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'As Panteras' reúne bom trio de protagonistas em aventura pouco inspirada; G1 já viu

G1 - Cinema - 4 horas 39 minutos atrás

Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska são nova geração das agentes que trabalham para misterioso Charlie. Diretora Elizabeth Banks acumula funções e não se sai tão bem em todas elas. "As mulheres podem fazer qualquer coisa". Essa é a primeira frase que os espectadores ouvem ao começar o novo "As Panteras", que estreia no Brasil nesta quinta-feira (14). Sobre isso, não há o que discutir. Ainda em um filme que se inspira na popular série de TV que durou cinco temporadas nos anos 1970 e que já tinha rendido duas adaptações ao cinemas estreladas por Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu nos anos 2000. Por isso mesmo, a nova produção, embora seja divertida e possa agradar boa parte do público (não só o feminino), poderia ter sido melhor trabalhada para que rendesse uma aventura mais interessante. O problema do filme é que suas falhas, principalmente no roteiro e na direção, ficam cada vez mais evidentes à medida que a trama avança, tornando-o num mero passatempo facilmente esquecível. Para o público brasileiro, o início do filme desperta uma certa curiosidade já que somos apresentados a Sabina (Kristen Stewart, a Bella de "Crepúsculo") e Jane (Ella Balinska) numa missão no Rio de Janeiro, com direito a uma nova música de Anitta, "Pantera" (feita exclusivamente para a trilha sonora) e um português muito mal falado por alguns atores (incluindo Kristen). As duas trabalham para o misterioso Charles Townsend, que criou uma agência de investigação de alto nível. Assista ao trailer de "As Panteras" Panteras pelo mundo Um dos grandes acertos do filme é mostrar que a Agência Townsend usa seus recursos para operar em várias partes do mundo. Cada uma conta com suas próprias Panteras, além de um "Bosley", espécie de agente encarregado de apoiar as heroínas. Elizabeth Banks interpreta um deles, mas a atriz também dirige, roteiriza e é uma das produtoras do filme. Com sua ajuda, Sabina e Jane precisam proteger a jovem cientista Elena (Naomi Scott, a Jasmine da versão com atores de "Aladdin"), que se tornou alvo de um grupo criminoso ao criar uma nova fonte de energia sustentável. Assim, a novata entra no universo das Panteras, com direito a figurino incrementado, armas, disfarces e os mais variados apetrechos para ajudar suas novas amigas a impedirem os vilões. Tudo com muita personalidade e girl power, claro. Ella Balinka, Kristen Stewart e Naomi Scott em cena de "As Panteras" Divulgação Anjos em sintonia Outra bola dentro deste novo "As Panteras" é o fato de que o filme não é um recomeço ou uma regravação, algo cada vez mais comum toda vez que é anunciado um projeto inspirado numa franquia que já fez sucesso. A trama mostra que todos os acontecimentos da série de TV e dos dois filmes anteriores estão valendo, como se fosse, na verdade, uma sequência de "As Panteras Detonando" (2003). Tanto que, num dos momentos mais divertidos da produção, podemos ver outro Bosley, de Patrick Stewart (o Professor Xavier dos filmes de "X-Men"), inserido nas histórias anteriores. Isso sem falar em diversos easter eggs espalhados em vários momentos da trama, que vão fazer os fãs das Panteras ficarem com um belo sorriso no rosto. Mas o maior acerto é mesmo a escolha das atrizes para interpretar o trio de protagonistas. Kristen Stewart, que pode causar uma certa estranheza por não ser conhecida por sua fisicalidade, diverte ao dar um ar irônico, meio agressivo e sexualmente ambíguo para Sabina (assim como sua intérprete na vida real). A novata Ella Balinska transmite bem o jeito durão de Jane, cujo treinamento militar a torna uma pessoa mais fechada, o que contrasta bem com a rebeldia da colega. Já Naomi Scott encanta com o seu olhar deslumbrado para tudo o que está acontecendo ao seu redor, mas está longe de fazer o estilo "donzela em perigo". As três demonstram uma ótima química juntas e honram as Panteras que surgiram antes. Elizabeth Banks, a nova Bosley, também dirige, roteiriza e co-produz "As Panteras" Divulgação Potencial desperdiçado O filme não consegue atingir todo o seu potencial por um motivo bem simples. Embora seja bem intencionada, a diretora Elizabeth Banks não tem pulso firme para fazer uma aventura que realmente empolgue. O acúmulo de funções também não fez bem para ela, que até se esforça, mas deixa claro que ainda não está pronta para fazer tantas coisas ao mesmo tempo. Banks, que mostrou ser mais do que atriz ao produzir a série de filmes "A Escolha Perfeita" (além de dirigir um deles), não consegue sair do trivial para fazer as cenas de ação, e as coreografias de luta nunca convencem. Além disso, a montagem picotada das sequências deixa tudo meio confuso, o que pode desconectar os espectadores do que está acontecendo. Quando tudo é meio "feijão com arroz", restam poucos momentos memoráveis. Para piorar, o roteiro também escrito pela cineasta possui muitos erros de lógica (como o momento em que uma das protagonistas é forçada a fazer algo que não queria pelo bem de uma pessoa que ela mal conhece, como se ela fosse essencial para a sua vida) e a inserção de muitas cenas gratuitas, como uma de dança que não faz o menor sentido. Isso sem falar nas reviravoltas que, de tão óbvias, chegam a irritar. Era possível trabalhar melhor as situações para que as surpresas fossem realmente satisfatórias. Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska são "As Panteras" versão 2019 Divulgação Pelo menos, a trilha de canções do filme funciona muito bem. Os fãs de Ariana Grande, por exemplo, não terão do que reclamar, já que há cinco músicas cantadas por ela. Uma delas é o carro-chefe "Don't Call me Angel", em que divide o microfone com Miley Cyrus e Lana Del Rey. Mas também há espaço para a musa da Disco Music Donna Summer, que ganhou uma versão de seu hit "Bad Girl". Só é um pouco triste a participação tímida da música-tema do seriado, que poderia ter recebido uma roupagem mais empolgante, como nos filmes anteriores. Projetado para criar uma nova franquia, "As Panteras" versão 2019 pode até conseguir o seu objetivo, já que, mesmo com os problemas, consegue manter o interesse em suas protagonistas e dá vontade de ver novas histórias envolvendo o trio principal. Mas talvez uma direção diferente possa dar mais vigor e energia para as próximas aventuras das personagens nos anos que virão. Afinal, elas merecem.
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Sociedade de cineastas na França pode suspender Polanski

