Oscar 2006

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Bennett
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Oscar 2006

Já estou deixando o tópico aberto, para a discussão ao vivo durante a cerimônio de entrega do Oscar. Qualquer comentário em tempo real sobre a cerimônia deve ser feito aqui, evitando a proliferação de mil tópicos sobre assuntos como "Olha o vestido da Bjí¶rk!", ou "Sandra Bullock está com cara de traveco!!!". Qualquer observação (mesmo nas linhas dos exemplos citados), será feita em um tópico apenas. Assim é mais divertido e conveniente para todo mundo.



Assim que o Oscar começar, promovemos o tópico para a página inicial.

Castrezana
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Xi. Comentar no MSN e aqui vai fundir meu cérbero.

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Rodolfo Castrezana
Nerd Rabugento

Bennett
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George Clooney já levou o de ator coadjuvante, com um discurso meio chato.

Blain
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Eu tinha chamado o John Stewart de chato, mas a culpa foi da tradução da globo mesmo. Olhem o artigo da Reuters.



Por Steve Gorman



LOS ANGELES (Reuters) - O comediante Jon Stewart estreou como apresentador do Oscar no domingo, com um repertório repleto de piadas sobre caubóis gays e o excesso de Hollywood, deixando a munição mais pesada para seus dois alvos favoritos: os jornalistas e os polí­ticos.



Stewart, de 43 anos, foi convocado pelos produtores do Oscar para ajudar a aumentar o interesse sobre uma cerimônia que vem sofrendo uma queda na audiência da TV. Ele usou seu humor polí­tico, zombando tanto do apoio de Hollywood aos democratas quanto do recente incidente de caça envolvendo o vice-presidente republicano Dick Cheney.



Ele também apresentou uma montagem de falsos anúncios de campanha com as indicadas ao Oscar de melhor atriz atacando umas í s outras.



Mas ele conseguiu as maiores risadas da noite com uma homenagem a "O Segredo de Brokeback Mountain", uma história de amor entre dois vaqueiros gays, feita com uma coletânea de antigos clipes de filmes de faroeste editados para sugerir que as maiores estrelas do gênero eram homossexuais enrustidos.



Stewart, que costuma atacar o establishment de Washington em seu programa "The Daily Show", que é exibido na TV a cabo norte-americana, manteve seu monólogo de abertura leve, ao contrário do que temiam algumas pessoas.



Em uma alusão ao status tradicional de Hollywood como um bastião de causas liberais, ele elogiou a transmissão do Oscar como um "evento raro, no qual se pode ver todos os seus atores prediletos sem ter que doar nenhuma quantia para o Partido Democrata".



Pouco depois, Stewart fez uma brincadeira com o recente incidente envolvendo Dick Cheney, que atirou por acidente em seu parceiro de caça, e com a cantora islandesa Bjork, que provocou assombro ao comparecer a uma cerimônia do Oscar com um vestido de cisne.



"Mas eu realmente tenho algumas notí­cias tristes", disse Stewart. "Bjork não pôde estar aqui. Ela vestia seu traje de Oscar e Dick Cheney atirou nela."



Em outra estocada contra um de seus alvos costumeiros, a mí­dia, Stewart saudou tanto "Boa Noite e Boa Sorte" quanto "Capote" como filmes importantes sobre "a busca incansável da verdade feita pelo jornalismo", acrescentando: "Nem preciso dizer que os dois são filmes de época."



Chamando a atenção ao três vezes indicado ao Oscar George Clooney, Stewart brincou que o tí­tulo do filme do ator e diretor sobre o jornalista Edward R. Murrow, "Boa Noite e Boa Sorte", "não era apenas o modo como o sr.Murrow se despedia em seu programa, mas também como o sr. Clooney termina todos os seus encontros amorosos."



E em referência aos temas gays que prevaleceram na cerimônia deste ano, graças a "Brokeback" e "Capote", dois dos filmes mais indicados, Stewart disse que "Capote" quebrou tabus porque "mostrou í  América que nem todos os homossexuais eram caubóis viris. Alguns são intelectuais afetados de Nova York."

