois é... o autor mais lido no mundo, inclusaive na França. Se isso não for decadência, eu me chamo Paulo Francis.
Nem me dou mais ao trabalho de ler novos autores, tal o acúmulo de decepções. Eles não sabem nem gramática...
Poderia até lhe dar uma aula sobre a decadência do Cinema, mas o espaço é exíguo e a vontade, curta.
http://planeta.terra.com.br/noticias/outraspalavras
Ei, Terêncio, dá pra tu me ouvir daqui? Preguiça de abrir novo tópico...
Tu é o poderoso chefão do Joio? Decidir que U2 vai pros tópicos de inutilidades foi uma jogada inteligente, bem adequada.
Ler as regras do FAQ? Tu é meu amigo mesmo! Nem como castigo.
http://planeta.terra.com.br/noticias/outraspalavras
Mas que festival de asneiras, Stryder!
Obviamente você está falando de sua própria condição, certo?
Livro atual se tornar um clássico? A qual dos de Paulo Coelho você conferiria tal honra? Pois é... o autor mais lido no mundo, inclusaive na França. Se isso não for decadência, eu me chamo Paulo Francis.
Nem me dou mais ao trabalho de ler novos autores, tal o acúmulo de decepções. Eles não sabem nem gramática...
Poderia até lhe dar uma aula sobre a decadência do Cinema, mas o espaço é exíguo e a vontade, curta.
Que gracinha, você respondeu exatamente como eu previ: não deu sequer um argumento e ainda caiu em uma falácia por sugerir que, só porque Paulo Coelho é o autor mais lido da atualidade, então a arte está em declíneo.
Nunca te ocorreu que a quantidade de pessoas que têm contato com arte é MUITO maior hoje do que antigamente? E que essa inclusão ocorre sobretudo com a classe média e média-baixa, que é gente que não dispõe de ócio para desenvolver um gosto (que é luxo) e geralmente só quer arte pra passar o tempo?
Agora mais pessoas podem comprar livros e lê-los, porque mais pessoas estão alfabetizadas. Mais pessoas podem ir ao cinema, mais pessoas podem ter acesso a diversos tipo de arte por meio da internet.
O fato de Paulo Coelho ser o escritor mais lido da atualidade não implica que a arte está se degenerando ou qualquer baboseira do tipo. Ele é o autor mais lido porque a proporção de pessoas de bom gosto se tornou muito menor em relação às pessoas com mau gosto. Mas veja só o que é interessante: hoje existem mais pessoas com bom gosto do que em qualquer outra época. O problema (se é que é um problema) é que a quantidade de pessoas que usam a arte somente para passar o tempo é MUITO maior. Ou seja, tem mais público para Paulo Coelho do que para Dostoiévski. Mas Dostoiévski nunca teve um público maior do que o atual.
O século 21 é o melhor século até agora para criar arte. Você tem tanta coisa a sua disposição, tanta bagagem cultural esperando ser explorada, tantos bons artistas emergentes. Você pode se conectar à internet e encontrar TANTA coisa interessante que meu coração até dói quando vejo você perdendo tempo com Muse.
Resumindo: você é burro e chato e um concatenador de mensagens infame.
Eu DUVIDO que você consiga defender essa 'tese' com argumentos coerentes.
Esse papo de que a "arte está degenerando" é conversa de quem não confia muito no próprio gosto e depende de outras pessoas para dizerem o que supostamente é bom, o que não é etc. As pessoas que dizem isso geralmente são aquelas que dizem que só lêem gente que já morreu. Eles são incapazes de dizer se um livro atual vai se tornar um clássico ou vai ser esquecido com o tempo etc. Acontece sempre, em todas as épocas.
Confesso que nunca imaginei que passaria por uma fase onde concordaria seguidamente com Lopreu. Mas gostaria de tentar defender tais argumentos de uma maneira improvável: vou citar o manifesto Rosacruz:
Quanto à arte, consideramos que ela seguiu, durante os séculos passados e mais particularmente durante as últimas décadas, um movimento de intelectualização que a levou a uma crescente abstração. Esse processo cindiu a arte em duas correntes opostas: uma arte elitista e uma arte popular. A arte elitista é precisamente aquela que se expressa através do abstrato e cuja compreensão está o mais das vezes limitada àqueles que se dizem iniciados ou que se diz que são iniciados. Por uma reação natural, a arte popular se opõe a essa tendência, acentuando sua maneira de traduzir o concreto, às vezes de maneira excessivamente figurativa. Mas, por paradoxal que isso pareça, ambas mergulham cada vez mais na matéria, tanto é verdadeiro que os extremos se tocam. Assim foi que a arte se tornou, estrutural e ideologicamente, materialista, à imagem da maioria dos campos da atividade humana. Hoje em dia ela traduz mais os impulsos do ego do que as aspirações da alma, o que lamentamos.
Acreditamos que a arte verdadeiramente inspirada consiste em traduzir no plano humano a beleza e a pureza do Plano Divino. Neste particular, barulho não é música; borradela não é pintura; trituração não é escultura; extravasamento não é dança. Quando não são efeitos da moda, são meios de expressão que traduzem uma mensagem sociológica que seria um equívoco negligenciar. Pode-se naturalmente apreciar essas coisas, mas parece-nos inconveniente qualificá-las como artísticas. Para que as artes participem na Regeneração da Humanidade, consideramos que elas devem colher sua inspiração nos arquétipos naturais, universais e espirituais, o que implica que os artistas “se elevem” a esses arquétipos, em lugar de “descerem” aos estereótipos mais comuns. Paralelamente, é absolutamente necessário que as artes se dêem uma finalidade estética. Tais são, para nós, as duas principais condições a reunir para que elas contribuam realmente para a elevação das consciências e sejam a expressão humana da Harmonia Cósmica.
Eu gosto da visão r+c de causa e efeito: intelectualizaram de um lado, virou uma burrice vulgar e inapelável do outro.
Texto completo aqui:
http://www.amorc.org.br/manifestohtm.htm
Ei, Terêncio, dá pra tu me ouvir daqui? Preguiça de abrir novo tópico...
Tu é o poderoso chefão do Joio? Decidir que U2 vai pros tópicos de inutilidades foi uma jogada inteligente, bem adequada.
Ler as regras do FAQ? Tu é meu amigo mesmo! Nem como castigo.
Resposta 1. Sim, posso te ler aqui.
Resposta 2. Não, não sou Podereso Chefão. Mas adoro denunciar pessoas estúpidas. Mania. O Tópico 1 do U2 foi pro Inutilidades porque era um lixo, o tópico 2 foi pro Inutilidades porque você não consegue aprender com seus erros.
Resposta 3. Qual o sentido de você participar de um Forum se não quer se adequar às regras dele. Ou pior, não quer nem conhecer. Se eu fosse você pensava duas vezes. Se continuar agindo assim vai acabar perdendo um local para postar suas asneiras.
Esse é o pensamento mais deprimente que alguém pode ter. Pq não se dar conta de que VC é q parou no tempo?
Que MEDO dessa aula....
O Stryder fez o comentário mais lúcido do tópico até agora.
www.myspace.com/cellardoorbr
Declíneo, Stryder? Lembra do que falei sobre os novos autores? Não vou nem corrigir, pra não parecer arrogância.
Quer dizer que as "classes emergentes" só querem Arte pra passar o tempo? Tenho certeza que aí não é Arte. Depois que "inventaram" uma tal "cultura popular" (pra mascarar a ausência total de cultura) tudo virou manifestação artística. E com Gilberto Gil dançando candomblé bem na frente do pelotão. O efeito foi nocivo e pernicioso: praticamente destruiram-se as formas de Arte eruditas, pois careciam de uma base sólida de conhecimentos de suas regras, de seus cânones, de suas exigências de elevação espiritual e, principalmente, de suas restritivas finalidades estéticas. Quem não conhece o significado da Beleza, não pode se meter a criar Arte. No máximo, cria mistificações, que são pega-trouxas.
Ei, Terenzi, posso interpretar tua colocação como uma ameça? Sou todo tremores de medo...
http://planeta.terra.com.br/noticias/outraspalavras
Bateu uma saudade do Bezeura agora.