G1 - Cinema - 13 Novembro, 2019 - 08:09

Instituição vai debater o problema dos abusos sexuais no cinema após diretor ser acusado de estupro em caso de 1975. Roman Polanski em foto de maio de 2017, no Festival de Cinema de Cannes Valery Hache/AFP A Sociedade Civil de Autores, Realizadores e Produtores (ARP), com mais de 200 membros principalmente franceses, debaterá na segunda-feira o problema dos abusos sexuais no cinema, depois que o franco-polonês Roman Polanski foi acusado por uma francesa de tê-la estuprado em 1975. A ARP, com sede na França, reunirá seu conselho de administração e proporá "que, a partir de agora, todo membro condenado pela justiça por um crime de caráter sexual seja excluído e que todo membro acusado pela mesma razão seja suspenso", anunciou a instituição nesta terça-feira, sem citar Polanski. Se o conselho de administração, composto por cerca de vinte membros, validar essa proposta, se abrirá caminho para a suspensão de Polanski, que fugiu dos Estados Unidos em 1978 e continua sendo jugado neste país por manter relações sexuales ilegais com uma menor de idade. Initial plugin text O premiado diretor e membro da ARP não seria excluído, mas "suspenso" da Associação porque o procedimento que lhe afeta nos Estados Unidos está "em curso", informou à AFP o presidente da ARP, Pierre Jolivet. Essa suspensão seria pela acusação da ex-modelo e fotógrafa francesa Valentine Monnier, que em um testemunho publicado na sexta-feira (8) pelo jornal Le Parisien, disse que Polanski a havia golpeado e estuprado em 1975 na Suíça quando ela tinha 18 anos. Na noite desta terça-feira (12), cerca de 40 feministas bloquearam a entrada de um cinema de Paris na pré-estreia do filme "J'accuse", de Polanski, constatou a AFP. "Neste cinema se glorificam os estupradores", dizia um cartaz.
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'Ford vs Ferrari' não supera obsessão por carros mesmo com grandes atuações; G1 já viu

G1 - Cinema - 13 Novembro, 2019 - 06:00

Filme com Matt Damon e Christian Bale perde foco em história real com personagens ricos ao concentrar nas máquinas. Produção estreia nesta quinta-feira (14) no Brasil. Um filme sobre corridas nem sempre precisa ser obcecado por carros em si. Os melhores do gênero usam o tema para contar boas histórias sobre grandes personagens. "Ford vs Ferrari", que estreia nesta quinta-feira (14) no Brasil, chega perto disso, mas se perde em sua paixão pelas máquinas. As grandes atuações da dupla de protagonistas – Christian Bale, ganhador do Oscar por "O vencedor" (2010), e Matt Damon, indicado três vezes, a última por "Perdido em Marte" (2015) – entregam dois personagens interessantes e razoavelmente complexos, baseados na história real que inspirou o filme. Mas o foco exagerado em rotações por minuto, motores mais poderosos e a "liberdade atrás do volante", por mais que sirva como um banquete aos apaixonados por velocidade, aliena quem não sabe (ou não liga para) a diferença entre um catalisador e uma rebimboca da parafuseta (que não existe, aliás). 'Ford vs Ferrari': Assista ao trailer Vencendo a máquina "Ford vs Ferrari" conta a história real, nos anos 1960, do momento em que a montadora americana, humilhada após uma tentativa fracassada de comprar a italiana, decide vencer a rival em uma das corridas mais tradicionais do mundo, a 24 Horas de Le Mans. Pelos números pareceria uma simples história de Davi contra Golias, considerando as quatro vitórias da escuderia nas últimas cinco competições, algo que o filme repete como um mantra. Aos poucos, a trama revela que o maior inimigo da Ford e o poder dos seus milhões de dólares diante da falida fabricante europeia é sua própria burocracia. A virada de expectativa entre heróis e vilões até seria interessante se a verdadeira riqueza da história, seus protagonistas, não se diluísse tanto pelo caminho. Christian Bale em cena de 'Ford vs Ferrari' Divulgação Homens é o que sois Perdidos no embate entre as gigantes estão o construtor de carros de corrida Carroll Shelby (Damon), contratado para desenvolver a máquina campeã para os americanos, e o piloto/mecânico Ken Miles (Bale), o homem certo para o trabalho, mas não para a empresa. Mais do que seguir uma fórmula, o roteiro desperdiça oportunidades. Ao se concentrar na história de orgulho puro de seus protagonistas, algo parecido ao que "Rush: No limite da emoção" (2013) fez, "Ford vs Ferrari" poderia engajar mais seu público geral. Ao invés disso, perde muito tempo com descrições apaixonadas e melosas sobre a "liberdade após 7 mil rotações por minuto", como se isso quisesse dizer algo, e coisas do tipo. Matt Damon em cena de 'Ford vs Ferrari' Divulgação É fácil se identificar com pessoas lutando contra forças inalcançáveis pela paixão e pelo orgulho no que fazem. Já entender o sentimento de alguém a 300 km por hora as tecnicalidades que tornam um carro melhor que o outro são um pouco mais distantes do ser humano comum. O filme até tenta, e constrói belíssimas sequências de corrida, mas a mensagem se perde com a falta de conexão. Uma coisa não se pode negar, no entanto. Com "Ford vs Ferrari" o diretor James Mangold prova mais uma vez que não se intimida com gêneros novos, após passar, com resultados em sua maioria louváveis, por heróis ("Logan"), biografia musical ("Johnny & June"), suspense ("Identidade"), comédia romântica ("Kate & Leopold"), drama ("Garota, interrompida") e thriller policial ("Cop Land: A cidade dos tiras"). Cena de 'Ford vs Ferrari' Divulgação
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'Sonic' ganha novo visual após críticas; ASSISTA ao 1ª trailer com mudanças

