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Westworld

Eu sobrevivi ao Hype, não tinha assistido nem lido nada sobre a série desde o seu lançamento. Esperei a poeira baixar e resolvi começar a assistir esse fim de semana. Como não tenho mais vida social, consegui ver oito episódios em sequencia, faltando apenas dois para terminar.

Hoje ou amanhã eu venho aqui e termino o tópico. Mas ja da pra dizer q é uma das melhores séries do ano passado. Fácil.

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Oscar 2017

 

Melhor Filme

 
A Chegada
Até o Último Homem
Estrelas Além do Tempo
Lion: Uma Jornada para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar
Um Limite Entre Nós
A Qualquer Custo
La La Land: Cantando Estações
Manchester à Beira-Mar
 
Melhor Diretor
 
Denis Villeneuve - A Chegada
Mel Gibson - Até o Último Homem
Damien Chazelle - La La Land: Cantando Estações
Kenneth Lonergan - Manchester à Beira-Mar
Barry Jenkins - Moonlight: Sob a Luz do Luar
 
Melhor Atriz
 
Isabelle Huppert - Elle
Ruth Negga - Loving
Natalie Portman - Jackie
Emma Stone - La La Land: Cantando Estações
Meryl Streep - Florence: Quem é Essa Mulher?
 
Melhor Ator
 
Casey Affleck - Manchester à Beira-Mar
Andrew Garfield - Até o Último Homem
Ryan Gosling - La La Land: Cantando Estações
Viggo Mortensen - Capitão Fantástico
Denzel Washington - Um Limite Entre Nós
 
Melhor Ator Coadjuvante
 
Mahershala Ali - Moonlight: Sob a Luz do Luar
Jeff Bridges - A Qualquer Custo
Lucas Hedges - Manchester à Beira-Mar
Dev Patel - Lion: Uma Jornada para Casa
Michael Shannon - Animais Noturnos
 
Melhor Atriz Coadjuvante
 
Viola Davis - Um Limite Entre Nós
Naomie Haris - Moonlight: Sob a Luz do Luar
Nicole Kidman - Lion: Uma Jornada para Casa
Octavia Spencer - Estrelas Além do Tempo
Michelle Williams - Manchester à Beira-Mar
 
Melhor Roteiro Original
 
Taylor Sheridan - A Qualquer Custo
Damien Chazelle - La La Land: Cantando Estações
Yorgos Lanthimos e Efthimis Filippou - The Lobster
Kenneth Lonergan - Manchester à Beira-Mar
Mike Mills - 20th Century Women
 
Melhor Roteiro Adaptado
 
Eric Heisserer - A Chegada
August Wilson - Um Limite Entre Nós
Allison Schroeder e Theodore Melfi - Estrelas Além do Tempo
Luke Davis - Lion: Uma Jornada para Casa
Barry Jenkins e Tarell Alvin McCraney - Moonlight: Sob a Luz do Luar
 
Melhor  Animação
 
Kubo e as Cordas Mágicas
Moana: Um Mar de Aventuras
Minha Vida de Abobrinha
A Tartaruga Vermelha
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho
 
Melhor Documentário em Curta-Metragem
 
Extremis
4.1 Miles
Joe's Violin
Watani: My Homeland
Os Capacetes Brancos
 
Melhor Documentário em Longa-Metragem
 
Fogo no Mar
Eu Não Sou Seu Negro
Life, Animated
O.J.: Made in America
13ª Emenda
 
Melhor Longa Estrangeiro
 
Terra de Minas (Dinamarca)
A Man Called Ove (Suécia)
O Apartamento (Irã)
Tanna (Austrália)
Toni Erdmann (Alemanha)
 