Entenderam? hum? hum?
Sobre o tópico, Death magnetic é muito bom.
E discordo do Marcelim(tenho medo de discordar da facção dos heavy metal), pensar que o grunge foi uma modinha e comparar com o punk é a mesma coisa que excluir todo o resto que veio nos anos 90 e 2000.
o grunge mudou a história da musica?
claro
da mesma maneira que o R&B está mudando, da mesma maneira que as boy bands mudaram, e por aí vai
agora achar que o grunge foi a influencia mais importante da história da musica ja é demais
A música está em constante mudança, o que faz sucesso hoje vai desaparecer amanhã, e vai ser sempre assim.
Como o helm disse, ja veio muita coisa depois do grunge pra ser esquecida. Um bom exemplo pra isso seria pegarmos o faith no more, que resolveu misturar rock com rap, e a partir daí surgiram bandas como limp bizkit, que abriram mercado pra uma banda como linkin park. Vocês podem até não gostar, mas terão que concordar que o sucesso que o linkin park fez influenciou muito o mundo da musica. Tivemos bandas e artistas que estouraram muito mais que o nirvana (backstreet boys, britney spears, linkin park, isso que eu me lembro agora), e vão surgir muitas outras.
Declíneo, Stryder? Lembra do que falei sobre os novos autores? Não vou nem corrigir, pra não parecer arrogância.
Quer dizer que as "classes emergentes" só querem Arte pra passar o tempo? Tenho certeza que aí não é Arte. Depois que "inventaram" uma tal "cultura popular" (pra mascarar a ausência total de cultura) tudo virou manifestação artística. E com Gilberto Gil dançando candomblé bem na frente do pelotão. O efeito foi nocivo e pernicioso: praticamente destruiram-se as formas de Arte eruditas, pois careciam de uma base sólida de conhecimentos de suas regras, de seus cânones, de suas exigências de elevação espiritual e, principalmente, de suas restritivas finalidades estéticas. Quem não conhece o significado da Beleza, não pode se meter a criar Arte. No máximo, cria mistificações, que são pega-trouxas.
Ei, Terenzi, posso interpretar tua colocação como uma ameça? Sou todo tremores de medo...
Lopreu,
discutir com você é tão interessante e produtivo quanto discutir com uma pedra. Mas vou tentar mais uma vez. Os argumentos do Stryder foram simples e precisos e você não consegue contrapor absolutamente nada.
Veja bem, dizer que existem autores classicos hoje em dia é, de fato, bastante complicado porque a obra deles ainda não está finalizada. Mas mesmo assim é fácil encontrar Grandes autores que em pouco tempo vão ser reconhecidos como classicos que ainda estão na ativa. Só para não ficar sem exemplos temos Saramago, Jean-Marie Gustave Le Clézio, Kenzaburo Oe, Gabriel García Márquez ou se você gosta de algo mais filosófico Slavoj Žižek.
Na música é a mesma coisa. Tem muita gente boa hoje em dia que provavelmente se tornarão lendas no futuro. O próprio U2 que você citou, daqui alguns anos deve ser visto com o mesmo respeito que bandas como Rolling Stones são vistas hoje em dia. Existem alguns que já são classicos incontestaveis e continuam na ativa como Herbie Hancock e Wynton Marsalis.
A mesma coisa acontece nos esportes. Nunca tivemos tantos craques no futebol ao mesmo tempo. Mas sempre tem alguém pra dizer que a década de 70 terminou junto com os últimos craques. Nos outros esportes é a mesma coisa. Temos o melhor nadador de todos os tempos em plena atividade, o melhor golfista de todos os tempos em plena atividade, o melhor iatista de todos os tempos em plena atividade, o melhor time de voley da história em plena atividade(ou talvez em um momento de renovação).
Seu pensamento é saudosista e bobo. Você deveria parar de achar que já viu tudo que o mundo tinha para oferecer de bonito e utilizar a revolução cultural mais impressionante que a humanidade viu nos últimos tempos para vasculhar o que novos artistas tem a oferecer. Talvez se você fizer isso possa se poupar do vexame de abrir tópicos dizendo que o CQC é a coisa mais inteligente e inovadora dos últimos tempos e depois ter de falar mal dos originais, sem sequer ter assistido, só para não dar o braço a torcer.
blábláblá
Bonitinho, mas é outra argumentação falaciosa.
"Hoje em dia ela traduz mais os impulsos do ego do que as aspirações da alma, o que lamentamos."
As "aspirações da alma" são frutos do ego. É por isso que sabemos os autores das maiorias dos clássicos: ELES querem que o mundo saibam que ELES criaram aquelas obras-primas. É ego. "La Pietá", a única escultura de Michelangelo que tem sua assinatura, só possui tal assinatura porque certo senhor duvidou que um garoto pudesse ter feito uma obra tão grandiosa. Para um artista, simplesmente não faz sentido você fazer uma obra grandiosa sem poder se gabar, porque o artista está em constante luta contra os artistas anteriores; a razão pela qual eles dedicam a maior parte da sua vida - na maioria das vezes em detrimento de uma vida social - é porque eles querem superar todos os grandes artistas anteriores. Eles querem glórias, reverências, imortalidade.
Os artistas são os seres mais vaidosos do mundo e as 'aspirações' que eles têm são as mesmas que as nossas.
ps: uma coisa que provavelmente não te ocorreu é que esse tipo de defesa de uma arte apolínea exclui a possibilidade de elevar o jazz ao nível de Arte. Porque jazz em geral é hedonista e nada tem a ver com as "aspirações da alma".
Não tenho tempo de discutir estas barbaridades no momento (voltarei amanhã ou depois), mas usar o argumento de que o grunge foi explorado pela mídia (modinha)... é jogar pedra no telhado de vidro dos outros.
Volto logo
Declíneo, Stryder? Lembra do que falei sobre os novos autores? Não vou nem corrigir, pra não parecer arrogância.
Lembro sim, você disse:
Eu imagino as merdas que você anda lendo, escutando e assistindo para ser tão pessimista.
Agora que reli meu post, gostaria de dizer que eu não sou pró-clássicos etc. E acho esse tipo de pensamento até uma injustiça muito grande com obras maravilhosas que são postas de lado por serem ofuscadas pelo sucesso de alguns clássicos. Eu só usei essa linha de raciocínio para te explicar que não há degeneração da arte ou outras baboseiras do tipo.
claro
da mesma maneira que o R&B está mudando, da mesma maneira que as boy bands mudaram, e por aí vai
agora achar que o grunge foi a influencia mais importante da história da musica ja é demais
A música está em constante mudança, o que faz sucesso hoje vai desaparecer amanhã, e vai ser sempre assim.
Sim, tb acho q não existe esse tal de "mais de todos os tempos" (nem Beatles). Mas a diferença aí é q o grunge (e o Nirvana, mais especificamente) foi o último movimento musical que teve apoio da mídia e grande repercussão cultural. Depois disso chegou a internet e diluiu tudo, tornando o ato de acompanhar tendências algo muito mais individualizado e subjetivo. As pessoas só entendem de onde vem a influência - e a devida importância - das coisas se acompanharem esse processo acontecendo na INTERNET, em nenhum outro lugar mais. Quem ficou os últimos 15 anos esperando as rádios e a tv divulgarem a "última grande coisa" ficou pra trás, e hoje em dia postam em fóruns chorando saudosismo, desacreditando o mundo moderno e proferindo bobagens a respeito das artes.
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ps: uma coisa que provavelmente não te ocorreu é que esse tipo de defesa de uma arte apolínea exclui a possibilidade de elevar o jazz ao nível de Arte. Porque jazz em geral é hedonista e nada tem a ver com as "aspirações da alma".
Óbvio que não. Tem coisa que já nasce fodona. A saber, jazz, samba, rock e tango, entre outros.
Vamos pegar um exemplo distante daquilo que eu escuto ou aprecio: forró e música nordestina em geral. Tem coisa linda para se ouvir ali. Menos nos últimos anos, quando a ruindade tomou conta.