G1 - Cinema - 12 Novembro, 2019 - 09:10

Visual do bichinho foi alvo de críticas no começo do ano e filme foi adiado. 'Sonic - O Filme' estreia em 13 de fevereiro. Assista ao novo trailer de 'Sonic - O Filme', com modificações no visual do bichinho Depois de ser alvo de críticas, o visual do "Sonic" mudou. No trailer divulgado nesta terça (12), é possível ver como a produção modificou o bichinho. Assista acima. Quando o primeiro trailer foi divulgado em abril, a internet só falava disso. Alguns internautas compararam a animação do ouriço azul com o "menino-macaco" de "Jumanji". Diante da polêmica, o diretor Jeff Fowler resolveu adiar o lançamento do filme. "Vamos levar um tempo para deixar o Sonic direito", escreveu o cineasta estreante na época. O lançamento estava previsto para o novembro inicialmente. A aventura live-action tem estreia prevista para 13 de fevereiro. James Marsden e Jim Carrey "contracenam" com o famoso ouriço azul. Fowler agradeceu pelo apoio e paciência em post nesta terça (12). "Isso não seria possível sem os fãs", escreveu. Novo visual de 'Sonic' foi divulgado nesta terça (12) Reprodução/Youtube/Paramount Qual foi a primeira versão? O ouriço azul, personagem do famoso game dos anos 90, ganhou inicialmente traços humanos, como braços e pernas longos, que o deixaram com uma aparência duvidosa. Assista ao 1º trailer abaixo. Primeiro visual de 'Sonic' foi criticado em abril Divulgação A imagem do bichinho foi um dos assuntos mais falados no Twitter, tamanha a rejeição ao resultado final em abril. Com a repercussão, o estúdio resolveu voltar a trabalhar na imagem do ouriço azul. Por que visuais dos bichinhos em filmes viraram polêmica entre fãs? "Sonic" é uma comédia de aventura baseada do game do ousado ouriço azul e mostra as aventuras do personagem pelo mundo ao lado de seu recém-descoberto melhor amigo Tom Wachowski (James Marsden). Veja 1º trailer de "Sonic", que teve o visual do bichinho criticado Sonic (dublado por Ben Schwartz) e Tom unem forças para tentar parar o vilão Dr. Robotnik, papel de Jim Carey. Sonic surgiu em 1991, como uma resposta da Sega para Mario, personagem da Nintendo. O game vendeu mais de 360 milhões de cópias, em diversas plataformas, desde então.
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'O Irlandês' reúne Al Pacino, De Niro e Joe Pesci em filme excelente e sem riscos de Scorsese; G1 já viu