Melhor Curta-Metragem
 
Ennemis Intérieurs
La Femme et le TGV
Silent Nights
Sing
Timecode
 
Melhor Curta em Animação
 
Blind Vaysha
Borrewed Time
Pear Cider and Cigarettes
Pearl
Piper
 
Melhor Canção Original
 
"Audition (The Fools Who Dream)" | Música de Justin Hurwitz, canção de Benj Pasek e Justin Paul - La La Land: Cantando Estações
"Can't Stop the Feeling" | Música e canção de Justin Timberlake, Max Martin e Karl Johan Schuster - Trolls
"City of Stars" | Música de Justin Hurwitz, canção de Benj Pasek e Justin Paul - La La Land: Cantando Estações
"The Empty Chair" | Música e canção de J. Ralph e Sting - Jim: The James Foley Story
"How Far I'll Go" | Música e canção de Lin-Manuel Miranda - Moana: Um Mar de Aventuras
 
Melhor Fotografia
 
Bradford Young - A Chegada
Linus Sandgren - La La Land: Cantando Estações
Greig Fraser - Lion: Uma Jornada para Casa
James Laxton - Moonlight: Sob a Luz do Luar
Rodrigo Prieto - Silêncio
 
Melhor Figurino
 
Joanna Johnston - Aliados
Colleen Atwood - Animais Fantásticos e Onde Habitam
Consolata Boyle - Florence: Quem é Essa Mulher?
Madeline Fontaine - Jackie
Mary Zophres - La La Land: Cantando Estações
 
Melhor Maquiagem e Cabelo
 
Eva Von Bahr e Love Larson - A Man Called Ove
Joel Harlow e Richard Alonzo - Star Trek: Sem Fronteiras
Alessandro Bertolazzi, Giorgio Gregorini e Christopher Nelson - Esquadrão Suicida
 
Melhor Mixagem de Som
 
Bernard Gariépy Strobl e Claude La Haye - A Chegada
Kevin O'Connell, Andy Wright, Robert Mckenzie e Peter Grace - Até o Último Homem
Andy Nelson, Ai-Ling Lee e Steve A. Morrow - La La Land: Cantando Estações
David Parker, Christopher Scarabosio e Stuart Wilson - Rogue One: Uma História Star Wars
Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Mac Ruth - 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi
 
Melhor Edição de Som
 
Sylvain Bellemare - A Chegada
Wylie Stateman e Renée Tondelli - Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
Robert Mackenzie e Andy Wright - Até o Último Homem
Ai-Ling Lee e Mildred Iatrou Morgan - La La Land: Cantando Estações
Alan Robert Murray e Bub Asman - Sully: O Herói do Rio Hudson
 
Melhores Efeitos Visuais
 
Craig Hammack, Jason Snell, Jason Billington e Burt Dalton - Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
Stephane Ceretti, Richard Bluff, Vincent Cirelli e Paul Corbould - Doutor Estranho
Robert Legato, Adam Valdez, Andrew R. Jones e Dan Lemmon - Mogli: O Menino Lobo
Steve Emerson, Oliver Jones, Brian McLean e Brad Schiff - Kubo e as Cordas Mágicas
John Knoll, Mohen Leo, Hal Hickel e Neil Corbould - Rogue One: Uma História Star Wars
 
Melhor Design de Produção
 
Patrice Vermette (design de produção) e Paul Hotte (decoração de set) - A Chegada
Stuart Craig (design de produção) e Anna Pinnock (decoração de set) - Animais Fantásticos e Onde Habitam
Jess Gonchor (design de produção) e Nancy Haigh (decoração de set) - Ave, César!
David Wasco (design de produção) e Sandy Reynolds-Wasco (decoração de set) - La La Land: Cantando Estações
Guy Hendrix Dyas (design de produção) e Gene Serdena (decoração de set) - Passageiros
 
Melhor Edição
 
Joe Walker - A Chegada
John Gilbert - Até o Último Homem
Jake Roberts - A Qualquer Custo
Tom Cross - La La Land: Cantando Estações
Nat Sanders e Joi McMillon - Moonlight: Sob a Luz do Luar
 
Melhor Trilha Sonora
 
Mica Levi - Jackie
Justin Hurwitz - La La Land: Cantando Estações
Dustin O'Halloran e Hauschka - Lion: Uma Jornada para Casa
Nicholas Britell - Moonlight: Sob a Luz do Luar
Thomas Newman - Passageiros
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Hell or High Water

 

Eu resolvi tentar assistir a todos os indicados pro oscar, e após o la la land, resolvi ver esse.