Eu poderia citar, em todos os gêneros musicais que for capaz de me lembrar, músicas de maravilhosa qualidade que poderiam, por puro mérito, serem qualificadas como "expressões da alma". Digo mais, este seria um tópico excelente para o Joio.
Por outro lado, nos mesmos gêneros, pode-se citar - em maior quantidade até - cacofonias que nunca mereceriam serem chamadas de música.
Quanto à sua confusão entre os termos "aspirações da alma" e ego, perdendo-se entre causa e efeito, eu quero acreditar que seja por não estar suficientemente familiarizado com a terminologia. Alma não é influenciada pelo ego, da mesma maneira que a farinha de trigo não é influenciada pelo bolo de chocolate. Ao menos, no contexto que a AMORC dá aos textos que escreve.
Por último, das listas de falácias que sou capaz de me lembrar ou do Google encontrar para mim, não encontrei nenhum tipo de falácia no qual o manifesto que quotei se enquadraria. A qual falácia você se refere?
Terenzi,
Quem te disse que estou discutindo? Apenas pensando em voz alta.
Se estivesse discutindo, diria que vc é um debatedor de má fé. Em nem um momento falei mal do programa original argentino. Apenas apostei que o nosso CQC é superior. Não distorça as afirmações alheias, que isso é feio, demonstra egoísmo exacerbado.
Mantenho tudo que disse sobre a decadência das Artes. E acho que é irreversível.
E já que quase todo mundo concorda, que tal a gente discutir o absolutismo dessa irreversibilidade?
http://planeta.terra.com.br/noticias/outraspalavras
bláblá
Nada "nasce" fodão. "Fodão" é um adjetivo empregado depois que algo é ouvido, apreciado, valorado etc.. E, para se encaixar na teoria que você postou sobre arte, as aspirações dos jazzistas deveriam ser aspirações do espírito, e qualquer jazz que fosse hedonista, carnal, como a maioria das músicas do Keith Jarrett, não poderia ser considerado arte. O tipo de visão da argumentação que você postou é a da Estética clássica, pensamento que teve o ápice com Schopenhauer. É um pensamento obsoleto para a maior parte da arte contemporânea (?), porque exclui a possibilidade de aceitar obras como as do Jackson Pollock, ou as mais abstratas do Beksinski, e talvez até mesmo algumas músicas do Schönberg. É a melhor Filosofia da Arte já feita até hoje, mas ela é insuficiente.
Então, sobre falácia: eu também não sei defini-las, só demonstrá-las: a argumentação parte do pressuposto de que tal filosofia da arte é A Verdadeira, e a verdade dela está no fato de que as grandes obras-de-arte são frutos de "aspirações da alma". Pois é, mas não há consenso sobre essa teoria estética ser verdadeira, nem há consenso sobre a existência de alma. É como contruir um castelinho em cima de nada.
E eu agradeço que você não esteja agindo como o Lopreu, que até agora não falou nada baseado em lógica.
Não acredito em deuses, mas creio piamente em Sincronicidade, seja lá o que isso for.
Pois não é que subi pros meus aposentos pra folhear a Veja e me deparei com o trabalho da Boscov, comentando o filme Katryn, de Wajda. Lá pelas tantas, há o seguinte texto:
"Certa vez perguntei a Kurosawa como ele conseguira interpretar Macbeth, de Shakespeare, de maneira tão profunda e acurada em Trono Manchado de Sangue", contou o polonês, em uma entrevista recente à revista Sight&Sound. "Senhor Wajda, tive uma educação clássica em Tóquio, ele me respondeu. Bergman e Fellini também tinham esse tipo de formação - assim como muitos de seus espectadores. Hoje, as escolas não ensinam mais esses valores". Se o diagnóstico de Wajda estiver correto, portanto, não são o cinema ou os cineastas que estão menores. É a própria cultura que está perdendo sentido de continuidade e acumulação e, assim, se apequenando."
Pergunta-se: se até um obscuro diretor polonês já percebeu o fenômeno da decadência da cultura humanista, por que apenas uns três ou quatro gênios do Joio relutam em fazê-lo?
Se for só por miopia, tem um amigo meu oculista que está fazendo uma promoção.
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Não há retorno porque é um ciclo, há sempre um movimento de resgate do velho mesclado com o atual para criar o novo, apesar de que chegamos a um nível de degradação cultural tão intenso que me pergunto se há o que se esperar do futuro.
E, para se encaixar na teoria que você postou sobre arte, as aspirações dos jazzistas deveriam ser aspirações do espírito, e qualquer jazz que fosse hedonista, carnal, como a maioria das músicas do Keith Jarrett, não poderia ser considerado arte.
Errado. Essa é a sua visão, baseada nos seus conceitos de moralidade, onde o tesão seria algo diametralmente oposto ao espírito.
E eu agradeço que você não esteja agindo como o Lopreu, que até agora não falou nada baseado em lógica.
Dizer que eu me comporto diferente do Lopreu é bastante elogioso, agradeço. Quanto à lógica, se ela implica em afirmar o que é real, é simples ficar próximo dela.
Estou rindo enquanto digito, essa confusão de ego com alma e a pretensa incompatibilidade entre carnal e espírito me lembrou um conto do Luís Fernando Veríssimo, onde uma moça havia se apaixonado por um homem por causa de uma enorme fascinação intelectual. É que ele usava "outrossim" em suas conversas. Ela o amou a vida inteira por isso. Ele usava errado, mas ela morreu sem saber.
Peidei.
E o LopreuCE conseguiu o seu intento.
Vocês perdem muito tempo discutindo um processo em andamento.
O mundo está fragmentado, assim como a cultura e o pensamento. O artista não é mais um deus, intocável, dono de poderes sobrehumanos.
As informações estão ao alcance de um click, seja ela erudita, clássica ou 'povão'.
Então, não me venham com xurumelas.
macrosfera.blogspot.com
Pois é...e já tem gente decretando o fim. E pior, citando artistas que morreram há 10 anos atrás como argumento...
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Se o grunge foi um movimento expressivo? Claro que sim!
O problema que confunde vocês está justamente na denominação "grunge", galera. O termo foi um rótulo dado para um tipo de música que está entre o indie e o punk, que já existia e que continua viva, mas que devido ao seu caráter alternativo e contestador não se reconhece no nome comercial.
O grunge não foi "arquitetado" musicalmente. Essa entidade cósmica que o lucci chama de showbizz está mais para a exploração que para a produção. Não existe nela a capacidade de dizer o que as pessoas devem gostar... Senão toda banda faria sucesso, né?
O som já existia. O "grunge" foi uma reação ao que os americanos de Seattle à época chamavam de "gay side" do indie thesmithiano do fim dos anos 80 (a triste década do eclipse mental da humanidade).
O que fizeram foi dar uma "cara" para aquele tipo de som (assim como fizeram com o Punk, o Indie, o Hip-hop, o Heavy Metal, etc.). Exploraram shows, venderam bermudas, camisas quadriculadas e guitarras para substituir as quebradas em shows...hehehe
Ps. Falar que Nirvana é ruim é como assumir publicamente que não entende de música. Ficar calado às vezes faz mais pela sua imagem...hehehe
tava indo tao bem, mas o lado fanboy falou mais alto e te entregou! sem crise, a gente te perdoa, afinal nem todo gosto é bom gosto!
tava indo tao bem, mas o lado fanboy falou mais alto e te entregou! sem crise, a gente te perdoa, afinal nem todo gosto é bom gosto!
Parei de ler quando ele disse que o grunge foi um movimento expressivo. Só se foi expressivo para os fabricantes de camisas xadrezes.
Pô lucci... Eu tinha que deixar uma faísca para reacender o assunto, né?... e a melhor forma que conheço de fazer alguém falar é mandar ele se calar...hehehe
Gosto de Nirvana, mas não sou fanboy. Não saio por aí usando camiseta nem coloco imagens de banda como avatar (opa!)... pq esse história de identidade é apenas o lado comercial da parada e eu gosto da música.
...e o lado comercial existiu para todos movimentos, Marcelim. (leia tudo, companheiro... tá lá)
Brincadeiras à parte... admiro seus comentários, lucci.
