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Jon Favreau recria 'O Rei Leão' após se firmar com 'Friends', 'Homem de Ferro' e comédias

G1 - Cinema - 1 hora 51 minutos atrás

Ao G1, ator e diretor fala do novo filme da Disney, repassa carreira e comenta novas formas de se fazer cinema e TV. Mas, sempre que pode, muda o assunto para comida e esportes... Jon Favreau comenta carreira e explica novo 'O Rei Leão' Quando Jon Favreau descobriu que iria à Cidade do México no final de junho, para divulgar seu novo "O Rei Leão", correu para falar com o amigo Guillermo del Toro. O diretor americano queria dicas gastronômicas do colega mexicano, ganhador do Oscar por "A Forma da Água". Recebeu uma lista com 20 restaurantes a serem visitados em dois dias. "Posso dizer que estou comendo bastante", disse, passando a mão na barriga, no primeiro dos três eventos que participaria para falar da refilmagem realista da animação da Disney, dirigida por ele. Mas Jon virou o queridinho da Disney não pela fama de ser bom de garfo, confirmada por seu projeto "Chef" (filme de 2014 e programa culinário recém-lançado na Netflix). Ter dirigido dois lucrativos "Homem de Ferro" (e o remake de "Mogli") o ajudou a virar o principal diretor desta nova fase da empresa. A fama de boa praça parece ter dado uma mãozinha. As atitudes dele nada combinam com a de um diretor campeão de bilheterias. Ao ser perguntando sobre o que queria comer em um rápido almoço numa pausa entre papos com jornalistas, responde "tacos". Quaisquer que fossem. Diretor do novo 'O Rei Leão' explica produção do filme O cara da Disney "Estamos lidando com pessoas que têm opiniões fortes sobre o filme original e sobre o espetáculo de teatro. Quero que os fãs gostem do filme e o coloquem no mesmo patamar desses dois clássicos. Esta é minha maior preocupação hoje", explica Favreau ao G1. Os três próximos projetos dele são da Disney. Além de "O Rei Leão", ele é o criador de "The Mandalorian", série derivada de "Star Wars"; e deve dirigir um filme inspirado no Magic Kingdom, um dos parques mais visitados da turma do Mickey. A filmografia de Jon começou com aventuras divertidinhas ("Cowboys & Aliens", "Zathura") e comédias meio bobas ("Crime Desorganizado", "Um Duende em Nova York"). Mas lidar com heróis e personagens da Disney o fez mudar de patamar. "Se você só trabalha com algo feito para adultos, eles nem sabem o que você faz. Mas quando você trabalha em coisas como 'Homem de Ferro', sou sortudo por ter feito esses filmes que crianças gostam... É ótimo ser parte da vida dos seus filhos." O cara de 'Friends' Suas duas garotas e um garoto, entre 12 e 17 anos, preferem os filmes pipoca. Mas e os fãs? Quando sai na rua, falam que ele é aquele cara do... "Depende onde eu estou", responde. "Quando estou em Londres, eles me conhecem por 'Friends'. Na Cidade do México, me conhecem por 'Homem de Ferro'. Na Itália, me conhecem por 'Chef'. Tenho uma carreira longa, com papéis diferentes, então as pessoas me conhecem por coisas diferentes." Jon Favreau e Courteney Cox em 'Friends' Divulgação "Eu amo a reação dos fãs e eu penso que há um certo tipo de personalidade... Que consegue ir pela comédia, direção, ser um chef, músico. Você se anima de criar algo e as pessoas podem gostar do que você apresentou... Todo esse feedback me faz andar no céu." Começo no swing Nascido em uma família "meio italiana, meio judia" no distrito de Queens, em Nova York, Jonathan Kolia Favreau começou como ator nos anos 90. Fez alguns testes e até gravou participações em filmes como "Batman Eternamente". Gravou, mas suas cenas foram cortadas. O jeito foi escrever um roteiro. Ele e o amigo Vince (Vaughn) ficaram com os papéis principais, é claro. Lançado em 1996, "Swingers" era uma comédia sobre a nada glamourosa vida de jovens atores vivendo entre Los Angeles e Las Vegas. Jon Favreau e Vince Vaughn na comédia 'Swingers', de 1996 Divulgação O tal swing era uma alusão ao revival das noites ao som das big bands. A nova "era do swing" conectava o começo dos anos 90 ao final dos anos 30. Sem dinheiro, restavam a eles dançar e tentar (em vão) pegar mulher. Mas problemas de ansiedade e com excesso de peso só pioravam as coisas. "Não havia nada melhor para fazer do que se vestir como se tivéssemos saído de algum filme do Scorsese", explicou Favreau, falando do filme. E de sua vida. Foi naquela época que viu "O Rei Leão" original. "Antes, eu via e pensava no Simba, agora eu me identifico com Mufasa", resume. Com orçamento de US$ 250 mil, "Swingers" arrecadou US$ 4,6 milhões só nos EUA. A boa bilheteria rendeu outros papéis, como o de Pete Becker, namorado bilionário da Monica de "Friends". “Usei minha escalação como ator para andar pelos bastidores para aprender como se faz filmes”, explicou Jon a jornalistas e webcelebridades em uma sala de cinema no México. Filho único de dois professores, ele perdeu a mãe aos 12 anos. Foi mais ou menos nesta idade que começou a se interessar por artes cênicas, embora não fosse protagonista das peças de sua escola. Estudou três anos de engenharia e conseguiu um emprego em Wall Street, centro financeiro em Nova York. Mas largou tudo e foi para Chicago. Dizia que era da cena de stand-up da cidade, mas na verdade só lavava pratos no Second City, o principal clube de humor de lá. Robert Downey Jr. e Jon Favreau nos bastidores de 'Homem de Ferro' Divulgação Sem frescura O primeiro restaurante da lista de Del Toro era um especializado em frutos do mar, chamado Contramar. Fica no bairro de Roma Norte, a pouco mais de um quilômetro do hotel onde estava hospedado. Jon chegou ao lugar no começo da noite, pediu tostadas e o peixe do dia. Sentado em uma mesa para quatro pessoas, pagou algo em torno de R$ 100 pela refeição. Segundo os garçons, o diretor "come bem" e sem frescuras. Um pouco desajeitado e com o cabelo meio despenteado, Jon se embanana com a torneira ao lavar as mãos e quase senta em cima de um microfone ao chegar em uma entrevista. O papo pode ser sobre cinema ou TV , mas ele quase sempre enfia uma metáfora sobre comida ou esporte no meio da conversa. "Em um filme como esse, meu trabalho é manter o grupo unido e se comunicando. Eu me sinto orgulhoso, como um técnico de um time que ganhou", explica ao ser perguntado das diferenças entre gigantes impessoais ("O Rei Leão", "Homem de Ferro") ou indies pessoais ("Chef", "Swingers"). Em 'Chef', de 2014, Jon Favreau foi diretor, produtor, roteirista e protagonista, com Sofía Vergara no elenco Divulgação "Eu via o técnico vibrando quando era novo, mas queria mesmo era ser o Michael Jordan. Hoje, estou velho e entendo como é ser o treinador e por que ele comemora tanto." 'Avatar' x 'Star Wars' James Cameron, diretor de "Avatar" e "Titanic", foi atrás de Jon para saber da nova tecnologia usada em "O Rei Leão" (uma animação com técnicas de filmes feitos com atores). "Eu estava trabalhando no projeto de 'Star Wars', 'The Mandalorian'. Eu pude ver o que ele estava fazendo usando captação de movimentos para as sequências de 'Avatar' e ele viu o que eu estava fazendo." Cameron queria entender a tal da animação com live-action. "Agora é um novo passo, porque estamos usando a tecnologia de realidade virtual para games aplicada na criação deste filme." Equipe de 'Rei Leão' com Jon Favreau (1º da esq.) trabalham nas filmagens Divulgação/Disney Mas o filme também buscou a quentura do contato entre atores. "Eu comecei como ator e eu amo improvisação. Senti que tinha que passar a sensação de que fosse como um filme feito com atores. Para ter esse efeito, colocamos os atores juntos em um palco." Alguns dos donos das vozes dos personagens (como Donald Glover e Seth Rogen) atuaram juntos, como se estivessem ensaiando para uma peça de teatro. "É diferente de gravar as vozes em uma cabine. O resultado foi uma performance diferente e a liberdade para improvisar. Eu gravei todas essas vozes e editei em uma versão do filme que depois foi animada." Antes de terminar, uma pergunta gastronômica brasileira. Já provou feijoada? "Parece incrível. Eu não tenho certeza se comi, mas vou colocar na minha lista", responde, no maior sorriso de toda entrevista. Jon Favreau dá autógrafos para fãs em evento de pré-estreia de 'O Rei Leão' na Cidade do México, em junho Divulgação/Disney
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Filme sobre Elvis dirigido por Baz Luhrmann vai ter Austin Butler no papel do cantor; conheça o ator