G1 - Cinema - 12 Novembro, 2019 - 06:00

Reencontro do diretor com dupla de suas histórias de máfia e adição de Pacino é genial como se previa, mas não apresenta grandes surpresas. Produção estreia quinta-feira (14) no Brasil. Ao juntar Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci em um filme sobre as relações profundas da máfia italiana com a história recente dos Estados Unidos, o diretor Martin Scorsese chega, de certa forma, ao ápice de sua carreira – mesmo que esta não seja sua melhor obra. A produção, que estreia nesta quinta-feira (14) em 19 cinemas de 15 cidades brasileiras para depois entrar no catálogo da Netflix no dia 27, consegue as esperadas atuações gigantescas de seu trio de protagonistas, com um imenso destaque ao trabalho de Pesci. Mesmo assim, é difícil negar que o diretor tenha corrido muito poucos riscos ao longo das inacreditáveis três horas e meia de duração do filme. Mais do que retornar a um dos temas pelo qual se tornou mais conhecido, ainda recrutou dois dos atores mais importantes de sua geração. Não tinha como dar errado. A tecnologia usada para rejuvenescer os atores pode até ser vista como um grande desafio – que os veteranos tiram de letra. Mas "O Irlandês" é Scorsese jogando seguro como poucas vezes se viu em sua rica filmografia. Assista ao novo trailer de "O Irlandês Quem matou Jimmy Hoffa? A adaptação do livro de mesmo nome escrito por Charles Brandt conta a história de Frank Sheeran (De Niro), o Irlandês do título, desde seu começo como um simples gângster e matador até a amizade com o líder sindical Jimmy Hoffa (Pacino). Com isso, constrói uma teoria para um dos desaparecimentos mais conhecidos da história americana, ao mesmo tempo em que narra o (possível) envolvimento da máfia italiana com outros eventos notórios, como a eleição de John F. Kennedy à presidência. Tudo isso enquanto se preocupa mais uma vez com o lado humano da organização criminosa, em uma discussão sobre poder e legado. A tecnologia – que dá aos septuagenários a possibilidade de interpretarem seus personagens desde os 30 anos até o fim de suas vidas – funciona bem, por mais que a primeira impressão seja a de estar assistindo a um video game moderno. Tirando a novidade, o resto do filme funciona como a grande obra de arte que se pode esperar da reunião de Scorsese com a dupla de "Os bons companheiros" (1990) e "Cassino" (1995) e a adição de Pacino, em seu primeiro trabalho com o diretor. Joe Pesci e Robert De Niro em cena de 'O Irlandês' Divulgação/Netflix Genialidade sem novidade Dos três, que obviamente ganharão merecidas indicações ao Oscar, Pesci se destaca no papel do chefe mafioso calmo e sábio, o oposto de seu Tommy DeVito do clássico de 1990. Afastado do cinema desde 2010, o ator apresenta uma terna porém poderosa atuação, melhor exemplo da humanidade por trás dos gângsters de Scorsese. O cineasta, aliás, produz mais uma narrativa violenta e bem-humorada a partir do roteiro do ganhador de uma estatueta por "A lista de Schindler" (1993), Steven Zaillian. Marca do trabalho do diretor, o equilíbrio entre sangue e leveza destacam sua conhecida genialidade. Fácil prever que ele também deve ser lembrado pela Academia – assim como o filme. Outro ponto que reforça sua grandeza é a duração da produção. As três horas e meia poderiam parecer intermináveis nas mãos de alguém com menor destreza, mas Scorsese faz com que elas passem sem grande impacto sobre o público (tirando, é claro, as corridas apressadas ao banheiro). Jesse Plemons, Ray Romano, Robert De Niro e Al Pacino em cena de 'O Irlandês' Divulgação/Netflix Por isso que a maior decepção seja a falta de riscos corrida pelo projeto, que parece se apoiar na força de seu elenco e em elementos já testados e aprovados pelo diretor. Após a publicação de seu texto no jornal "New York Times" sobre filmes de heróis e como o cinema, para ele, é "trazer o inesperado", é um pouco decepcionante. "O Irlandês" é genial como todos podiam esperar de uma produção envolvendo todos esses nomes (o filme ainda conta com participação de Harvey Keitel!), mas também parece, às vezes, um pouco com déjà vu. Robert De Niro e Joe Pesci em cena de 'O Irlandês' Divulgação/Netflix
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'Minha Mãe é uma Peça 3' ganha primeiro trailer; ASSISTA

G1 - Cinema - 11 Novembro, 2019 - 18:59
Filme de Paulo Gustavo foi alvo de polêmicas em setembro quando foi anunciado que o casamento gay do filho de Dona Hermínia não terá beijo. Assista ao trailer de 'Minha Mãe é uma Peça 3' "Minha Mãe é uma Peça 3" ganhou o primeiro trailer nesta segunda (11). Assista acima. O trailer mostra como Dona Hermínia (Paulo Gustavo) vai reagir ao novo momento da família, com Marcelina (Mariana Xavier) grávida e o casamento do filho Juliano (Rodrigo Pandolfo). Dirigido por Susana Garcia ("Minha Vida em Marte"), o terceiro filme da franquia estreia em 26 de dezembro. Críticas ao filme O humorista foi criticado em setembro quando foi divulgada a informação de que a cena do casamento não terá beijo entre os personagens. Paulo Gustavo disse que a cena nunca foi criada e que momento no filme se trata de 'uma coisa maior'. Herson Capri, Samantha Schmütz, Alexandra Richter e Patricya Travassos completam o elenco.
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'Malévola – Dona do Mal' segue na liderança da bilheteria nacional em quarta semana de exibição

G1 - Cinema - 11 Novembro, 2019 - 12:36

Estreantes da semana, 'Doutor Sono' e 'Parasita' ficam apenas com quinta e sexta posições. Angelina Jolie em cena de 'Malévola' Divulgação "Malévola – Dona do Mal" segue na liderança da bilheteria nacional e já soma mais de R$ 66,8 milhões em arrecadação desde sua estreia nos cinemas do Brasil. Em seu quarto final de semana de exibição, o filme com Angelina Jolie faturou R$ 7,1 milhões, levando 410 mil pessoas aos cinemas. Quem também repete a posição é “Coringa”. Mesmo com seis semanas nos cinemas, o filme permanece na segunda posição de faturamento. Neste final de semana, o longa arrecadou R$ 5,2 milhões. Desde a estreia, “Coringa” já somou R$ 144 milhões. Estreante da semana, “Doutor Sono” apareceu apenas na quinta posição (R$ 452 mil), seguido de “Parasita”, outra novidade no cinema nacional. Os dados são referentes ao período de 7 a 10 de novembro segundo dados da Comscore. Veja o ranking da bilheteria nacional: "Malévola - Dona do mal" - R$ 7,1 milhões "Coringa" - R$ 5,2 milhões "A Família Addams" - R$ 4,6 milhões "O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio" - R$ 3,4 milhões "Doutor Sono" - R$ 2,3 milhões "Parasita" - R$ 452 mil "A Odisseia dos Tontos" - R$ 441 mil “Cadê você, Bernadette?” - R$ 368 mil "Downton Abbey - O Filme" - R$ 304 mil "Zumbilândia - Atire Duas Vezes" - R$ 238 mil ‘Malévola 2’ ganha trailer e mostra embate entre Angelina Jolie e Michelle Pfeiffer
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Filho de Clint Eastwood conta que diretor se recusou a deixar estúdio após pedido para evacuar local