...e os do marcelim são irrelevantes...hehehe
Só queria corrigir uma injustiça e criar um pouco de polêmica... valeu!
Nossa, esse tópico tá vivo ainda?
Parece que não vai render mais nada, mas é só cutucar que ele cresce... hehehe
hehehhe levei pro lado pessoal! (brincadeira)
eu sou o cara da foto, prazer, angus :D
talvez nem todos, cara. por exemplo, o hcnyc, bem mais politizado que o hc californiano, foi totalmente underground!
(L) :) voce que posta pouco, por que?
po, dexa o djapa :D
é sempre assim, ao menos reviva o topico, ne?
HAHAHAHHAHAHAHAHA safadinho!
servimos bem para servir sempre :) e apareca mais no msn, ne!
Vou ter que consultar a tabela periódica para saber o que é hcnyc.
hardcore de ny! era uma briga na epoca! os californianos eram totalmente forfun, enquanto os de ny e regiao eram mais engajados politicamente!
http://en.wikipedia.org/wiki/New_York_hardcore
minha favorita, os bad brains - http://pt.wikipedia.org/wiki/Bad_Brains
a titulo de comparacao, conhece o circle jerks, de hc californiano?
http://pt.wikipedia.org/wiki/Circle_Jerks
sao excelentes, mas as letras sao nada pretensiosas, 100% 4fun!
pô... hard core politizado me faz pensar em tradução simultânea...hehehe... vou dar uma olhada.
O que eu queria dizer era que existe uma afirmação e exploração da identidade do "hard core"(por exemplo) pelo famigerado megamanipulador showbizz. Não basta ser... tem que parecer, entende?
De qualquer forma até o super politizado, estratificado, magnânimo, pós-cultural e incomparável Galinha Preta, do seleto e imissível movimento hcbsb tem camiseta e DVD...E você pode ouvir toda discografia deles em menos de 5 minutos!
Esse povo do movimento hard core obscuro de NY deve tocar balde de margarina na entrado do metrô... com pedal duplo...tupá, tupá, tupá, tupá, tupá...
A modinha de roupas grunge está voltando. Ontem fui ao shopping ver as ultimas tendências da modinha mundial e, alem daquelas camisas esquisitas com o numerozão no peito, notei que o xadrez e o rasgadão estão com tudo. Calças, blusas e até mesmo sapatos xadrezes, me senti em miniápolis em plena época da ascensão do grunge, onde kurt cobain e outros músicos do cancioneiro do rock paulera mundial, como iron maiden e celtic frost, lideravam o movimento que para sempre chocaria a humanidade e botaria houston no foco dos showzinhos esquisitões para metaleiros de padaria.
"Ontem fui ao shopping ver as últimas tendências da modinha mundial" (tem um papel de bala freegels com um nó no meio marcando esta página do Joio)...hehehe
Mas o xadrez já voltou para os chavs da inglaterra a muito tempo... e espero que volte aqui no Brasil... ao menos para o Daniel Dantas...hehehe
Maior parte dessa discussão pode ser resumida: Houve e há muitas bandas de qualidade, inclusive Genesis. Mas apenas duas foram revolucionárias e mudaram o curso da história da música pop: The Beatles e Pink Floyd.
Os outros são seguidores, discípulos, reformadores, por aí.
http://planeta.terra.com.br/noticias/outraspalavras
Como se só existisse música pop no mudo. Tem muitos outros gêneros q tem a sua própria história e que influenciaram muita gente. E mesmo assim, o pop hoje não seria nada sem os grupos negros da Motown, Michael Jackson, Elvis, Beach Boys, Smiths.... influência não vem de um lugar só. E certamente muita coisa q está acontecendo hoje está mudando o "curso da história da música", só q essas coisas não acontecem mais na superfície da mídia. E os saudosistas é q não vão enxergar mesmo.
www.myspace.com/cellardoorbr
Chav é uma mistura de nerd com emo, são aqueles desgraçados feios(90% dos ingleses) que se vestem mal pacas, que ninguém sabe o que querem e o que pretendem. São os dejetos da juventude tentando encontrar uma "identidade". Bem a sua cara, de grunge que não conseguiu crescer....
Falando nisso, a Inglaterra está em pé de guerra: toda semana morre um adolescente vítima de briga de gangues....
Eu nem me daria ao trabalho de responder a quem cita "Bítous" e "Pinqui flóidi" como "revolucionárias e que mudaram o curso da música".
O problema nem é defender duas bandas como influentes, mas é o caráter exclusivista da afirmação. Dizer q só elas foram responsáveis pela história da música pop é dar descarga em tudo o que aconteceu nos últimos 30 anos e ainda cuspir em cima de toda a discussão a respeito das novas tecnologias, o novo mercado de consumo, hibridização das culturas e a midiatização da sociedade nas últimas décadas. Ou seja, é uma afirmação, no mínimo, bem estúpida.
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lucci, só gostaria de esclarecer que não sou Fanboy, nem aderi o Nirvana por modinha, eles foram a banda da minha geração uma época que eu vivi e setintetizou minha juventude.
Gosto de muitas outras bandas, busco sempre novos sons, mas nunca houve nem vai haver algo que signifique o que o Nirvana foi pra mim. Se alguem foi adolescente no meio dos anos 80 é normal que ache o Nirvana um lixo, ou hoje que ache eles xilique de saudosistas, é tudo uma questão da época que vc viveu que descobriu um novo conceito, um novo tempo que mudou sua vida/comportamento pra sempre.
Sem querer esnobar, mas se vc não tinha 13 anos em 1993 fica dificil entender o que foi o Nirvana.
Obviamente, alguns louros não entenderam bem a minha colocação. Portanto, dar-me-ei ao trabalho de repetir: Houve e há bandas de qualidade na música pop (citei o Genesis, mas poderia acrescentar Mamas&Papas, Bee Gees,Rolling Stones, e alguns outros que deixaram sua "marca"). Apenas duas foram revolucionárias e modificaram o curso da história do pop/rock: The Beatles & Pink Floyd. Os demais são afluentes. Alguns são talentosos, mas afluentes.
E isso é uma CONSTATAÇÃO. Não adianta brigar com os fatos.
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lucci, só gostaria de esclarecer que não sou Fanboy, nem aderi o Nirvana por modinha, eles foram a banda da minha geração uma época que eu vivi e setintetizou minha juventude.
Gosto de muitas outras bandas, busco sempre novos sons, mas nunca houve nem vai haver algo que signifique o que o Nirvana foi pra mim. Se alguem foi adolescente no meio dos anos 80 é normal que ache o Nirvana um lixo, ou hoje que ache eles xilique de saudosistas, é tudo uma questão da época que vc viveu que descobriu um novo conceito, um novo tempo que mudou sua vida/comportamento pra sempre.
Sem querer esnobar, mas se vc não tinha 13 anos em 1993 fica dificil entender o que foi o Nirvana.
em primeiro lugar, nao esnobou nem um pouco, cara, relaxa. eu realmente ja estava com meus 20 anos em 1994, e - de fato - nao me marcou nao.
concordo contigo com o lance de sintetizar a geracao, talvez tenha sido pra voces o marco mais importante.
da minha epoca (80s) pouco se salvou, tambem, nao foi uma decada bacana como os velhos (da minha idade) gostam de lembrar, acredito que existem mais bandas ruins nos 80s do que nos 90s.
o que eu acredito é que o nirvana nao mudou a musica, e sim a geracao que o acompanhava. nao quebrou paradigmas musicais, mas sim paradigmas de quem gostava da banda. enfim, é mais uma opiniao, talvez sequer faca eco por ai (ja que no joio tem expert pra tudo!).
talvez tenha sido meio rude com meu comentario, e me desculpo, ninguem tem direito a criticar o gosto de outra pessoa. é o que voce gosta, é o que te marcou, simples assim.
peace-out!
Olá colegas do Joio,
em 1994 eu tinha 15 anos e achava o Nirvana uma merda. Era metalerinho e só gostava de Sepultura, Slayer, Pantera e coisas do gênero. Qdo ouvi a notícia do suicídio do Kurt Cobain estava na minha escola de subúrbio e não apenas eu, mas uma turba de semelhantes comemorou. Ninguém mais entendeu, ja que o cara era ídolo da molecadinha.