G1 - Cinema - 17 Julho, 2019 - 06:00

Produção, ainda sem título ou data de estreia, será primeira grande biografia do americano nos cinemas. Austin Butler, à direita, foi escalado para interpretar Elvis Presley no filme de Baz Luhrman AP O ator americano Austin Butler, de 27 anos, foi escalado para interpretar Elvis Presley na cinebiografia sobre o cantor dirigida por Baz Luhrman. O cineasta indicado ao Oscar por "Moulin Rouge: Amor em vermelho" (2001) também escreve o roteiro do filme, que ainda não tem título nem previsão de lançamento, mas conta ainda com Tom Hanks no elenco. O jovem ator foi escolhido após um longo período de testes para avaliar performance e habilidades musicais, que envolveram nomes como Harry Styles ("Dunkirk") e Ansel Elgort ("Baby Driver"), segundo a imprensa americana. Sem grandes trabalhos no cinema, ele se destacou por seu trabalho no teatro. O diretor o conheceu por sua atuação em sua estreia na Broadway, na peça "The iceman cometh", ao lado de Denzel Washington. "Eu sabia que não conseguiria fazer esse filme se o elenco não fosse absolutamente certeiro. Procuramos por um ator com a habilidade de trazer o singular e natural movimento e qualidade vocais dessa inigualável estrela, mas também a vulnerabilidade interna do artista", afirmou Luhrman, em nota. O filme pretende ilustrar cerca de 20 anos da carreira de Elvis, desde seu surgimento até o estrelato, e focar na relação que o cantor tinha com seu empresário, o famoso "coronel" Tom Parker, interpretado por Hanks. TV e teatro A falta de experiência no cinema não significa que Butler tenha carreira curta. O jovem conseguiu seu primeiro papel fixo na TV em 2005, na série "Manual de Sobrevivência Escolar do Ned", da Nickelodeon. Sua estreia em um filme aconteceu em "Pequenos invasores", em 2009, ao lado de Ashley Tisdale ("High School Musical"). Nos anos seguintes, conseguiu mais papeis na televisão, com participações em "CSI: Nova York" e "Arrow". Entre 2016 e 2017, interpretou um dos protagonistas de "As Crônicas de Shannara", série da MTV. Nesse meio tempo, também se dedicou ao teatro. Em 2014, se juntou ao elenco da peça "Death of the autor", em Los Angeles. A estreia no principal mercado do teatro americano em 2018 lhe rendeu elogios com a crítica, e o reconhecimento de Luhrman. Kurt Russell, Jonathan Rhys Meyers, Tyler Hilton, Jack White, Michael Shannon e Drake Milligan interpretaram Elvis em diferentes produções na TV e no cinema Divulgação Elvis para todos os gostos Muitos atores interpretaram Elvis ao longo dos anos, mas o cantor nunca teve um grande filme dedicado à sua conturbada vida. Entre eles estão Kurt Russell, em um filme para TV de 1979, e Jonathan Rhys Mayers, em uma minissérie de 2005. Outros o interpretaram em momentos particulares ou em participações em outras histórias. Tyler Hilton cantou como Elvis em "Johnny & June" (2005), filme sobre Johnny Cash. O cantor Jack White pode imitar sua marra na comédia "A Vida é Dura: A História de Dewey Cox" (2007). Michael Shannon interpretou o rei no filme "Elvis & Nixon" (2016). Um dos mais recentes a vivê-lo foi Drake Milligan, em participação na minissérie "Sun Records", de 2017.
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'Thor 4' vai ser dirigido por Taika Waititi, de 'Ragnarok'

G1 - Cinema - 16 Julho, 2019 - 15:31

Diretor volta ao personagem da Marvel depois de adiarem seu próximo projeto, uma adaptação do anime 'Akira'. Kevin Feige, Taika Waititi e Chris Hemsworth no painel da Marvel no terceiro dia da Comic-Con San Diego 2017, neste sábado (22) Richard Shotwell/Invision/AP O diretor Taika Waititi vai ser o responsável por "Thor 4", segundo o site da revista "The Hollywood Reporter". O neozelandês volta ao herói da Marvel depois de comandar "Thor: Ragnarok" (2017). Waititi vai poder se dedicar ao personagem ao personagem, porque seu próximo projeto, uma adaptação com atores do anime "Akira", foi adiado pela Warner. De acordo com a publicação, o filme já procurava atores pelo mundo, mas preocupações com o roteiro forçaram que a estreia, prevista para 21 de maio de 2021, fosse transferida. Mesmo assim , o estúdio ainda espera que o diretor volte a "Akira" quando "Thor 4" for finalizado. O cineasta lança em 18 de outubro "Jojo Rabbit", no qual interpreta uma versão imaginária de Hitler criada por uma criança. O filme também tem Scarlett Johansson ("Vingadores: Ultimato") no elenco.
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'Bacurau', filme brasileiro com Sônia Braga premiado em Cannes, ganha trailer; ASSISTA

G1 - Cinema - 16 Julho, 2019 - 06:00
Produção de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, que ganhou Prêmio do Júri no evento, estreia no dia 29 de agosto. Assista ao trailer do filme Bacurau O filme brasileiro "Bacurau" ganhou nesta terça-feira (15) um novo trailer. Com direção de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles e Sônia Braga no elenco, a produção ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes, em maio. Assista ao vídeo acima. "Bacurau" tem estreia prevista nos cinemas para o dia 29 de agosto. Antes disso, abre o Festival de Gramado, no dia 16 do mesmo mês. A história retrata um pequeno povoado do sertão que sofre com a morte de Dona Carmelita, uma mulher muito querida. Dias depois, os moradores percebem que a comunidade não está mais nos mapas e sofrem com uma série de assassinatos. Mendonça Filho divide a autoria e direção do longa com Dornelles, que foi seu diretor de arte em "Aquarius" (2016). "Bacurau" é uma coprodução Brasil-França gravada no Sertão do Seridó, divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba.
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'Homem-Aranha: Longe de casa' se mantém no topo da bilheteria nacional