Eu gosto de filmes de faroeste. Sério. Tenho a trilogia dos dolares em dvd original. Adoro enio morricone. Sempre q sai um faroeste eu normalmente vou no cinema ver. E esse filme é um faroeste, nos dias atuais, mas a estrutura, a narrativa, poderia facilmente ser transportado pra um século atrás e não mudaria basicamente nada do filme.

O filme conta a história de dois irmãos que, após a morte da mãe deles, resolvem assaltar alguns bancos para poderem pagar a hipoteca do rancho da mãe, que estava em vias de ser tomado pelo banco. Um, vivido pelo sempre esquisito ben foster (ah, ele é bom ator, mas sempre faz o papel de estranho), é um ex assaltante de bancos, que passou anos na cadeia, e agora q está em liberdade resolveu ajudar o irmão, vivido pelo chris pine (esqueça todo o preconceito que vc tenha com o chris pine, esse é o papel da vida dele, de longe), que sonha em deixar o rancho para seus dois fiilhos, que vivem com sua ex mulher.

Após dois assaltos bem sucedidos, eles chama a atenção da policia, e um xerife, vivido pelo jeff bridges, e seu assistente, vão cruzar o texas tentando capturar os dois irmãos. A história não foge muito disso, dois anti herois tentando resolver seus problemas e um xerife obstinado os perseguindo. Mas a maneira como o filme é conduzido, é sensacional. Em vários momentos me lembrou o Onde os fracos não tem vez, pelos takes longos, pela brilhante fotografia, a sensação de solidão, e aí por diante.

Assistam, vale muito a pena.

 

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Dr. Estranho

 

Assisti esse fim de semana

O visual é incrivel, a história é legalzinha, mas tirando a parte de barganhar, já esqueci quase tudo

Ah, o benedito mandou bem pacarai

 

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Game of Thrones - Novas temporadas

A pedidos, criamos um tópico novo para discutir Game of Thrones. E inauguro com cenas exclusivas da nova temporada, onde Jamie, Cersei e Tyrion se encontram de novo.
 

Spoiler: Highlight to view

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Trailer de Guardiões da Galáxia - Volume 2

O primeiro foi ótimo e talvez o filme mais "desligado" do Universo Marvel. O segundo já começa bem com um trailer divertidíssimo.

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La La Land: Cantando Estações

Damien Chazelle já nos entregou Whiplash, um dos melhores filmes de 2014. E agora ele vem com La La Land, que me parece uma homenagem aos anos dourados de Hollywood. Não li muito, mas o trailer é de cair o queixo.

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Curta "Sociedade dos heróis esquecidos", da CCXP.

Queria saber quem dirigiu e qual foi o diretor de fotografia. O curta presta uma homenagem a heróis do passado que vão participar de um painel da Comic Con. Ficou do caralho!

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Ghost in Shell - Trailer e cena de abertura

Sim, o diretor é medíocre (Mesmo de Branca de Neve e o Caçador), mas o material original é bom e pelo menos na cena de abertura respeitaram a obra original.

Ghost In Shell, traduzido porcamente aqui como "Vigilante do Futuro" é baseado no animê "Ghost In Shell", de 1995. Se der certo, podemos esperar uma adaptação live action de Akira.

Trailer:

Abertura do animê:

Abertura do filme, com o mesmo visual e trilha sonora do desenho original. Me faltam palavrões para falar o quão bom ficou isso aqui:

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The Red Turtle - Trailer

Descobri o trailer por acaso, ao saber que foi co-produzido pelos Estúdios Ghibli e ganhou a mostra "Um certo olhar" em Cannes.

Elogiadíssimo lá fora e participará do festival Anima Mundi aqui. Fica a dica aos amigos.

