Terra Selvagem

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Livia
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Taylor Sheridan sempre foi um ator mediano, que vivia de fazer episódios esporádicos em séries sem sucesso. Seu papel mais recorrente foi em Sons of Anarchy, mas não passou disso. Até que, aparentemente ele resolveu trocar de carreira e, em 2015, emplacou o roteiro do sensaconal Sicário. Em 2016 outra porrada, A qualquer custo, lhe valeu uma indicação ao oscar de melhor roteiro. Com o sucesso, ele resolveu que era hora de dar um passo adiante na carreira, e, além de escrever, decidiu dirigir seu próprio filme, chamado Terra Selvagem.

Nele acompanhamos Cory Lambert (Jeremy Renner, sensacional), um caçador que vive em uma reserva indigena ao norte de wyoming, um local que vive sob camadas e camadas de neve. Um dia, ao tentar encontrar um leão da montanha que tem atacado o rebanho de seu sogro, ele acaba encontrando um corpo de uma jovem local, com sinais de violência e estupro. O FBI é avisado, e acabam mandando a agente que se encontra mais perto, Jane Barner (Elizabeth Olsen, esforçada mas um pouco over demais em alguns momentos), uma jovem sem muita experiência, que acaba pedindo a ajuda de cory para tentar rastrear os responsáveis pelo assassinato.

O que poderia ser apenas mais um filme de detetive, acaba se mostrano um drama intimista, que usa o crime como pano de fundo para mostrar a violência que os indigenas sofrem constantemente, principalmente as mulheres, mas o foco principal é mostrar como é ter que lidar com a perca de uma pessoa próxima, pois no decorrer do filme vamos descobrindo que o caçador perdeu uma filha de 16 anos, em situação bem semelhante a da jovem que ele encontrou. Dois momentos são extremamente tocantes, um quando ele vai até a casa do pai da jovem que ele encontrou, e ao chegar lá ambos os pais se dão um abraço e choram, para depois ter uma conversa sob como lidar com a dor, e o outro quando ele conta para a agente como a filha dele morreu. É um momento de dor, onde o Jeremy Renner todo seu potencial, numa atuação contida, mas que vc sente e sofre junto com ele, conforme ele vai contando. Na minha sincera opnião, uma atuação que merecia muito mais uma indicação do que a do Daniel Kaluuya, por exemplo. O filme vai se desenrolando lentamente, até seu ápice final, que é bem satisfatório.

É extremamente surpreendente como um diretor estreiante consegue conduzir tão bem o filme. Seus longos planos abertos de campo nevado, e acima de tudo, o silêncio, são esmagadores. A sensação de desolação, a angústia dos personagens, tudo é visível e palpável. Embora o filme tenha alguns erros de montagem, que não atrapalham, ele é todo bem amarrado. A única resalva é uma sequência, já perto do final, que acabou sendo desnecessáia, pois a aquela altura o espectador já conseguia facilmente entender o que havia acontecido, ele não precisava assistir o acontecimento "in loco". Mas, embora seja desnecessária, a cena é extremamente bem conduzida, nos deixando com uma sensação de impotência. Sem violência gratuíta, é uma cena delicada que nos ajuda a entender as ações tomadas pelo protagonista ao fim do filme.

A sensação que fica no final é que Taylor Sheridan tem futuro, seja como roteirista ou como diretor. É um cara pra se prestar atenção nos seus próximos lançamentos.

 

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And then there was silence...

agraciotti
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Nossa, achei esse filme uma MERDA gigante. No nivel OFENSIVO. Talvez o q mais odiei de tudo o q vi ano passado.

É o tipico filme q quer ser metido a politizado denunciando injustiças historicas reais (no caso, violência contra mulheres indígenas), mas faz tudo errado quando coloca do ponto de vista do estrangeiro branco salvador da pátria. Fala sério. E eu achando q hoje em dia esse tipo de ingenuidade sem noção ja está sendo discutida o suficiente pra nao acontecer mais. Mas....pelo jeito, vai demorar.

Nota 0

 

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[quote=agraciotti]

Nossa, achei esse filme uma MERDA gigante. No nivel OFENSIVO. Talvez o q mais odiei de tudo o q vi ano passado.

É o tipico filme q quer ser metido a politizado denunciando injustiças historicas reais (no caso, violência contra mulheres indígenas), mas faz tudo errado quando coloca do ponto de vista do estrangeiro branco salvador da pátria. Fala sério. E eu achando q hoje em dia esse tipo de ingenuidade sem noção ja está sendo discutida o suficiente pra nao acontecer mais. Mas....pelo jeito, vai demorar.

Nota 0

 

 

 

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porra, eu jurava q tu tinha gostado

quer dizer q se substituisse o renner por um indio seria bom?

 

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And then there was silence...

agraciotti
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Livia wrote:

porra, eu jurava q tu tinha gostado

quer dizer q se substituisse o renner por um indio seria bom?

bom eu já nao sei pq acho o filme ruim por outros motivos também (tem uns maneirismos típicos de roteirista que vira diretor). 

Mas ao menos não seria tao vergonhoso. White savior my ass  (https://en.wikipedia.org/wiki/White_savior_narrative_in_film)

 

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