G1 - Cinema - 11 Novembro, 2019 - 08:59

'Meu pai de 89 anos disse: 'não, estamos bem. Há trabalho a ser feito'', lembra Scott Eastwood mostrando imagens de proximidade de fumaça de incêndios que atingem a Califórnia. Scott Eastwood e Clint Eastwood Reprodução/Instagram Scott Eastwood, filho do ator e cineasta Clint Eastwood, usou sua conta no Instagram para contar que o pai se recusou a deixar o estúdio da Warner Bros, em Hollywood, onde estava trabalhando, após o pedido para evacuar o local. No final de semana, a segurança havia pedido a liberação do local por causa da proximidade da fumaça dos incêndios que atingem a Califórnia desde outubro. Junto com o relato, Scott mostrou um vídeo mostrando a fumaça muito próxima ao estúdio. "Isso é de algumas horas atrás. A segurança disse para evacuarmos o estúdio. Mas o meu pai de 89 anos disse: ‘não, estamos bem, há trabalho a ser feito’. Então retornamos para a sala de edição e todos assistimos ao novo filme de Richard Jewell." "E como ele diria: ‘voltem para o trabalho e calem a boca’. História real. A propósito, isso foi em um sábado”. O novo filme do diretor está previsto para chegar aos cinemas em 13 de dezembro. Initial plugin text
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Roman Polanski rejeita acusações de estupro na França e estuda ações legais

G1 - Cinema - 10 Novembro, 2019 - 22:19

Fotógrafa e ex-modelo Valentine Monnier acusa diretor de tê-la agredido e estuprado em 1975 na Suíça, aos 18 anos de idade. Roman Polanski em foto de maio de 2017, no Festival de Cinema de Cannes Valery Hache/AFP O cineasta franco-polonês Roman Polanski, acusado pela francesa Valentine Monnier de tê-la estuprado em 1975, rejeita a acusação "com a maior firmeza", disse neste domingo (10) seu advogado, que está estudando uma "ação judicial" em resposta ao testemunho. "Polanski rejeita firmemente essa acusação de estupro", afirma Hervé Temime em comunicado transmitido à AFP. "Estamos trabalhando em ações legais para responder a esta publicação", diz o advogado. Temime afirmou que o cineasta, cujo próximo filme "Eu Acuso" sobre o caso Dreyfus estreia quarta-feira (13) na França, "não participará do tribunal midiático". Em depoimento publicado na sexta-feira (8) pelo jornal Le Parisien, Monnier, fotógrafa, ex-modelo e que atuou em alguns filmes nos anos 80, acusa Polanski de tê-la agredido e estuprado em 1975 na Suíça, aos 18 anos de idade. Essa acusação se adiciona às de outras mulheres nos últimos anos, igualmente negadas por Polanski. Monnier ressalta que não apresentou uma queixa desses fatos, já prescritos, mas decidiu revelá-los publicamente devido à estreia de "Eu acuso" na França. "Gostaria de lembrar que essa acusação aponta para fatos de 45 anos atrás", escreve Termine em sua declaração. "Se esses fatos estão prescritos há mais de 30 anos, é também porque, após esse período, é impossível coletar todos os elementos necessários para uma investigação", acrescenta. Monnier no sábado (9) recebeu apoio da atriz francesa Adèle Haenel, que recentemente acusou o diretor Christophe Ruggia de "toques" e "assédio sexual" quando era adolescente.
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Francesa que acusa Polanski de estupro enviou carta à esposa de Macron