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Mulher Maravilha - Trailer oficial

Gostei. Está com aquele clima do primeiro Capitão America, que ainda considero o melhor filme dessa nova fase da Marvel nos cinemas.

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T2: Trainspotting

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Enfim o trailer do novo Star Wars

Estou sem palavras. Assistam aí.

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Perdido em Marte (ou Minha primeira experiência 3D)

Sim! Desde Avatar tenho ensaiado assistir a um filme em 3D, mas uma série de pré-conceitos sempre me afastou das versões 4 olhos dos filmes.

Mas, primeiro, vamos ao filme em questão.

COCÔ

Joinha. É o resumo do filme. Eu gostei, mas não vi nenhum conteúdo tão aprofundado que merecesse os debates que tenho lido na internet, incluindo os temas solidariedade, meritocracia e o escambau.

Não vi nada de solidariedade nem de meritocracia (detesto esse termo - soa muito aéciano) para buscar um astronauta que foi dado como morto. Enfim, tem muito blá´, blá, blá por aí sobre o filme - talvez por ser do Ridley Scott. O cara ficou esquecido e buscá-lo nada mais é do que a obrigação da NASA.

O que conta é que é um filme divertido e muito bem-humorado sobre o resgate de um sobrevivente em marte (chupa, Bear Grylls!). Não tem nada de original. Reconheci ali traços de Planeta Vermelho e Náufrago, por exemplo.

Tem também a questão de Relações Públicas (RP), como lidar com a opinião pública sobre o assunto. No final das contas, pareceu uma 'homenagem' o feito de 69 (no bom sentido - quando o homem chegou à Lua), ao mesmo tempo que não fez a diferença na decisão final sobre o resgate do Watney (Matt Damon).

Sobre a atuação do Matt Damon, acho que não houve dificuldades que justifiquem elogios à mesma. O que mais impressiona é o bom humor com que o personagem encara os fatos. Com tema semelhante, a atuação de Sandra Bullock em Gravidade é incomparável, sentimos tudo que a personagem sente. Já em Perdido em Marte, parece, no máximo, que ele está perdido no deserto de Las Vegas, logo ali. A distância absurda, o isolamento e os recursos escassoz não causam o devido impacto.

É um bom filme (recomendo), mas é do tipo pipoca. Você assiste, mas logo, logo já pensa na morte da bezerra.

CU

Agora, sobre o 3D, declaro minha rendição. Resultado muito acima do que imaginei. Deu vontade de comprar uma TV 3D só pra ver todos novamente os filmes recentes que vi em 2D.

O fato de parecer que estamos imersos na cena me convenceu. Os R$ 3,00 de diferença valeram a pena. Teve até uma cena em que, durante uma tempestade em Marte, via as partículas de areia (?) vindo na minha cara. Aproveitei pra dar um tapa no rosto da pessoa que tava do lado e gritei: "eu também senti!". Vantagens do 3D.

Acho que não se justifica em todo e qualquer tipo de filme, mas é um plus interessante quando se trata de paisagens exóticas e situações extremas vividas pelos personagens.

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Homem Formiga

Não entendo.

A Marvel tinha nas mãos uma chance de ouro de chutar o balde e fazer algo realmente corajoso e criativo. Mas não....fazem um filminho de ação de SEMPRE, usando o template de 9 entre cada 10 blockbusters dos últimos tempos. Sem contar q a trama e os personagens é quase um remake do primeiro Homem de Ferro, só q muito piores. A sorte é q, como sempre, o casting é muito bom e os atores salvam o texto horrivel (é dificil segurar a risada quando Michael Douglas tem a constrangedora fala "Ela ativou o regulador...e entrou no universo subatômico...e depois, morreu". E ainda num momento q tenta ser emotivo mas é simplesmente horrível. Q fase para os atores de hollywood hein! ). Sério, o carisma do Paul Rudd e Michael Douglas e o alívio cômico do Michael Peña seguram o filme nas costas. 