Blain
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E mais John Stewart



LOS ANGELES (Reuters) - A cerimônia do Oscar no domingo foi um misto de humor polí­tico e comédia, graças em grande parte ao novo apresentador Jon Stewart. Aqui estão algumas das declarações memoráveis feitas no palco e nos bastidores:



"Vocês acham que se todos nós nos reuní­ssemos e derrubássemos isso, a democracia iria florescer em Hollywood?", perguntou o apresentador Jon Stewart, mostrando a grande estátua do Oscar atrás dele e comparando-a com a estátua de Saddam Hussein, que foi derrubada depois da queda de Bagdá, quando forças norte-americanas entraram na cidade em 2003.



"Há mulheres aqui que mal conseguiram dinheiro para comprar tecido suficiente para cobrir seus seios", disse Stewart, brincando que Hollywood estava perdendo dinheiro para a pirataria.



"Estou aqui, acho, sob falsos pretextos. Acho que tenho que ser honesto com vocês. Há 10, 11 anos, eu fiz uma cirurgia de transplante de coração", disse o diretor Robert Altman, 81 anos, revelando o segredo de permanecer tanto tempo em cena enquanto aceitava o prêmio pelo conjunto de sua obra.



"Acho que é muito bom ter reações diferentes, porque com reações diferentes pode-se gerar debates, e debate é uma boa coisa", disse Hany Abu-Assad, diretor de "Paradise Now", no tapete vermelho antes da cerimônia. Seu filme fez com que alguns israelenses dissessem que ele justificava atentados suicidas.



"Capote mostrou í  América que nem todos os gays são caubóis viris -- alguns são na verdade intelectuais sofisticados de Nova York", disse Stewart.



"Não será Oscar", disse Rachel Weisz, vencedora do prêmio de atriz coadjuvante por "O Jardineiro Fiel", quando questionada pelos jornalistas que nome ela pensava dar ao seu bebê.



"Nós somos um pouco intocáveis em Hollywood. Acho que isso é provavelmente uma boa coisa. Somos os que falaram sobre Aids quando o assunto estava apenas sendo sussurrado.... Falamos sobre direitos civis... Me orgulho de fazer parte desta Academia, me orgulho de ser parte desta comunidade, me orgulho de ser 'intocável"', disse George Clooney, que ganhou o Oscar de ator coadjuvante, sobre as mensagens polí­ticas em muitos dos filmes indicados deste ano.



"Bjork não pôde vir aqui -- ela estava usando seu vestido de Oscar e Dick Cheney atirou nela", disse Stewart.

Marcus
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Realmente o discurso do George Clooney foi bem chatinho e politicamente correto. Já o John Stewart foi ótimo. Muito bacana depois daquele clipe de filmes polí­ticos, quando ele diz: "bem, todos esses problemas já foram resolvidos".

Guybrush Threepwood
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Acabei distraindo jogando no PS2 e não vi a premiação, mas puta surpresa a vitória do Crash. Só vi dois dos indicados (o próprio Crash e o Munich), mas fiquei satisfeito pela vitória dele. Grande filme, na minha opinião.

Marcus
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Foi uma surpresa enorme mesmo. Várias pessoas me disseram que acharam por um segundo que era brincadeira do Jack Nicholson a menção a Crash.



Eu nunca vi nada parecido. Nunca vi um franco favorito perder desse jeito pra um azarão. Nunca vi um filme que foi tão mal na pré-temporada de prêmios ganhar o Oscar principal.



Acho que houve um movimento de última hora na Academia para tirar o Oscar de Brokeback Mountain.

Guybrush Threepwood
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Marcus Pessoa wrote:
Foi uma surpresa enorme mesmo. Várias pessoas me disseram que acharam por um segundo que era brincadeira do Jack Nicholson a menção a Crash.



Eu nunca vi nada parecido. Nunca vi um franco favorito perder desse jeito pra um azarão. Nunca vi um filme que foi tão mal na pré-temporada de prêmios ganhar o Oscar principal.



Acho que houve um movimento de última hora na Academia para tirar o Oscar de Brokeback Mountain.




Eu acho que os cabeças da Academia são conservadores demais para premiar um filme cuja a temática seja o homossexualismo. Eu não me surpreendi do Brokeback ter perdido (já imaginava essa possibilidade), mas sim do Crash ter ganho. Tava achando que o prêmio ia para "Good Night, Good Luck" ou "Munich".

Bennett
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Eu já acho Crash, de longe, o pior dos filmes indicados.



Sobre o Jon Stewart, teve uma piada (não piada de fazer "HAHAHAHA") muito boa sobre pirataria, em que ele falou pra ninguém piratear nada porque vai tirar grana do bolso (aponta para o auditório) "DESTAS PESSOAS!".