G1 - Cinema - 9 Novembro, 2019 - 17:41

Valentine Monnier pede posicionamento do governo francês e questiona financiamento de filme 'Eu Acuso'. O diretor francês Roman Polanski chega para a exibição do filme 'Vous n'avez encore rien vu !' em 21 de maio AFP A francesa Valentine Monnier, que acusa o cineasta franco-polonês Roman Polanski de estupro, enviou duas cartas à esposa do presidente francês, Brigitte Macron, de acordo com informações deste sábado (9) passadas pelo gabinete da primeira dama. O testemunho dessa francesa foi publicado nesta sexta-feira (8) pelo jornal francês "Le Parisien". Na história, ela acusa Polanski de espancá-la e estuprá-la em 1975 em sua casa em Gstaad, na Suíça. A acusação é adicionada às de outras mulheres nos últimos anos. Monnier disse que desde 2017, incentivada pelo escândalo de Weinstein nos Estados Unidos, contou sua história em cartas enviadas a várias autoridades, incluindo a esposa de Emmanuel Macron e a polícia de Los Angeles, nos Estados Unidos. Primeira-dama da França, Brigitte Macron, em evento em Azincourt, no sul francês Denis Charlet/AFP O gabinete de Brigitte Macron confirmou o recebimento da carta, datada com o ano de 2018. Monnier reclama especialmente "da ausência de uma resposta da Secretaria de Estado para a Igualdade de Gênero", chefiada por Marlène Shiappa. "Respondemos em fevereiro de 2018 para dizer a ela que Brigitte Macron não poderia intervir em processos judiciais e que transmitimos sua correspondência para Marlène Schiappa", disse o governo francês em resposta. A secretária de Estado respondeu à fotógrafa em março de 2018 em uma carta em que elogiava sua coragem "por ter ousado quebrar o silêncio" por mais de quatro décadas. Monnier também escreveu para a esposa do presidente francês em 2019 "sobre o financiamento do ministério da Cultura para o filme de Polanski 'Eu Acuso'". "Nós respondemos recorrendo ao [Ministério da Cultura] Franck Riester", explicou o gabinete de Brigitte Macron. O advogado do cineasta, Hervé Temime, afirma que Polanski "nega veementemente qualquer acusação de estupro", ressalta que os fatos alegados emontam quase 45 anos e "nunca foram divulgados perante a autoridade judicial". O "Le Parisien" publicou o depoimento alguns dias antes da estreia do novo filme do cineasta, que ainda está na mira da justiça americana no âmbito de um processo de peculato infantil iniciado contra ele em 1977.
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Fotógrafa francesa acusa Polanski de estuprá-la em 1975

G1 - Cinema - 8 Novembro, 2019 - 21:10

Valentine Monnier diz que tinha 18 anos quando foi atacada pelo cineasta na Suíça. O diretor francês Roman Polanski chega para a exibição do filme 'Vous n'avez encore rien vu !', que fez parte da mostra competitiva do 65º Festival de Cannes AFP A francesa Valentine Monnier acusou nesta sexta-feira (8) Roman Polanski de tê-la estuprado em 1975 na Suíça, quando ela tinha 18 anos, em uma declaração publicada pelo jornal "Le Parisien" a poucos dias da estreia do novo filme do cineasta franco-polonês. Monnier, cuja acusação se soma a de outras mulheres nos últimos anos, revela que jamais denunciou o crime - agora prescrito - a polícia. A mulher disse que decidiu revelar o estupro devido à estreia na França do filme "Eu acuso", sobre um famoso erro judicial, o caso Dreyfus. "Não tinha qualquer relação com ele, pessoal ou profissional, só o conhecia", revela a fotógrafa Monnier, que foi modelo em Nova York e participou de alguns filmes nos anos 80, como "Três homens e um bebê" (1987). "Foi de uma violência extrema, após esquiar, em seu chalé em Gstaad (Suíça), me agrediu até que me entreguei. Então me violentou me fazendo sofrer". O advogado do cineasta, Hervé Temime, afirmou ao jornal que Polanski "nega firmemente qualquer acusação de estupro", e destaca que fatos que teriam ocorrido há 45 anos "jamais foram levados ao conhecimento das autoridades". Polanski é alvo da justiça dos Estados Unidos por um processo de corrupção de menores iniciado em 1977. O cineasta admitiu em 1997 ter mantido relações sexuais ilegais com Samantha Geimer, de 13 anos, em um acordo com a justiça, após ser acusado inicialmente de crimes mais graves, incluindo estupro de uma menor sob a influência de narcóticos. Condenado a 90 dias de prisão, foi libertado após 42 dias, mas o juiz mudou sua decisão, avaliando que a sentença era insuficiente. Em janeiro de 1978, Polanski fugiu para Paris e a justiça americana emitiu uma ordem de captura internacional. Desde então tem sido objeto de outras acusações, que segundo seu advogado são "infundadas".
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'Frozen 2': Kristen Bell e Idina Menzel participam de première em Los Angeles; veja FOTOS