O filme até tem bons momentos, bons efeitos e garante algumas boas risadas, mas é inevitável não sentir a frustração de q poderia ter sido MUITO mais. Afinal, é um material totalmente D (nem B nem C) da Marvel, de um herói desconhecido e com premissa meio ridícula. Porque não investir na auto-paródia ao ridículo como em os Guardiões da Galáxia? Porque esse draminha familiar de sempre? Porque esse vilão caricato q só faltou gargalhar para o alto como o Esqueleto? (talvez o pior vilão da Marvel. Só perde pro Guy Pierce do Homem de Ferro 3. Mas aí nao conta pq HF3 ganha de qualquer filme na ruindade em qualquer quesito). Porque aquela sequência da invasão ao complexo do vilão TAAAAO chata? (meia hora dele voando nas costas de formigas e navegando por tubulações). Pra que essa conveniência boba do padrasto da filha do herói ser da polícia ?? (até Tropa de Elite 2 usou isso).   Porque esse clímax DE SEMPRE do vilao indo na casa do herói sequestrar filha/familia?? (só em Os Incriveis q foi legal). E por que forçam TANTO a barra pra ligar aos Vingadores, como essa luta desncessária contra o Falcão?? (já começo a achar q a Marvel só vai voltar a fazer algum filme realmente bom quando se livrar dos Vingadores 3 logo).

É tanta clichezada e falta de criatividade em um material com tanto potencial q não dá pra não ficar puto. Os melhores momentos são obviamente fruto da mente ou influência do Edgar Wright (o iphone tocando The Cure ou todas as cenas do Michael Peña são a CARA do Wright) e me dói só de imaginar o filme - certamente melhor - q ele teria feito...

Acho q a Marvel deveria dar o novo Homem Aranha nas mãos dele, só pra se redimir.

 

nota: 6,5

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O Exterminador do Futuro 5: Genisys

Desnecessário: não há definição melhor para descrever este filme.
 
E olha que posso estar sendo bonzinho, pois certeza que alguns vão ficar irados com as mudanças que este Genisys traz para a franquia Terminator.
 
Pra começar, pra que mudar toda a história da trilogia original ( nem tô contando aquele Terminator: Salvation, que ninguém lembra mesmo )? A trama central aqui gira em torno disso, inclusive com o tal Dia do Juízo Final – momento em que a Skynet toma conta das defesas do planeta e destrói geral – passando de 1997 para 2007. 
 
Contando a treta: o filme inicia com John Connor e sua trupe do futuro mais uma vez tentando derrubar a Skynet e mandando o seu soldado ( e eventual pai ) Kyle Reese para o passado, a fim de defender sua mãe Sarah Connor do Exterminador. Só que desta vez, Kyle acaba voltando para um passado alternativo, onde encontra uma Sarah mais jovem já se virando muito bem sozinha – e até contando com a ajuda de outro Exterminador.
 
Nem vou terminar de explicar porque não faz muito sentido mesmo. E pior que não fica nisso: Sarah e seu Exterminador de estimação ( que ela chama de “Pops”, traduzido como “Papi” aqui na terrinha... ) criam uma máquina do tempo para ir até 1997 evitar o Dia do Juízo Final – só que Kyle volta com lembranças de que o tal Dia ocorrerá em 2007, não mais causado pela Skynet, mas sim por conta de um programa chamado Genisys. E lá vão Sarah e Kyle pra 2007 – onde acabam encontrando ninguém menos que seu filho John Connor, em versão adulta, vindo do futuro com poderes muito peculiares – coisa que o trailer havia entregado de bandeja.
 
Ou seja: é uma bagunça só. Também não ajuda que diversas cenas ( principalmente na primeira parte do filme ) são basicamente remakes de cenas da trilogia anterior – até o Exterminador de metal líquido reaparece aqui, claro que sem o impacto que seus efeitos tiveram em 1992. Aliás, tecnicamente, algumas sequências de ação até são legais ( a exceção gritante é uma patética perseguição de helicóptero ), com os efeitos sonoros sendo o destaque absoluto. 
 