Lembro que nessa época eu assistia MTV com certo desgosto, a ponto de mudar o canal na hora em que passavam clipes de bandas como Nirvana ou Pearl Jam. Achava o som ruim e a atitude idiota. Engraçado que fui gostar da banda qdo estava mais crescido, qdo ja era capaz de entender melhor o que era punk rock e que o Nirvana era apenas mais uma banda criativa de punk rock, só isso.
Engraçado é que pelo que calculo hoje em dia o Nirvana deve ter sido a primeira febre juvenil que pegou no Brasil por causa da MTV, por causa da imagem. Imaginem que "Smells Like Teen Spirit" é uma música que especificamente sequer faz muito sentido no contexto da cultura brasileira, a começar pelo nome. Mas o clipe era do caralho, porra!
De fato uma banda revolucionária: para a geração que teve seus cérebros sugados pelo tubo de raios catódicos e usava camisa de flanela em dias de sol tropicais. O que havia de autenticamente revolucionário no Nirvana era o fato de que a própria banda sabia muito bem que seu próprio sucesso comercial era uma farsa.
Agora, vamos e venhamos, é um absurdo querer apontar "as banda que mudaram a história da música". O universo da música abrange mais de 200 países, e infinitas culturas musicais recriando-se a cada momento. Pode-se dizer que um artista ou outro tenha no máximo revolucionado a cultura jovem pasteurizada na era da TV, como Elvis, Beatles, Nirvana, etc.
O mais triste é perceber que o que a mídia vendeu, sob a assinatura destes "revolucionários" foi sempre a diluição de algo muito mais denso, que se expusesse aqui levaria tempo demais.
Desculpem o post longo, depois de ler alguns que rolaram nos últimos tempos me senti autorizado. Agradeço a quem leu até o fim.
O fato de um junkie desmiolado de m*** como o Kurt Cobain, que não tinha nada de útil para dizer, cujas músicas não tinham nada que preste para passar às pessoas se torna um ídolo, acho isso deveras preocupante...
Mas dá para entender, a molecada que idolatrava o Nirvana só viu surgir figuras como Oasis, Limp Bizkit e lixos similares. Diante disso, dá até a impressão que Kurt Cobain era um Bob Dylan dos anos 90.
Marcelim,
Você deixou de falar sobre o meu comentário e passou a falar de mim... e você tem que concordar comigo que isso não é legal, né?
Não me considero grunge, mesmo porque acho essa história de identidade musical uma besteira puramente comercial... nem sou imaturo apesar de achar essa conversa de maturidade uma coisa muito católica, doutrinadora e infantil. (é como o Papai Noel... uma coisa que você diz para as crianças se comportarem)
Não tem nada no meu comentário que justifique o que você escreveu.
Desarma cara... eu não sou essa pessoa que você está pensando.
Mas dá para entender, a molecada que idolatrava o Nirvana só viu surgir figuras como Oasis, Limp Bizkit e lixos similares. Diante disso, dá até a impressão que Kurt Cobain era um Bob Dylan dos anos 90.
Na TV, né? Porque na música apareceu muita coisa mais interessante desde então.
Esse é o grande conflito da discussão. Pra muita gente é difícil entender as mudanças todas que aconteceram nas mídias nas últimas décadas e como isso afeta toda a indústria cultural e a nossa forma de consumí-la.
Me espanta MUITO (pra não dizer que me deprime) ainda ter gente querendo discutir q "isso é de qualidade, isso não" ou "isso é arte de verdade, isso é coisa das 'massas'". Onde esse pessoal estava nos últimos 20 anos? Ouvindo toca-fitas num porão?
E eu acho SIM q o Nirvana teve um contribuição importantíssima pra música (como eu disse, pro bem e pro mal). E acho SIM q o Kurt Cobain foi um cara talentoso e especial. E se não fosse por eles, os anos 90 seriam dominados pelas bandas brega-metal espalhafatosas do final dos anos 80. Por outro lado, essas bandinhas emo adolescentes que fazem refrão gritado e jogam guitarras no chão vieram no mesmo pacote. Mas é assim q funciona. O que não dá é botar toda a história da música num mesmo saco e ficar declarando unanimidades.
www.myspace.com/cellardoorbr
Desculpem o post longo, depois de ler alguns que rolaram nos últimos tempos me senti autorizado. Agradeço a quem leu até o fim.
Bizarri, belo post. Vi que você é usuário antigo, mas escreveu pouco nesse um ano e meio de Joio. Com mensagens como essa, deveria contribuir mais.
Saudações
Ray Jackson
E eu acho SIM q o Nirvana teve um contribuição importantíssima pra música (como eu disse, pro bem e pro mal). E acho SIM q o Kurt Cobain foi um cara talentoso e especial. E se não fosse por eles, os anos 90 seriam dominados pelas bandas brega-metal espalhafatosas do final dos anos 80. Por outro lado, essas bandinhas emo adolescentes que fazem refrão gritado e jogam guitarras no chão vieram no mesmo pacote. Mas é assim q funciona. O que não dá é botar toda a história da música num mesmo saco e ficar declarando unanimidades.
Sem dúvida o cara era talentoso, vários sons do Nirvana eram demais, como todos do Nevermind, que hoje eu tenho em vinil. Foda é pensar que por trás de cada Nirvana existe um Sonic Youth fazendo um som 10x mais cabuloso. E para além de cada ídolo jovem que aparece na TV tem outras 10 revoluções musicais rolando no underground.
Pense que enquanto o Kurt Cobain quebrava instrumentos em frente às câmeras, doidão, igual o The Who 20 anos antes, o techno ja estava bombando no velho continente sem muita cobertura da mídia. Nos EUA o principal hype da mídia do fim dos 90s, a fusão de rock e eletrônica, ja rolava por baixo desde antes do Nirvana.
Acho que o público esteve sempre à mercê da mídia nesse sentido, de a imprensa e os programas de TV escolherem quem seria a bola da vez. Essas bandas brega-metal que vc citou ja estavam no limiar da aposentandoria qdo surgiu o grunge, foi quase uma sucessão natural. Podia ter sido outra cena a escolhida da mídia, mas foi o grunge, Seattle. Depois o Hip Hop, e hoje em tempos de internet é tudo ao mesmo tempo.
Apesar de ter passado a adolescência nos anos 90, não sinto um pingo de nostalgia no quesito musical: hoje em dia a internet me permitiu conhecer sons dos anos 50, 60, 70, 80, que me deixam abismado, e que eu nunca poderia conhecer no tempo da TV + fita K7. Hoje eu provavelmente conheço mais música que o Kurt Cobain pode conhecer e sou só um entusiasta qualquer.
Galera, não participei ativamente da discussão, mas estou achando o tópico rico, mesmo com algumas pessoas levando pro pessoal.
Com relação a bandas que mudaram a história, não esqueçam que os os Beatles nasceram sim com um puta planejamento de marketing, que envolvia até o corte de cabelo de cada integrante, e no final entregaram obras primas. Considero Abbey Road até hoje um dos melhores álbuns de todos os tempos, não importa o gênero.
Mas acho que todos estão sendo simplistas demais ao defender que músicos revolucionários caberiam em uma Kombi. Ninguém citou música clássica, mas dela vieram gênios como Vivaldi, Bach, Mozart e Beethoven. E veio também um quase desconhecido Rachmaninov, que teve seu talento reconhecido décadas após sua morte, e hoje é reverenciado como um gênio.
Tivemos também Sambistas do nível de um Cartola ou Adoniran Barbosa, poetas do naipe de um Chico Buarque e roqueiros como Bob Dylan, Rolling Stones e Nirvana! Todos tiveram seu momento e todos tocaram o coração de um geração apresentando uma música que possuia afinidade com essa geração. Cantaram contra a ditadura, cantaram a libertação através das drogas e no caso do Nirvana, cantaram o fim da inocência dos anos 80, anunciando um anos 90 triste e mais realista.
E ninguém citou Kraftwerk! Kraftwerk, que basicamente é pai do que hoje conhecemos como música eletrônica e infesta pistas de dança e raves em todo o mundo.