G1 - Cinema - 8 Novembro, 2019 - 09:00

Selena Gomez roubou a cena com a irmã no tapete vermelho. Continuação estreia no dia 22 de novembro nos Estados Unidos. Idina Menzel e Kristen Bell posam na première de 'Frozen 2' em Los Angeles Mario Anzuoni/Reuters A première de "Frozen 2" aconteceu nesta quinta (7) em Los Angeles, na Califórnia. Kristen Bell, Idina Menzel, Josh Gad, Jonathan Groff participaram do evento. Eles emprestam suas vozes para Anna, Elsa, Olaf e Kristoff, personagens principais da sequência da Disney, que estreia nos Estados Unidos no dia 22 de novembro. A animação chega ao Brasil em 2 de janeiro. G1 antecipa novidades: veja perguntas e respostas do que sabemos até agora A cantora Selena Gomez foi com a irmã Gracie Elliot Teefey e roubou a cena no tapete vermelho. Selena Gomez e a irmã Gracie Elliot Teefey no tapete vermelho de "Frozen 2" Jordan Strauss/Invision/AP Sterling K. Brown, que interpreta Tenente Mattias, um dos novos personagens da franquia, e os compositores Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez também estiveram no evento. O casal ganhou o Oscar de Melhor Canção Original, por "Let It Go", em 2014. Para o novo filme, eles escreveram sete novas canções, inclusive a nova música-tema de Elsa, "Into the Unknown". A rainha busca a origem de seus poderes em "Frozen 2" e, para chegar a essas respostas, embarca em uma nova aventura com a irmã e os amigos em uma floresta encantada. Kristen Bell posa no tapete vermelho de "Frozen 2" nesta quinta (7), em Los Angeles Valerie Macon/AFP Idina Menzel posa no tapete vermelho de "Frozen 2" nesta quinta (7), em Los Angeles Jordan Strauss/Invision/AP Josh Gad, ator que dá voz a Olaf, posa no tapete vermelho de "Frozen 2" Jordan Strauss/Invision/AP Jonathan Groff, que dá voz a Kristoff, posa no tapete vermelho de "Frozen 2" Jordan Strauss/Invision/AP Sterling K. Brown posa no tapete vermelho de "Frozen 2" nesta quinta (7), em Los Angeles Jordan Strauss/Invision/AP Evan Rachel Wood posa no tapete vermelho de "Frozen 2" nesta quinta (7), em Los Angeles Jordan Strauss/Invision/AP Rachel Matthews posa no tapete vermelho de "Frozen 2" nesta quinta (7), em Los Angeles Chris Pizzello/Invision/AP Produtor Peter Del Vecho e os diretores Jennifer Lee e Chris Buck posam na premiere de "Frozen 2" em Los Angeles Kevin Winter/Getty Images North America/AFP Elenco e equipe de "Frozen 2" posa para foto em premiere em Los Angeles Alberto E. Rodriguez/Getty Images North America/AFP Alfred Molina posa no tapete vermelho de "Frozen 2" nesta quinta (7), em Los Angeles Jordan Strauss/Invision/AP Martha Plimpton posa no tapete vermelho de "Frozen 2" nesta quinta (7), em Los Angeles Jordan Strauss/Invision/AP Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, compositores das músicas da franquia de "Frozen", posam no tapete vermelho em Los Angeles Jordan Strauss/Invision/AP A banda Weezer gravaram uma música para trilha de 'Frozen 2' e Rivers Cuomo e Brian Bell prestigiaram a première nesta quinta (7), em Los Angeles Chris Pizzello/Invision/AP Jason Ritter posa no tapete vermelho de "Frozen 2" nesta quinta (7), em Los Angeles Jordan Strauss/Invision/AP
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'Parasita' pode ir além do Oscar de filme internacional com farsa sobre luta de classes; G1 já viu

G1 - Cinema - 8 Novembro, 2019 - 08:13

Novo filme do coreano Bong Joon-Ho é favorito na categoria após ganhar Palma de Ouro em Cannes, mas pode e deve sonhar com indicação a melhor filme no prêmio da Academia. Ao ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes em maio, o sul-coreano "Parasita" já havia praticamente se garantido como um dos maiores concorrentes ao Oscar de melhor filme internacional. Mas a farsa sobre luta de classes, que vai do limite do pastelão ao thriller, estreia no Brasil nesta quinta-feira (7) com chances reais de conquistar pelo menos uma indicação à categoria principal da Academia. Além de estatuetas, "Parasita" também deve sacramentar o diretor Bong Joon-Ho como um dos grandes nomes da atual geração de todo o mundo. Trailer de 'Parasita' Uma família muito unida O filme conta a história – que se passa na Coreia do Sul, mas que assusta com o quão universal é – de duas famílias em cantos opostos das classes sociais. Os Kim moram em um porão infestado por insetos e têm de roubar o Wi-Fi do vizinho sentados na privada, único ponto em que o sinal funciona. Já os Park moram em uma bela casa projetada por um renomado arquiteto com direito a jardim espaçoso e ensolarado e até a bunker secreto no subsolo. Choi Woo-sik, Song Kang-ho, Jang Hye-jin e Park So-dam em cena de 'Parasita' Divulgação Duas realidades tão distintas se encontram quando o jovem filho dos Kim, através de uma pequena mentira, se torna professor particular da jovem filha dos Park. Pequeno golpe depois de pequeno golpe, toda a sua família em breve conquista diferentes funções no lar. Tudo muito bem, até que o retorno inesperado da antiga governanta da casa dá o velho toque surreal do cinema coreano que ameaça tudo. Ricos legais ou legais porque são ricos? O roteiro que Bong assina com Han Jin-won, seu diretor assistente em "Okja" (2017), constrói o contraste entre as óbvias diferenças entre as famílias. Criado de forma leve, mesmo que não muito sutil, a mensagem nunca soa moralista demais. Choi Woo-sik em cena de 'Parasita' Divulgação A distância entre os Park, que pouco aparecem juntos na mesma cena, parece cada vez maior refletida na proximidade dos Kim. Aglomerados no porão onde moram, são ainda mais unidos na execução de seu plano. "Eles são legais para pessoas ricas", diz o pai (interpretado pelo sempre excelente Song Kang-ho). "Eles são legais porque são ricos", responde a mãe, no último momento de tranquilidade que serve como o melhor exemplo de uma das discussões do filme. Completamente bêbados, os personagens também ilustram quão pouco a sério a trama se leva. Jung Ji-so, Lee Sun-kyun e Jo Yeo-jeong em cena de 'Parasita' Divulgação Nervosas risadas Desta cena em diante o filme entra em uma espiral de loucura e imprevisibilidade excepcional que deve gerar as reações mais desesperadas no público. O bonito é que, por mais que a tensão cresça de forma exponencial, Bong nunca deixa escapar o tom do humor físico que dominava até então. Com isso, não importa quão absurdas sejam as situações, elas se encaixam com as regras criadas pelo roteiro. Tudo isso, somado às incríveis atuações do elenco liderado por Song, credencia "Parasita" como um dos melhores filmes do ano, senão o melhor até o momento. E deve fixar de uma vez a posição do cineasta como um dos mais importantes do mundo, principalmente depois de obras como "O hospedeiro" (2006), "Mother - A Busca Pela Verdade" (2009) e o americano "Expresso da amanhã" (2013).
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Marvel faz cinema? Crítica de Scorsese divide Hollywood