G1 - Cinema - 15 Julho, 2019 - 12:37

Herói da Marvel levou mais de 950 mil espectadores aos cinemas. 'Turma da Mônica - Laços' foi único brasileiro no Top 10 do final de semana. Tom Holland e Jake Gyllenhaal em cena de 'Homem-Aranha: Longe de casa' Divulgação "Homem-Aranha: Longe de casa" continua o campeão de bilheterias no Brasil - e nos Estados Unidos também. Em seu segundo final de semana em cartaz, o segundo longa protagonizado por Tom Holland levou mais de 950 mil espectadores aos cinemas e acumula renda de mais de R$ 66 milhões. G1 lista todos os filmes do "Homem-Aranha": do pior para o melhor "Turma da Mônica - Laços" é o único brasileiro no top 10. O filme infantil, primeira adaptação da turminha, entrou em sua terceira semana de exibição com arrecadação de mais de R$ 3,4 milhões. Foi o terceiro longa mais visto nos cinemas brasileiros. Trailer de 'Homem-Aranha: Longe de Casa' O segundo lugar é da animação "Toy Story 4" em sua quarta semana nos cinemas. Veja, abaixo, o ranking de bilheteria do último fim de semana no Brasil: "Homem-Aranha: Longe de casa": R$ 17, 2 milhões "Toy Story 4": R$ 8,7 milhões "Turma da Mônica - Laços": R$ 3,4 milhões "Pets - A Vida Secreta dos Bichos 2": R$ 3,1 milhões "Annabelle 3: De volta para casa": R$ 2,8 milhões "Atentado ao hotel Taj Mahal": 752 mil "Vingadores: Ultimato": 623 mil "Aladdin": R$ 391 mil "Dor e Glória": R$ 255 mil "Rocketman": R$ 194 mil
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'Bond 25': Lashana Lynch, de 'Capitã Marvel', é a nova agente 007, diz site

G1 - Cinema - 15 Julho, 2019 - 10:00

Segundo o Mail Online, atriz vai assumir o famoso codinome em novo filme da saga. Mas a publicação garante que ela não assumirá o posto de James Bond. Lashana Lynch posa durante ensaio para divulgação de "Bond 25", na Jamaica REUTERS/Gilbert Bellamy Lashana Lynch, a pilota da Força Aérea Maria Rambeau de "Capitã Marvel", será a nova agente 007 no próximo filme da saga "James Bond", segundo informações do site Mail Online. De acordo com a publicação, a atriz receberá a licença para matar no 25º filme da franquia, que está sendo filmado na Itália e no Reino Unido. O site destaca que Lashana Lynch não será a nova "James Bond" -- papel de Daniel Graig -- e, sim, será um novo personagem com o número do agente secreto. Segundo o site, “a história começa com Bond curtindo sua aposentadoria na Jamaica, mas "M", o chefe do Serviço Secreto de Inteligência, interpretado por Ralph Fiennes, o convoca desesperadamente para enfrentar uma crise global". Uma fonte da produção informou que “há uma cena fundamental no começo do filme onde 'M' diz: 'Venha 007' e, então, Lashana entra em cena". Eles citam a cena como "um momento de derrubar as pipocas" e destacam que “Bond continua sendo Bond, mas estará sendo substituído como 007 por essa mulher incrível". Elenco de "Bond 25" reunido na Jamaica Reprodução/Instagram “James Bond, é claro, ficará atraído pela nova agente 007 e tentará usar suas usuais técnicas de sedução, mas ficará perplexo quando elas não funcionarem e a jovem mulher negra simplesmente revirar os olhos mostrando não ter o menor interesse”, informou a fonte da produção ao site. A mesma fonte também indicou que eles estão proibidos de usar o termo “Bond girl”. A ordem agora é falar “Bond Women”. Há algumas semanas, Lashana Lynch publicou em seu Twitter um trecho de suas cenas em "Bond 25". "Para dar um gostinho", escreveu a atriz. Initial plugin text Initial plugin text Daniel Craig vai passar por cirurgia no tornozelo após sofrer lesão durante gravação de '007' O novo filme da franquia ainda não teve seu título apresentado, mas é conhecido pelo nome de trabalho "Bond 25". A previsão de lançamento é abril de 2020. O longa será o quinto de Craig no papel do mais famoso agente secreto britânico da ficção. Em recente entrevista, o ator garantiu que esta será sua última participação na saga. A franquia é uma das mais lucrativas do mundo, com o filme "007 contra Spectre", de 2015, dirigido por Sam Mendes, tendo arrecadado US$ 880 milhões (cerca de R$ 3,5 bilhões) nas bilheterias do mundo todo.
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'Homem-Aranha: Longe de Casa' bate 'Predadores Assassinos' e 'Stuber' e segue líder de bilheteria nos EUA