O Scharwza salva o pouco que consegue, muito a vontade no papel da sua vida – e aqui, em algumas variações do próprio Exterminador. Tirando ele, o resto do elenco tá todo errado: o John Connor é um canastrão de quinta coberto por uma maquiagem tosca; o Kyle Reese consegue ser menos natural que o Schwarza e a Daenerys chega a irritar na sua versão teen de Sarah Connor. Salva-se a participação muito pontual do oscarizado JK Simmons, que entra e sai sem mais nem menos, mas poderia acrescentar bem mais a trama. 
 
Enfim, é uma grande perda de tempo e triste constatar que estão tentando iniciar uma nova trilogia com base no que é mostrado aqui. Pelo menos, a bilheteria está deixando a desejar e, quem sabe, isso faça o estúdio desistir do quase sacrilégio que estão fazendo com o Exterminador do Futuro. 
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Minions

 
Quem não ama os Minions tem sérios problemas. Aponto o dedo e confesso, porque eu era alguém assim. Quando assisti o primeiro Meu Malvado Favorito, achei que os ajudantes amarelos do Gru eram apenas uma desculpa para atrair as crianças a um filme onde o vilão era o centro das atenções – e pra vender brinquedos, claro. Quando assisti o segundo filme, eles já me conquistaram um pouco mais, mas também tiveram bem mais tempo de tela.
 
E agora chega a dominação mundial, o filme que vai te fazer comprar aquele Mclanche Feliz pra ganhar um boneco que fala PO-KA! Resistir é inútil, porque eles são fofos, falam sua própria língua, tem um leve conteúdo ambíguo ( lembre que eles são vilões ) e SÃO MUITO FOFOS!
 
Mas também só isso, algo que o raso filme deixa bem claro: a graça aqui são os Minions, ponto. O restante é perfumaria. 
 
Uma pena porque tudo começa muito bem, contando a origem dos seres amarelados e unicelulares desde a época da pré-história, onde começaram a perseguir um T-Rex e o homem das cavernas em busca de alguém muito mau para liderá-los – e, a exemplo de todos os que vieram depois, acabam ferrando com seu líder de forma inocente e hilária. Em certo momento, sem mais ninguém para seguir, resolvem se isolar na Antártida. Felizmente, Kevin, Stuart e Bob resolvem sair da comunidade esquecida no gelo e vão atrás de um vilão pra chamar de seu. Depois de um segmento meio road-movie nos EUA, os Minions chegam na Londres dos anos 60, onde acham sua potencial nova líder: Scarlett Overkill.
 
E depois disso, o filme desanda que dá dó. Correria pra lá e pra cá, explosões sem muito sentido e desenvolvimento de personagens zero, quase um desenho qualquer de televisão – se não fosse a graça dos personagens-título, dava pra levantar e ir embora. Pelo menos, uma surpresa não tão surpresa aparece no finalzinho e resgata a conclusão e as cenas durante os créditos.
 
Enfim, é uma pena que o filme não brinque bem mais com as aparições dos Minions pela história da humanidade – a interação deles com diversos ícones é o ponto alto da primeira meia hora e poderia ser muito mais aproveitada.
 
Mas paciência: tem Meu Malvado Favorito 3 em 2017. E o Mclanche Feliz, claro.
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DivertidaMente

 
O que chama atenção aqui é que talvez este seja o primeiro filme da Pixar onde o conceito é maior que os personagens que estão nele. Claro que é um desenho, naquele sentido bem amplo da palavra que o estúdio ajudou a ampliar, mas ao final fica a impressão que DivertidaMente é mais um estudo de caso em forma de animação. E quem dera todo estudo tivesse uma adaptação tão fantástica como esta.
 