Discutam, meninos, mas mantenham a mente aberta. A música é rica demais para premiarmos meia duzia de pessoas.
Em tempo: Minha banda preferia é Midnight Oil e considero Diesel and Dust uma obra prima. E pra mim eles foram sim revolucionários. E daí que os outros não vão concordar? Eu curto os caras e eles mudaram a MINHA história da música.
Saudações
Ray Jackson
Valeu Ray J! Sempre passo no joio, acompanho de perto as discussões (especialmente sobre cinema, ja que sou bem leigo no tema e aproveito muitas recomendações), mas ja foi o tempo em que eu participava de forums regularmente. Tentarei contribuir mais, admiro muito o tom desse forum! Abs
E vc quase caiu no mesmo erro quando quis citar alguns...heheh. Mas é isso mesmo q eu venho defendendo desde o começo do tópico. Não dá pra achar q a história da música é uma linha reta, com influencias sobrepostas e evidentes na mídia tradicional. É querer pensar bem pequeno. Mas deixem os saudosistas continuarem nos anos 70 q é menos gente pra disputar os links do rapidshare. ;)
www.myspace.com/cellardoorbr
O grande problema é que o Nirvana e o grunge foram o último suspiro de influência da grande mídia tradicional americana.
Depois deles, não houve mais nenhuma banda que explodisse pelas mãos da MTV, das revistas e das estações de rádio.
Daquela época para cá, a maior parte das bandas parece dar mais valor ao conteúdo visual do que à música em si, sobretudo depois do advento da internet como veículo de massa.
E é isso ai mesmo, ao meu ver, o Nirvana é um produto comercial muito bem vendido pela mídia americana, enquanto a cena musical britânica fervilhava como sempre fervilhou, com uma banda de nome descolado explodindo(e sumindo) a cara semana. Essa era a verdadeira cena alternativa, Oasis de **** é ***!
E vc quase caiu no mesmo erro quando quis citar alguns...heheh.
E eu poderia citar 100, 200 músicos que com certeza merecem ser notados, sob o meu ponto de vista. Eu não caí em armadilha alguma. Apenas quis deixar claro que existem vários estilos e dentro deles não existe um nem dois ícones musicais, mas dezenas deles.
Lembro de uma entrevista com o Tom Jobim onde ele comentou, brincando, que com 7 notas não dá pra fazer muita coisa e coincidências acontecem. Mas é por aí mesmo. Muitas vezes vemos um artista sendo questionado se se inspirou em fulano ou cicrano em situações onde ele nem ouviu falar no citado.
Saudações
Ray Jackson
O Ray J quis dar uma de moderador professoral e soltpu uma porção de asneiras autoindulgentes e confusas.
Ninguém aqui estava falando em música erudita. Nem, principalmente, misturando ou comparando com música popular. E, a propósito, Rachmaninof era apenas um talentoso discipulo/seguidor de Tchaikovsky, este sim, um gênio da música.
A sugestão de que os Beatles foram criação de marketing é ridícula. Só depois de reconhecidos e idolatrados pela juventude é que foram cooptados pelo sistema. Quem se atrever a negar o valor revolucionário do quarteto, está se concedendo um atestado de ignorância em matéria de música pop. Claro que os Beatles foram a extratificação de tudo que veio antes, no rock. Nesse sentido, foi um grupo epígono: sintetizou todas as influências das gerações anteriores e antecipou todas as inovações que surgiriam a posteriori. Sem esquecer de dar o devido crédito a um artista genial, quase esquecido: George Martin. Abbey Road é realmente uma obra-prima. Mas antes dele Rubber Soul, Revolver e Sg. Peppers também foram.
Misturar Beatles e Bob Dylan com Adoniran Barbosa e Cartola é dose pra elefante nenhum reclamar. Vou dormir com essa e, com certeza, ter pesadelos.
http://planeta.terra.com.br/noticias/outraspalavras
O Ray J quis dar uma de moderador professoral e soltpu uma porção de asneiras autoindulgentes e confusas.
Bem, por mais de uma vez todos receberam aviso para não responderem com agressões pessoais. Ataquem a idéia, mas não seu criador.
Fique livre para ser idiota em outros lugares, mas no Joio você não entra mais. Passar bem.
Saudações
Ray Jackson
Em uma linha o Ray J fez com o Lopreu o que eu tentei fazer com argumentações: calar a boca. Ray J, nós te amamos.
VIDA LONGA AO RAY J!!!!
Ninguém aqui estava falando em música erudita. Nem, principalmente, misturando ou comparando com música popular.
Me pareceu que sim. Quando se tenta dizer que uma banda qualquer revolucionou ou redefiniu a música se está reduzindo "a música" ao universo das bandas de rock. Uma coisa o tal Lopreu colocou com relativa precisão: isso é uma questão do universo pop. Só que pop não é música, é um monte de coisas dentre as quais está música.
Minha opinião é a de que todas essas bandas de rock "crássicas" que podemos citar influenciaram mais coisas como hábitos de consumo, sexualidade, auto-imagem do público jovem, do que "a música". O reflexo que causaram na música que se produziria a seguir foi mais decorrência das mudanças que produziram no comportamento da juventude pelo impacto de seus personagens do que pela música que tocaram.
Mas tudo bem: a influência que tiveram nessas outras esferas tbm tem, claro, seu devido valor! O ponto é que tem um montão de músicos revolucionários por aí que não dão a mínima pro som dos Beatles (não quero fazer juizo moral sobre isso, ainda mais considerando que eu gosto de vários discos deles), do Nirvana, Pink Floyd, etc.
Qual o problema em admitir isso?
Obrigado pelo presente de Páscoa, Ray.
macrosfera.blogspot.com
E só pra apimentar ainda mais essa discussão, sempre acho muito mais interessantes as bandas que tem mais influências de Beach Boys do que de Beatles - vide bandas como Yeasayer, Sin Fang Bous e o próprio Animal Collective. (e sempre achei o Pet Sounds muito mais disco o que o Sg.Peppers).
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Vou me arriscar a responder o Marcelim novamente...hehehe... porque gosto do jeito contundente do cara (agora que ele começou a argumentar e parou de pegar no meu pé...hehehe).
"O grande problema é que o Nirvana e o grunge foram o último suspiro de influência da grande mídia tradicional americana."
Vamos deixar a conversa conspiratória de CA de Universidade e voltar para o mundo adulto. Apesar de entender que a mídia participou de todos os grandes movimentos musicais eu pergunto:
Qual é o grande problema nisso (musicalmente falando)?
"O grande problema é que o Nirvana e o grunge foram o último suspiro de influência da grande mídia tradicional americana."
Vamos deixar a conversa conspiratória de CA de Universidade e voltar para o mundo adulto. Apesar de entender que a mídia participou de todos os grandes movimentos musicais eu pergunto:
Qual é o grande problema nisso (musicalmente falando)?
Problema algum, até porque a maior parte dos grupos "alternativos" do mainstream ou quase britânico surgiam pelas mãos do John Peel.
A diferença é que depois disso, os próprios artistas passaram a se promover através de factóides e ultimamente o próprio público é que se encarrega em promover seus preferidos, vide youtube e myspace.
Acabou aquela coisa da MTV e os executivos se sentarem e discutirem qual será a 'próxima grande coisa' que eles "construirão", graças à web e outros veículos.
Se o John Peel não tivesse vestido o allstar de madeira no ano passado a Susan Boyle iria "surgir por suas mãos".
...e se eu fosse executivo da MTV eu iria construir o "trance calypso", o "samba-surf-music"... ou o "executive breakdance"(em homenagem à crise financeira)...hehehe
Nossa, nem imaginava que você era fã do Midnight Oil. Beds Are Burning foi um marco mas não sei porque não foi tão reconhecida fora da Australia, talvez por ser forte demais. Infelizmente o Midnight ficou conhecido como banda de surfista principalmente depois de Blue Sky Mining. Eu não acho que seja errado mas o Peter Garret meio que entubou a onda desse rótulo, deixando o sentido original da banda meio oblíquo. Era bem novo na epoca mas lembro bem da atmosfera do surf e seu fator cool na banda, a maioria dos fãns nem entendiam o sentido da música - surfar >>> pensar.