G1 - Cinema - 15 Julho, 2019 - 08:15

Saga do super-herói arrecadou mais US$ 45 milhões, aumentando as receitas domésticas para US$ 274 milhões. Tom Holland em cena de 'Homem-Aranha: Longe de casa' Divulgação "Homem-Aranha: Longe de Casa" da Sony voltou a liderar as bilheterias em seu segundo fim de semana nos cinemas, superando lançamentos, como o thriller da Paramount "Predadores Assassinos" e a comédia da Disney "Stuber". A saga do super-herói arrecadou mais US$ 45 milhões (cerca de R$ 168 milhões), aumentando as receitas domésticas para US$ 274 milhões (R$ 1,02 bilhão). O faturamento deste fim de semana representa um declínio de 50% nas vendas de ingressos a partir de sua estreia, uma participação mais forte em comparação ao seu antecessor, de 2017, "Homem-Aranha: De Volta ao Lar". A 23ª aventura da Marvel Cinematic Universe ultrapassou a marca de US$ 800 milhões (cerca de R$ 3 bilhões) em todo o mundo, com receitas de bilheteria de US$ 847 milhões (R$ 3,1 bilhões). Internacionalmente, é agora o maior filme "Homem-Aranha" com US$ 572 milhões. "Predadores Assassinos" garantiu o melhor começo entre os lançamentos, mas nenhum dos novatos conseguiu lotar os cinemas. O thriller de desastre da Paramount ficou em terceiro lugar, com US$ 12 milhões (R$ 44 milhões) em sua estreia em 3.170 cinemas. G1 já viu: 'Homem-Aranha: Longe de casa" brinca com truques e surpresa em road movie adolescente O estúdio desembolsou US$ 13,5 milhões (R$ 50 milhões) na produção. Dirigido por Alexandre Aja, "Predadores Assassinos" segue um pai e uma filha (Barry Pepper e Kaya Scodelario) que são forçados a escapar de um bando de jacarés famintos depois que um enorme furacão atinge sua cidade na Flórida. A maioria dos espectadores tinha entre 18 e 44 anos. No exterior, "Predadores Assassinos" obteve US$ 4,8 milhões de 20 mercados internacionais para um início global de US$ 16,8 milhões. Não muito atrás está "Stuber", da Disney. A comédia de amigos arrecadou US$ 8 milhões (cerca de R$ 30 milhões) em 3.050 cinemas, seguindo as expectativas, mas com um começo sem brilho para um filme que custou US$ 16 milhões para ser produzido. Em "Stuber", Nanjiani interpreta um motorista do Uber que inadvertidamente se torna parte da operação de apreensão de um passageiro (Bautista). Os homens representaram 56% dos espectadores no fim de semana de abertura. 65% da audiência tinha mais de 25 anos. Outros filmes em cartaz se destacaram nos gráficos das bilheterias domésticas. "Toy Story 4" da Disney permaneceu forte, gerando outros US$ 20 milhões durante seu quarto final de semana nos cinemas para um total de US$ 346 milhões (R$ 1,29 bilhão) na América do Norte. Completando os cinco primeiros está o musical dos Beatles da Universal, "Yesterday". Dirigido por Danny Boyle, a comédia romântica faturou US$ 6,7 milhões em sua terceira apresentação, elevando seu total doméstico para US$ 48 milhões.
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Mulheres diretoras: A redescoberta e a ascensão das cineastas na China