G1 - Cinema - 7 Novembro, 2019 - 16:13

Natalie Portman defende Marvel e diz que 'não há uma forma única de fazer arte'. Diretor recebeu apoio de Francis Ford Coppola, Ken Loach e Fernando Meirelles. Martin Scorsese no Festival de Cannes em 2018 Reuters/Regis Duvignau A rejeição de Martin Scorsese aos filmes da Marvel ao afirmar que "não são cinema", dividiu Hollywood, os espectadores e os fãs, causando reações que variam de apoio incondicional a acusações de hipocrisia e elitismo. O diretor vencedor do Oscar escreveu esta semana uma coluna de opinião no jornal americano New York Times, na qual argumentou que os filmes de super-heróis de grande sucesso não possuem a sensação de risco, mistério e complexidade de personagens que são vitais para a "arte do cinema". "Os filmes da Marvel são o resultado de pesquisas de mercado, testes com o público, para serem examinados, modificados, revestidos e remodelados até que estejam prontos para o consumo", escreveu o diretor de "Os Bons Companheiros". "Eles carecem de algo essencial sobre o cinema: a visão unificadora de um artista individual", acrescentou Scorsese, alimentando a polêmica que iniciou em entrevista para uma revista no mês passado. Famosos como Francis Ford Coppola, Ken Loach e Fernando Meirelles apoiaram Scorsese. Coppola até descreveu a lucrativa franquia como "insignificante". Martin Scorsese e Francis Ford Coppola criticam filmes da Marvel Divulgação/Romain Lafabregue/AFP Alguns dos principais críticos de Hollywood também apoiaram a posição do cineasta. "Scorsese é basicamente um climatologista de filmes, sinalizando uma mudança sinistra que todos podemos ver com nossos próprios olhos", tuitou David Ehrlich, crítico de cinema de Indiewire. "Estou feliz que tenha dito isso, estou triste que tenha tido que fazer isso". No entanto, a rejeição da franquia mais importante do cinema atual provocou um debate em Hollywood sobre o que é "arte" no gênero e quem pode defini-la, principalmente porque Scorsese admitiu que "tentou ver apenas alguns" dos filmes da Marvel. "Não se pode descartar todo um gênero como não cinematográfico sem assistir aos filmes", rebateu Tom Nunan, produtor ganhador de um Oscar e professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), referindo-se à rejeição também sofrida por sucessos como "Tubarão" e "Guerra nas Estrelas" por parte de alguns cineastas. "Mas ninguém teve a audácia de acusar os filmes de grande sucesso de não serem cinema", afirmou. Deus do cinema Bog Iger, CEO da Disney, proprietária da Marvel, disse no mês passado que os comentários de Scorsese eram "muito desrespeitosos para com todas as pessoas que trabalharam nesses filmes". "Ninguém que assistiu a um filme da Marvel pode fazer essa afirmação", acrescentou Iger posteriormente em declarações à BBC. Natalie Portman, que já apareceu em vários filmes da Marvel e estrelará o próximo filme de "Thor", disse ao The Hollywood Reporter que "não há uma forma única de fazer arte". Natalie Portman e Tessa Thompson estarão juntos na quarta parte da saga sobre Thor, que terá o título ‘Thor: love and thunder’ Kevin Winter / Getty Images / AFP Photo Um exército de fãs obcecados pela Marvel extravasou sua fúria nas redes sociais com inúmeros tuítes que chamavam o cineasta de elitista. O professor da Universidade do Sul da Califórnia, Gene Del Vecchio, considerou a posição de Scorsese a "reação da velha escola de Hollywood". "Os cineastas de hoje mudaram, a arte se expandiu", afirmou Del Vecchio, que acredita que os gostos do público se expandiram e que gêneros como ficção científica e fantasia são mais aceitos nos dias atuais. "Mas a velha guarda tem uma visão muito mais restrita da arte", disse ele à AFP. Não ajuda na polêmica a estreia de "O Irlandês", o drama gangster de 160 milhões de dólares de Scorsese para a gigante Netflix. Em seu editorial, Scorsese afirmou que sua posição sobre a Marvel era importante porque as produções de super-heróis estavam deixando os verdadeiros cineastas de fora dos cinemas. No entanto, "O Irlandês" estará em cartaz nos Estados Unidos por apenas 26 dias, um tempo relativamente curto antes de passar exclusivamente para a plataforma Netflix. Chris Evans (Capitão América) chora em 'Vingadores: Ultimato' Divulgação Em comparação, "Vingadores: Ultimato" permaneceu em cartaz por quatro meses após seu lançamento. "Gostaria que o filme fosse exibido em telas maiores por mais tempo? Claro que sim", disse o cineasta, uma posição que Nunan chamou de "hipócrita". "Quando foi que ele se tornou o Deus do cinema? Ele tem negócios com a mesma empresa que muitas pessoas acusam de estar destruindo o cinema", arrematou Nunan.
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