A história tem premissa simples: acompanhamos uma simpática menina de 11 anos, Riley, que está se mudando com sua família de uma cidadezinha no meio dos EUA para São Francisco – e por mudar, entenda-se nova casa, escola, amigos e etc. A diferença é que vemos Riley por dentro, acompanhando as cinco emoções que a comandam ( Alegria, Tristeza, Raiva, Nojo e Medo ) se adaptarem a todas estas novidades, cada uma de um jeito muito específico e comandando a menina em um certo ponto. Alegria deixa Riley animada com as possibilidades; Raiva faz Riley ficar irritada que as coisas não são mais como eram; Nojo deixa a menina com pé atrás tanto quanto a casa nova como com os pais; Medo está sempre presente, ainda que não seja o sentimento dominante; e Tristeza vai aos poucos dominando a situação. E isso acontece com cada coisinha que acontece na vida de Riley: dependendo do momento, uma das emoções toma conta e a reação pode ser totalmente inesperada.
 
Mas isso do lado externo, onde a menina interage com os pais e o mundo – só que boa parte do filme e da aventura acontece dentro da cabeça de Riley, quando Alegria e Tristeza se veem separadas dos outros sentimentos e precisam dar um jeito de voltar ao comando das emoções, para que evitar que Raiva, Nojo e Medo dominem Riley e deixem sua vida uma zona.
 
É um pouco complicado e ao mesmo tempo simples ( e estraga-prazeres, acima de tudo ) explicar como a Pixar criou esta interação entre as emoções e a menina, principalmente colocar em palavras o mundo em que as emoções existem – e como tudo o que vemos nele não apenas faz um sentido absurdo, apresentando como se dá o desenvolvimento de cada pessoa, mas também criando metáforas geniais para a vida humana. Como os milhões de esferas que guardam cada pensamento de Riley, cada uma com uma cor identificada pela emoção predominante – que na verdade, são pequenas pérolas da memória. Eu falei, não é um mero desenho. 
 
Em paralelo, tudo é muito colorido, engraçado e tocante, como um desenho deve ser, e vale assistir uma segunda vez para ver o outro lado da moeda – se você viu com olhos mais adultos, captando todo o conteúdo mais profundo, com a história curiosa de como Riley vai deixando de ser criança; ou vice-versa, se apenas focou na ágil trama que faz jus aos clássicos da Pixar. E certeza que vai ficar pensando em uma eventual continuação, pra ver Riley lidar com suas emoções quando adolescente, adulta, mais velha ( algo que as cenas durante os créditos dão uma pista ).
 
DivertidaMente é tão criativo e interessante até o último minuto de projeção que nem as dublagens nada inspiradas chegam a atrapalhar, no máximo deixam com muita curiosidade pra ver como deve ser a versão original – infelizmente, todas as versões no cinema aqui em SP eram dubladas.
 
Juro que não queria usar o chavão com que muitos críticos têm se referido ao filme, mas realmente não dá pra fugir, porque talvez seja a recomendação máxima e ideal: DivertidaMente é a Pixar de volta ao seu lugar!

 

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Mad Max: Fury Road

Estreando muito bem com Ótimos Reviews no Metacritic e Rotten Tomatoes

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Daytripper

 

Daytripper Cópia 194x300 Daytripper   Resenha

Por mais que a tal campanha do “sou brasileiro e não desisto nunca” tenha virado bordão, a verdade é que, por essas bandas, nós ainda sofremos muito com a “síndrome do vira-lata tupiniquim”: temos mania de não valorizar o que é nosso e de diminuir os feitos realizados por conterrâneos, não importando o quão grandiosos eles sejam.

Quem capturou bem esse vira-latismo foi o falecido cartunista Henfil, que durante a Copa de 70 publicou na Revista Placar uma tirinha na qual o protagonista cornetava impiedosamente aquela que até hoje é considerada uma das maiores seleções de todos os tempos.

Ao final da Copa, mesmo tendo o time canarinho se sagrado vencedor com sobras, o inconformado corneteiro ainda conseguiu arrumar uma forma de criticar e diminuir a conquista, recriminando o capitão do time no momento da premiação: “SEGURA ESSA TAÇA DIREITO, CARLOS ALBERTO MOLOIDE!”

94 torcedor Cópia 300x212 Daytripper   Resenha

 

“Ai meu Deus, eu clico aqui para ler sobre quadrinhos e você me vem com futebol?”, questiona o angustiado leitor. “Quem deu status de editor do Joio pra esse desinfeliz?”