G1 - Cinema - 12 Julho, 2019 - 08:16

Histórias desconhecidas de extraordinárias cineastas do Oriente estão finalmente sendo reveladas. A repórter Harriet Constable foi descobrir como – e por que essa mudança está acontecendo agora A diretora Louisa Wei Getty Images via BBC Muita coisa mudou nos últimos 18 anos, segundo a diretora de cinema Louisa Wei. Em 2001, ao perceber que as pioneiras do cinema chinês estavam sendo repetidamente esquecidas nos livros de História, ela tomou para si a missão de reescrever essa narrativa. "Havia muito pouca coisa sobre mulheres diretoras. Eu sabia que elas haviam existido, mas quando você ia estudar e ler sobre elas, elas simplesmente não estavam lá." Em 2009, Wei já havia publicado um livro trazendo entrevistas com 27 diretoras chinesas e japonesas, assim como vários artigos acadêmicos sobre o tema "Mulheres chinesas no cinema". Ela documentou o trabalho de diretoras como Tazuko Sakane, nascida em 1904 no Japão e que, em 1936, escreveu: "Eu quero apresentar a verdadeira figura das mulheres, vistas a partir do mundo das mulheres". Wei também escreveu sobre Chen Bo'er, atriz e talvez a única chinesa que trabalhava como produtora-diretora nos anos 1940; Tanaka Kinuyo, que fez sua estreia como diretora em 1953; e ainda Dong Kena e Wang Shaoyan, ambas prolíficas nos anos 1960 e 1970. "[Eu tive de] reescrever toda a história do cinema." Havia apenas um problema: o público não estava interessado na pesquisa de Wei. "Basicamente, o livro não teve impacto algum, ninguém estava lendo aquele tipo de livro ainda", disse ela à BBC Culture. Apesar de um início lento, com o tempo seus esforços acabaram não sendo em vão. Enquanto dava aulas de cinema com professora associada na City University em Hong Kong, Wei começou a notar que a cada ano havia mais e mais alunas nas suas turmas, e elas queriam saber sobre as mulheres que vieram antes delas. Jovens mulheres cineastas começaram a ler e a compartilhar seu trabalho. O interesse aumentou ainda mais, com Wei sendo convidada a falar publicamente sobre sua pesquisa. "No ano passado, eu fiz uma apresentação, havia 300 pessoas no auditório, estava cheio, e o título era 'Diretoras Chinesas desde 1916'. Difícil de imaginar!", diz ela, rindo e balançando a cabeça, incrédula. Pioneiras esquecidas Especialistas em cinema começaram a usar seu trabalho para atualizar seu conhecimento da história do cinema em nível global. Um de seus trabalhos de maior destaque como diretora é um documentário chamado "Garotas do Portão Dourado (Golden Gate Girls)", que celebra o trabalho de Esther Eng, a primeira diretora de cinema da China e que teve destaque nos anos 1930 e 1940, tanto na China como em Hollywood. "Eu mostrei [Garotas do Portão Dourado] em Paris em dezembro [de 2018]. Um acadêmico que havia trabalhado com isso sua vida toda veio falar comigo no final e disse que estava bastante emocionado de ver o documentário – ele não a conhecia", diz Wei. Eng não ficara de fora apenas da história do cinema no Ocidente. No começo de sua pesquisa, relata Wei, "pesquisei os arquivos de cinema de Hong Kong e deparei com o nome de Esther Eng, ela [foi nomeada] uma heroína nacional em 1937 – eu encontrei um artigo informando isso. Mas isso foi a única coisa que eu consegui encontrar". Foram necessários anos de trabalho com pesquisadores, historiadores e jornalistas para desvendar sua extraordinária carreira para o documentário. Num certo ponto, a equipe precisou até mesmo resgatar centenas de fotografias da vida de Eng de uma lata de lixo em San Francisco (EUA). Juntos, eles descobriram que Eng havia viajado mundo afora e explorado temas que eram tabu numa época em que muitas mulheres mal tinham empregos, dirigindo nove longas-metragens nos Estados Unidos e em Hong Kong, incluindo "Heroína Nacional (National Heroine)", sobre uma piloto que luta por seu país. Hoje Wei mostra com orgulho a edição de março de 2019 da Life Magazine, revista da China que trouxe um farto material sobre Wei e seu trabalho celebrando Esther Eng. Isso é especialmente animador para Wei, não apenas porque o trabalho de mulheres cineastas está finalmente recebendo atenção, mas porque a revista é chinesa, e informação é sempre muito censurada no país, o que faz do compartilhamento da história de Eng algo particularmente desafiador. Parece ter havido uma mudança enorme em termos de pensamento, segundo Wei. Em 8 de março de 2019 – Dia Internacional da Mulher –, artigos circularam na maior rede social da China, WeChat, com os títulos "O cinema chinês apenas é completo com estas 100 mulheres diretoras", "60 mulheres diretoras independentes da China" (em que Wei é mencionada) e "Os 100 maiores filmes da história dirigidos por mulheres". Esse é um fenômeno novo: "Isso é inédito! [O Dia Internacional da Mulher] seria geralmente para agradecer as mulheres por fazerem seus trabalhos domésticos, mas nada como isso, celebrar mulheres diretoras", diz Wei. Todos esses acontecimentos – as conversas no WeChat, o aumento de estudantes do sexo feminino nas turmas da escola de cinema, o interesse da mídia em Esther Eng – sinaliza uma clara tendência, um apetite por mais informação sobre mulheres no cinema e uma aceitação crescente de mulheres como cineastas. A jovem cineasta Sharon Yeung quer fazer filmes "sobre a experiência feminina" Harriet Constable via BBC Festivais com diretoras proliferam O que está provocando o