Nossa, nem imaginava que você era fã do Midnight Oil. Beds Are Burning foi um marco mas não sei porque não foi tão reconhecida fora da Australia, talvez por ser forte demais. Infelizmente o Midnight ficou conhecido como banda de surfista principalmente depois de Blue Sky Mining. Eu não acho que seja errado mas o Peter Garret meio que entubou a onda desse rótulo, deixando o sentido original da banda meio oblíquo. Era bem novo na epoca mas lembro bem da atmosfera do surf e seu fator cool na banda, a maioria dos fãns nem entendiam o sentido da música - surfar >>> pensar.
Na verdade, a banda acabou se dissolvendo por causa das pretensões políticas do Garret. Ele acabou virando uma espécie de primeiro ministro na Australia, e sempre que perdia as eleições a banda voltava e quando ganhava as eleiçoes a banda acabava.
Agora parece que acabou de vez. Rob Hirst estava no Ghostwriters e o Jim Mogine estava em trabalho solo também. Eu sou fâ mesmo. tenho até DVD importado com os clips, que são do caralho.
Saudações
Ray Jackson
Suzan Boyle vai ser completamente esquecida até o fim da semana que vem, estou me referindo às bandas semi-alternativas que estão aí há dez anos.
Agora parece que acabou de vez. Rob Hirst estava no Ghostwriters e o Jim Mogine estava em trabalho solo também. Eu sou fâ mesmo. tenho até DVD importado com os clips, que são do caralho.
Pelo menos enquanto ele for o ministro do meio-ambiente da Austrália...
:D
Nirvana não foi armação de porra nenhuma. Foi um tiro no escuro da Geffen Records que deu muito certo e trouxe para o mainstream tudo que o alternativo e o punk-hardcore tinham feito durante os anos 80.
www.myspace.com/exterminador
E eu acho SIM q o Nirvana teve um contribuição importantíssima pra música (como eu disse, pro bem e pro mal). E acho SIM q o Kurt Cobain foi um cara talentoso e especial. E se não fosse por eles, os anos 90 seriam dominados pelas bandas brega-metal espalhafatosas do final dos anos 80. Por outro lado, essas bandinhas emo adolescentes que fazem refrão gritado e jogam guitarras no chão vieram no mesmo pacote. Mas é assim q funciona. O que não dá é botar toda a história da música num mesmo saco e ficar declarando unanimidades.
Sem dúvida o cara era talentoso, vários sons do Nirvana eram demais, como todos do Nevermind, que hoje eu tenho em vinil. Foda é pensar que por trás de cada Nirvana existe um Sonic Youth fazendo um som 10x mais cabuloso. E para além de cada ídolo jovem que aparece na TV tem outras 10 revoluções musicais rolando no underground.
Pense que enquanto o Kurt Cobain quebrava instrumentos em frente às câmeras, doidão, igual o The Who 20 anos antes, o techno ja estava bombando no velho continente sem muita cobertura da mídia. Nos EUA o principal hype da mídia do fim dos 90s, a fusão de rock e eletrônica, ja rolava por baixo desde antes do Nirvana.
Acho que o público esteve sempre à mercê da mídia nesse sentido, de a imprensa e os programas de TV escolherem quem seria a bola da vez. Essas bandas brega-metal que vc citou ja estavam no limiar da aposentandoria qdo surgiu o grunge, foi quase uma sucessão natural. Podia ter sido outra cena a escolhida da mídia, mas foi o grunge, Seattle. Depois o Hip Hop, e hoje em tempos de internet é tudo ao mesmo tempo
O povo naquelas. Gente burra que não vai atrás de informação. No final dos anos 80 eu conhecia já todas as bandas importantes de hardcore e punk dos EUA e Europa por que eu ia atrás da informação. Se você está falando do idiota tradicional que espera o Cinemark/a Lojas Americanas MOSTRAR pra ele o que ele tem que assistir/ouvir, aí sim, a escolha de ser burro e limitado é do fulano.
A visão desse cara é assim: "Eu sou um cinéfilo, sabe por que? TODAS AS SEMANAS eu vou no Cinemark e assisto um filme! E dou (dava) uma lida na revista SET. Eu manjo de Cinema!"
Ou "Eu adoro música, entendo muito de rock, todo mês eu vasculho a sessão de cds de rock das Lojas Americanas, sou um puta entendedor do assunto".
Então tá.
Antes da internet bastava comprar revistas especializadas e ir em lojas bem montadas para se informar um pouco mais. O problema é que as pessoas são uns vagabundos macacos do caralho que não querem, querem que o rádio lhes diga o que ouvir.
Claro que com a internet isso melhorou muito, pois a vagabundagem é de clicar um pouco e você já descobre mundos. Exige muito menos do fulano, e temos vagabundos descobrindo coisas que nos anos 90 eles não saberiam que existiam por que eram marmotas que só ouviam o que a rádio FM tocava. Mas a maioria das pessoas continua lendo/vendo/ouvindo coisas óbvias e cretinas. E isso é uma escolha. Eu já comentei aqui no Joio que, na boa, as poucas pessoas DO FORUM que realmente vão atrás de cinema diferente somos eu, o Bennett e o Fábio Negro. A maioria do resto espera o Cinemark lançar merda que for. É uma escolha.
Sobre o techno já existir junto do Nirvana, etc, os EUA e Europa já tinham uns 11 anos de pós punk, rock alternativo, hardcore e adjacentes ANTES do Nirvana, que veio exatamente disso, explodir. Selos como touch and go, SSD, Dischord, etc todos lançando discos desde o começo dos anos 80 e o Nirvana vem disso. Techno não ficou "underground" tanto tempo quanto o "indie-punk" mas de maneira nenhuma.
www.myspace.com/exterminador
Pelo menos enquanto ele for o ministro do meio-ambiente da Austrália...
:D
Pelo que eu li eles não voltam mesmo, viu? Faz uns anos que a banda sumiu. E sim, eles já lançaram seu acústico caça níqueis, que foi vendido apenas na Australia.
Saudações
Ray Jackson
Quer ser mais semi-alternativo britânico (esse termo é legal) que Susan Boyle?
...e o fato de seu sucesso ser passageiro é ruim?
Porque você mesmo falou que "a cena musical britânica fervilhava como sempre fervilhou, com uma banda de nome descolado explodindo(e sumindo) a cada semana"...como peidos ao vento....hahahaha
...e o fato de seu sucesso ser passageiro é ruim?
Porque você mesmo falou que "a cena musical britânica fervilhava como sempre fervilhou, com uma banda de nome descolado explodindo(e sumindo) a cada semana"...como peidos ao vento....hahahaha
Alguém que compara um mito, uma legenda da música como John Peel com um programa "reality show", "show de calouros do Sílvio Santos" não merece ser levado a sério.
Não é a toa que você acredita que o Nirvana e seus fãs fantasiados de lenhador canadense com físico de etíope tiveram alguma importância para o rock.
A única contribuição de Susan Boyle vai ser tornar Victor Hugo mais conhecido pelo populacho ou nem isso.
Foi uma comparação desproporcional... mas eu me diverti... hehehe
A verdade é que o lado comercial existiu para todos e que é uma besteira questionar isso. Ter uma banda e não querer ser ouvido é uma ingenuidade paradoxal.
Eu estava brincando quando usei a Susan Boyle como exemplo, mas queria deixar claro que não basta ser revelado pelo John Peel (ou MTV) para ser bom ou fazer sucesso e não precisa ser revelado pela mídia para ser bom. A relação que a mídia sempre teve com o espectador é de diálogo e não de imposição, pois ela depende da sua aprovação. Eles (a MTV e John Peel) agiram como "marchands da música" e, portanto, eram reféns de sua credibilidade.
Gostando ou não é inquestionável a influência musical do Nirvana nos anos 90. E não faz sentido dizer que esta influência não significou nada para o rock.