Calma, tenha paciência que eu já chego lá.

Onde é que eu estava mesmo? Ah, sim, complexo de vira-lata.

É por essas e outras que hoje eu compreendo quando meu saudoso professor de História do ensino médio contava que a Orquestra de Berlim apontou Luiz Gonzaga como um gênio da música, ou que Frank Sinatra considerava Nelson Gonçalves a melhor voz do mundo – e ameaçava dar zero para os alunos que não acreditavam nele.

O que o meu mestre estava tentando fazer era, desde cedo, incutir na cabeça dos seus alunos um orgulho pelos feitos dos seus conterrâneos; mostrar que nós brasileiros podemos, sim, criar obras de arte respeitadas e prestigiadas internacionalmente.

Toda essa (extensa, eu sei) introdução foi só para mostrar o quanto eu lamento que dois GÊNIOS como Gabriel Bá e Fábio Moon, autores dessa obra-prima chamada Daytripper, não sejam muito conhecidos no Brasil – embora lá fora eles sejam respeitados e laureados, já tendo inclusive ganhado o prêmio Eisner duas vezes.

Isso mesmo: apesar de ter nome de música dos Beatles e de ter saído primeiro no exterior e só depois traduzida para o português, Daytripper é tão brasileira quanto um mico-leão dourado tocando pandeiro e tomando cachaça.

Notem que por “brasileira” eu não quero dizer apenas “escrita por brasileiros”. Daytripper se passa no Brasil, seus personagens são brasileiros e o nome do protagonista é uma clara referência a um dos mais clássicos personagens de Machado de Assis.

Mesmo assim, é uma obra que transcende as fronteiras tupiniquins e alcança leitores de todas as nacionalidades, ao tratar de temas universais como paternidade, relacionamentos, amor, amizade, família e sonhos.

Pelô Cópia 300x202 Daytripper   Resenha

 

Daytripper é sobre a morte — ou melhor, sobre as mortes de Brás de Oliva Domingos — mas por meio dessas mortes nós aprendemos mais sobre a vida e sobre o quão efêmera ela pode ser.

Em nosso primeiro contato com o protagonista, vemos um homem frustrado, vivendo à sombra do pai e preso em um trabalho que não lhe estimula nem realiza: ele sonha em ser escritor, mas é apenas o responsável pela coluna de obituários de um jornal na cidade de São Paulo.

A partir daí, passamos a acompanhar, de forma não linear, várias etapas de sua vida. Vemos Brás como pai, como filho, como amigo e como esposo, em capítulos que sempre terminam com a sua morte — mas nos dizem muito sobre aqueles pequenos instantes dos quais a vida se constitui.

morte Cópia Daytripper   Resenha

 

Sim, todos os capítulos terminam com a morte do protagonista, como um lembrete de que nossa presença neste mundo pode acabar a qualquer instante – até mesmo nos momentos mais importantes, como o nascimento do seu filho ou a realização de um sonho.

Através desses pequenos vislumbres, nós montamos aos poucos o quebra-cabeça da existência de Brás: vamos conhecendo-o melhor por meio das suas amizades, namoros, sonhos, casamento e do seu relacionamento com seu pai, sempre com desenhos magistrais da dupla Bá & Moon.

Daytripper nos leva a refletir sobre esses pequenos eventos; sobre as realizações nas nossas vidas e o que deixamos para trás quando o inevitável ocorre. É uma reflexão brilhante, uma obra literária carregada de emoção que entra facilmente para o rol do que de melhor a nona arte tem a oferecer — mas cujos autores infelizmente não têm o devido reconhecimento em sua terra natal.

Não é exagero. Essa espetacular graphic novel de Gabriel Bá e Fábio Moon nada deve a algumas das obras clássicas da literatura nacional e, ouso afirmar, merece ser colocada junto ao panteão dos grandes livros brasileiros de todos os tempos.

E eu dou zero para quem não acreditar em mim.

 

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