interesse repentino do mundo no talento de mulheres cineastas da China? Wei acredita que parte das respostas esteja nas iniciativas feministas que tomaram o mundo nos anos recentes, como o movimento #MeToo. "O #MeToo realmente deixou as pessoas atentas... Agora, se eu digo 'eu sou uma feminista', as pessoas têm um entendimento melhor [do que isso significa]. Questões que dizem respeito às mulheres estão circulando no WeChat", diz ela. Por toda a China, um número crescente de festivais de cinema que estão homenageando mulheres diretoras também ajuda a mudar o tom da conversa. Um exemplo é o Festival de Cinema de Mulheres da China, evento que ocorre duas vezes por ano, em Pequim e Hong Kong, desde 2013. Seu objetivo é destacar o trabalho de cineastas do sexo feminino do mundo todo e despertar o debate na China e em Hong Kong sobre direitos das mulheres. A edição de 2019 em Hong Kong foi realizada em março e contou com filmes como "Ava", dirigido pela canadense-iraniana Sadaf Foroughi, sobre uma jovem no Irã, e "#PrazerFeminino", um documentário sobre cinco mulheres em comunidades patriarcais que quebram o silêncio sobre os maus-tratos de que são vítimas. Festivais como esse são particularmente importantes para jovens cineastas, como Nicola Fan. Cinemas de arte praticamente não existem em Hong Kong, e sem o festival seria difícil ter acesso a esse tipo de conteúdo. Falando ao final da edição de Hong Kong, em março, ela disse: "O Festival de Cinema de Mulheres da China é interessante porque traz ótimos documentários [feitos por mulheres] para Hong Kong e para a China. Ele expõe o público a filmes como Ava, que é bem diferente – você não vê esse tipo de filme em cinemas comuns. Hong Kong está acostumada a grandes filmes do tipo "Vingadores" ou de outros super-heróis. Eu não ficaria sabendo [de filmes como 'Ava'] sem o festival." Ainda assim, apesar do avanço significativo que as mulheres cineastas estão conseguindo na China e em Hong Kong, existem grandes desafios. A tecnologia pode ter tornado a produção de filmes mais barata e fácil, mas sem salas de cinema para filmes de arte ou muito investimento público, ainda é difícil para novas diretoras se estabelecerem. A jovem cineasta Sharon Yeung diz: "Agora muitos de nós carregamos câmeras por aí e filmando qualquer coisa, mas me surpreende quão pouco nós ganhamos... Os mais novos têm que batalhar. Os filmes ainda são feitos pelos veteranos. Marvel, super-herói, grande orçamento – isso é o que as pessoas querem ver". Além disso, o movimento #MeToo pode estar aumentando a consciência sobre questões envolvendo as mulheres, mas ainda está longe de provocar o mesmo impacto na China e em Hong Kong. Uma das primeiras vítimas a falar sobre sua experiência depois que o #MeToo se espalhou, a atleta Vera Lui, de 23 anos, foi criticada por membros do público e pela mídia em 2018 por ter revelado o abuso sexual que sofrera nas mãos de seu antigo treinador. Muitas mulheres ficaram assustadas e decidiram se manter em silêncio. Li Dan, fundador do Festival de Cinema de Mulheres da China, acredita que o cinema seja uma forma crucial de atingir os chineses e encorajar um debate público nesse tipo de tema. "[Na China] Nós não podemos espalhar nenhuma informação por meio da mídia tradicional ou grande veículos das novas mídias, que são todos controlados ou censurados pelo governo", diz ele. "Mas o cinema... é uma boa maneira de dar destaque a questões sociais." A revista chinesa Life trouxe reportagem sobre Esther Eng e uma entrevista com Louisa Wei Harriet Constable via BBC Sucessos de bilheteria Apesar dos desafios ainda enfrentados, Nicola Fan acredita que este seja um momento empolgante para mulheres no cinema, citando o aumento do número de campeões de bilheteria com mulheres em papéis principais e dirigidos por mulheres. "Costumava ser sempre Batman, Superman: homem, homem, homem. É encorajador ver filmes como Mulher Maravilha vindo de Hollywood, ajuda o público a exigir uma maior variedade de histórias, diz ela. Realmente, 3 dos 10 filmes nacionais com maiores bilheterias de 2018 na China foram dirigidos por mulheres (em Hollywood, todos os dez foram dirigidos por homens), e elas estão mudando as coisas. A diretora Angie Chen pessoalmente desafiou estigmas enfrentados por mulheres nos filmes que faz. "Quando comecei a trabalhar [com cinema], as mulheres na produção ouviam que elas não podiam sentar na caixa de uma câmera porque elas dariam azar ao filme. Quando eu dirigi meu primeiro filme, eu sentava deliberadamente sobre as caixas. Ninguém se atreveu a dizer nada – eu era a diretora", disse Chen. Em relação ao futuro, a única coisa que não está mudando drasticamente são os sonhos de jovens cineastas de hoje na China e em Hong Kong, que lembram aqueles das mulheres nos anos 1930. Como a diretora japonesa Tazuko Sakane em 1936, Sharon Yeung também quer usar sua visão de mundo para fazer filmes: "Eu quero fazer filmes sobre a experiência feminina", diz ela. "É tão estimulante o fato de haver mais e mais filme sobre isso, e eu não vejo a hora de fazer mais, especialmente sob uma perspectiva oriental. Isso é tão inexplorado. Nós vimos filmes feitos por homens por todos esses anos e estamos prestes a descobrir todas essas novas perspectivas."
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'Atentado ao Hotel Taj Mahal' e 'Inocência roubada' estreiam no Brasil; G1 comenta em VÍDEO