P.S. Gosto do som, mas não sou fanboy. Não sei porque você quer me fantasiar de lenhador canadense ou de etíope... largue os fetiches rapá!...hehehe
O povo naquelas. Gente burra que não vai atrás de informação. No final dos anos 80 eu conhecia já todas as bandas importantes de hardcore e punk dos EUA e Europa por que eu ia atrás da informação. Se você está falando do idiota tradicional que espera o Cinemark/a Lojas Americanas MOSTRAR pra ele o que ele tem que assistir/ouvir, aí sim, a escolha de ser burro e limitado é do fulano.
(...)
Então tá.
Esse stereótipo que vc descreveu corresponde ao público que sustentou desde sempre o cinema e a música nos EUA e, por consequência de eficientes planos de marketing, no mundo.
Quando escreve sobre a "escolha de ser burro" entramos em um dos paradoxos mais complicados de se discutir:
as escolhas as pessoas fazem diante das referências que tem;
as referências são criadas a partir de escolhas que as pessoas fazem.
Pessoalmente acho que a produção em série de qualquer coisa para consumo em massa, independente de qualquer julgamento moral, compromete as escolhas e comprometerá as referências criadas a partir daí com a própria produção em massa. Pra mim o fato de a juventude passar 50 anos comprando guitarras quando pensa em expressar rebeldia na música prova isso indiretamente.
Sobre o techno já existir junto do Nirvana, etc, os EUA e Europa já tinham uns 11 anos de pós punk, rock alternativo, hardcore e adjacentes ANTES do Nirvana, que veio exatamente disso, explodir. Selos como touch and go, SSD, Dischord, etc todos lançando discos desde o começo dos anos 80 e o Nirvana vem disso. Techno não ficou "underground" tanto tempo quanto o "indie-punk" mas de maneira nenhuma.
Não quero entrar numas de "genealogias da música" pq não tem nada mais pedante, mas ainda em 81 o Juan Atkins ja tocava na noite de Detroit com o Derrick May o que se chamaria mais tarde de techno. Quando falava de techno bombando na Inglaterra me referia ja à segunda grande onda, ligada às raves, que traria o techno para o mainstream (e para o Brazil, devido a eficientes planos de marketing) após essa febre de grunge.
Estúpido aquele que acredita na pré-produção de tudo que é/era mainstream.
Idiota aquele que afirma ser o sucesso consequência única de moldar o produto e consumidores.
Desprezível aquele que reproduz um pensamento tão ignorante, preconceituoso e primitivo.
macrosfera.blogspot.com
Pelo jeito esse tópico morreu por dentro...
e por fora tambem :)
Você superestima supostos "eficientes planos de marketing". Algumas coisas acontecem por acidente, e o sucesso do Grunge, apesar de evidentemente ter sido uma aposta da Geffen Records no "mainstream", se deu muito mais a um mercado receptivo a isso naquele momento por razões sociais e históricas do que ao fato de que um malvado holding de companhias com tentáculos por todo o éter da existência decidiu que isso era o que deveria acontecer.
Claro que gente preguiçosa e sem iniciativa sustenta o mercado padrão. Eu nunca discuti isso. Eu estou insistindo nessa idéia, veja mais abaixo.
Eu discordo do "paradoxo" que você coloca, simplesmente por que como eu já disse a informação está aí: a escolha de se APROFUNDAR em algo é possível. Faz quem quer. Você fala como se houvesse apenas um número limitado de referencias a ser observado, e isso não é verdade. Sua observação é falsa e não tem lastro na realidade. As pessoas observam referencias que estão abaixo da superfície, escolhem elas e CRIAM em cima delas, e daí surge o novo. Se não fosse assim não teriamos mudança alguma na arte, na música, no cinema, etc.
Novamente, sobre o techno, quem implicou que seria outro que não o techno de raves do final dos anos 80? Isso nunca foi uma dúvida, quem disse que eu me referia a cena de Detroit? Aonde? O fato de que ele já existia bastante tempo antes de "explodir" no mercado mainstream apenas apoia tudo que eu disse, o fato de que essa música já existia há alguns anos também demonstra que a ascenção dela para o "mainstream" não se deu apenas devido aos sinistros "eficientes planos de marketing", já que se assim fosse, o mercado poderia ter se aproveitado dela muito antes, existem outros fatores na existência humana que são maiores do que essa visão simplista que você tem de que tudo é absolutamente controlado por "planos de marketing" genéricos, uma resposta fácil que se propõe a explicar como absolutamente tudo funciona mas por ser simplista e desconsiderar muito da realidade, claro, falha.
Uma porrada de sucesso acontece, também, por acaso, e daí sim é cooptado por "planos de Marketing". Da maneira como você fala você quer implicar essa noção de que absoltuamente TUDO é previsto e imposto por um grupo de uma dúzia de executivos, vivemos num 1984/Admiravel mundo novo, sendo que na verdade planejamentos que não dão certo, fracassos retumbantes e investimentos errados acontecem o TEMPO TODO.
O futuro não é tão previsível e sucessos inesperados, talvez, sejam mais a regra do que a excessão, e isso foge completamente a visão de "um cuidadoso plano de marketing que controla o planeta" que você está tentando colocar como um "fato", aqui. Simplesmente não da para se ter absolutamente certeza do sucesso de um novo "artista" ou gênero, de um filme, etc, e investimentos errados e que não deram certo nesse sentido são a regra na indústria cultural. Kurt Cobain jamais começou sua carreira musical achando que iria vender milhões de discos, mudar a história do rock, ser famoso mundialmente e lotar estádios. Entretanto, nem dois anos depois de ele gravar seu primeiro disco por 600 dólares, ele estava fazendo exatamente isso.
O povo naquelas. Gente burra que não vai atrás de informação. No final dos anos 80 eu conhecia já todas as bandas importantes de hardcore e punk dos EUA e Europa por que eu ia atrás da informação. Se você está falando do idiota tradicional que espera o Cinemark/a Lojas Americanas MOSTRAR pra ele o que ele tem que assistir/ouvir, aí sim, a escolha de ser burro e limitado é do fulano.
(...)
Então tá.
Esse stereótipo que vc descreveu corresponde ao público que sustentou desde sempre o cinema e a música nos EUA e, por consequência de eficientes planos de marketing, no mundo.
Quando escreve sobre a "escolha de ser burro" entramos em um dos paradoxos mais complicados de se discutir:
as escolhas as pessoas fazem diante das referências que tem;
as referências são criadas a partir de escolhas que as pessoas fazem.
Pessoalmente acho que a produção em série de qualquer coisa para consumo em massa, independente de qualquer julgamento moral, compromete as escolhas e comprometerá as referências criadas a partir daí com a própria produção em massa. Pra mim o fato de a juventude passar 50 anos comprando guitarras quando pensa em expressar rebeldia na música prova isso indiretamente.
Sobre o techno já existir junto do Nirvana, etc, os EUA e Europa já tinham uns 11 anos de pós punk, rock alternativo, hardcore e adjacentes ANTES do Nirvana, que veio exatamente disso, explodir. Selos como touch and go, SSD, Dischord, etc todos lançando discos desde o começo dos anos 80 e o Nirvana vem disso. Techno não ficou "underground" tanto tempo quanto o "indie-punk" mas de maneira nenhuma.
Não quero entrar numas de "genealogias da música" pq não tem nada mais pedante, mas ainda em 81 o Juan Atkins ja tocava na noite de Detroit com o Derrick May o que se chamaria mais tarde de techno. Quando falava de techno bombando na Inglaterra me referia ja à segunda grande onda, ligada às raves, que traria o techno para o mainstream (e para o Brazil, devido a eficientes planos de marketing) após essa febre de grunge.
www.myspace.com/exterminador
O INMET e a MMO promoveram um curso de "Gestão do Risco Climático" onde abordaram os problemas causados por tópicos como este... que está chovendo no molhado a mais de duas semanas.
É bem capaz deste tópico também ser responsável pela gripe suína.
Os crentes da minha cidade sempre aproveitam momentos desse tipo para argumentar sobre o fim do mundo. Sempre retruco que já é fim do mundo onde eles moram.
E o tópico já deu o que tinha que dar ... já matou muitos por dentro.
macrosfera.blogspot.com