G1 - Cinema - 12 Julho, 2019 - 06:00
Entre os destaques ainda está 'Estou me guardando para quando o carnaval chegar', em semana na qual estúdios evitam competição direta com grandes filmes da Disney. 'Atentado ao Hotel Taj Mahal' é um dos destaques da semana no cinema Em uma semana na qual os estúdios preferem evitar uma concorrência direta com a Disney, os destaques nos cinemas brasileiros são um filme sobre um atentado terrorista em Mumbai, em 2008, um drama francês que esteve no Festival de Cannes e um documentário nacional. Assista ao vídeo acima. Veja abaixo as principais estreias desta quinta-feira (11): 'Atentado ao hotel Taj Mahal' O filme com Dev Patel ("Quem quer ser um milionário") e Armie Hammer ("Me chame pelo seu nome") é baseado no ataque terrorista ao hotel Taj, na Índia. Na história, os funcionários do local devem unir forças para sobreviver após serem feitos de reféns. 'Inocência roubada' Exibido na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, "Inocência roubada" é a estreia de Andréa Bescond e Eric Métayer na direção. No filme, Bescond, que também atua em um filme pela primeira vez, interpreta uma dançarina que deve lidar com as lembranças de abuso sexual sofrido na infância. 'Estou me guardando para quando o carnaval chegar' O primeiro documentário do diretor Marcelo Gomes, de "Cinema, aspirinas e urubus" (2005), foca seu olhar na cidade de Toritama, no Pernambuco, onde a população se dedica à confecção de jeans durante o ano inteiro, mas vende grande parte de seus bens para passar o carnaval na praia. O filme foi exibido na mostra Panorama, do Festival de Berlim.
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Com novo 'O Rei Leão', Disney se torna ótima 'plagiadora' de seus próprios clássicos; G1 já viu

G1 - Cinema - 11 Julho, 2019 - 13:01

Nova versão do clássico animado de 1994 reproduz história sem muitas novidades, mas deve divertir e encantar uma nova geração de crianças. Simba ainda filhote em cena de 'O Rei Leão' Divulgação Há um novo "O Rei Leão" chegando. Ele é tão excelente quanto o original, um pouco mais bonito, um pouco menos emotivo, mas, com a exceção de alguma poucas diferenças, é quase idêntico ao de 1994. Com a estreia no próximo dia 18 nos cinemas brasileiros, vai ser fácil entender seu inevitável sucesso – o difícil será determinar se ele é mesmo necessário. A nova versão é o ápice da fase "autoplagiadora" da Disney, que há alguns anos tem regravado seus grandes clássicos animados com resultados variados. Alguns, como "Mogli - O menino lobo" (2016), ficam ótimos. Outros, como "Dumbo" (2019), nem tanto. "O Rei Leão" se encaixa no primeiro grupo, mesmo que se destaque dos demais por contar exatamente a mesma história de seu original, sem grandes modernizações ou desvios. Até as músicas são basicamente as mesmas. As maiores diferenças são a computação gráfica, responsável por animais realistas e uma bela fotografia, e o novo e talentoso elenco. Assista ao trailer oficial de 'O Rei Leão' Quem não gosta de Simba bom sujeito não é Com tudo isso, a trama continua carregada nas suas inspirações shakespearianas. As intrigas de inveja e poder na realeza são transportadas para a savana africana, onde o leão filhote Simba é criado para um dia tomar o lugar de seu pai, rei da região. Depois de cair em uma cilada de seu tio invejoso, o jovem foge e faz duas amizades inesperadas para aprender a viver sem preocupações. Tudo muito bonito e musical, até que seu passado como herdeiro volta para cobrar a conta. Para ser justo, essa mesma história foi uma das responsáveis pelo atual status de clássico da animação. A estratégia "em time que está ganhando não se mexe" é justificada também pela arrecadação arrebatadora, que rendeu à Disney a maior bilheteria do ano em 1994. Simba, Timão e Pumba em cena de 'O Rei Leão' Divulgação Dá pra entender, mas ao mesmo tempo fica difícil falar que quem já viu o primeiro precisa assistir a este segundo, à exceção do grande espetáculo visual que proporciona. Infelizmente, todo o realismo gerado pela nova técnica de animação também impede que os protagonistas transmitam todas as emoções dos personagens desenhados. Na maior parte do tempo, é possível até acreditar que são leões de verdade falando e cantando, mas a simulação falha nos momentos que pedem mais intensidade. Mufasa e Simba em cena de 'O Rei Leão' Divulgação O peso das vozes e do momento O grande mérito do novo "O Rei Leão" está no esforço da Disney em aumentar a representatividade de seu elenco através da escolha de atores como Donald Glover ("Atlanta") e Beyoncé nos papéis principais. É bom ver uma história passada na África contada através de vozes em sua maioria negras, por mais que seus donos não apareçam propriamente na tela. De certa forma, corrige uma injustiça histórica, já que há 25 anos essa discussão não existia com a mesma proporção. Os dois se saem muito bem na versão em inglês, exibida para jornalistas (em português, a dupla é substituída por Ícaro Silva e Iza), por mais que sua participação fique relegada à metade final do filme. Nala e Simba em cena de 'O Rei Leão' Divulgação Já Chiwetel Ejiofor rouba a cena em todos os momentos em que seu vilão Scar aparece. Um grande trabalho do ganhador do Oscar por "12 anos de escravidão", que tinha a difícil missão de substituir Jeremy Irons, outro ator consagrado. A regravação também mostrará que merece sua existência se conseguir comover uma nova geração de crianças da mesma forma que o original o fez. Claro, todo mundo ainda pode (e deve) mostrar a animação a seus filhos, mas é difícil comparar uma assistida solitária ao impacto cultural que um grande lançamento tem. A Disney com certeza romperá mais uma vez a barreira do US$ 1 bilhão em bilheterias, dando continuidade assim à sua espécie de franquia que adapta seus próprios clássicos. Justo, mas às vezes bate aquela dúvida se não valeria mais a pena ver tanto tempo e energia gasto em novas histórias. Scar e suas capangas hienas em cena de 'O Rei Leão' Divulgação
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